Os acontecimentos registrados durante o processo eleitoral de 2012 podem ser entendidos como um posicionamento desafiador de poderosos grupos oposicionistas ao PT, Lula e Dilma.
O ato, inexplicado e apressado, do STF, sob pressão da grande imprensa e da oposição, de agendar o julgamento do chamado mensalão para coincidir com o calendário eleitoral do primeiro turno não convence a ninguém de que se tratou, tão somente, de uma ação ordinária e normal da mais alta corte.
Ato contínuo, definiram que os capítulos finais do julgamento deveriam ser antecipados e ser concluídos dois dias antes do segundo turno, sob uma mal elaborada desculpa de que Joaquim Barbosa teria tratamento médico na Alemanha no final de outubro... Oras que se fosse adiado, até seu regresso, o encerramento das sessões, o que seria o mais correto e isento, sem qualquer atropelo.
Estas manobras se apresentam como mais uma reação conservadora contundente contra o poder constituído democraticamente e mostra o quanto estão dispostos para retomar o poder, mesmo que na marra.
É fato que quanto mais tempo um grupo político fique alijado das grandes disputas e experimente consecutivas derrotas, mais suas ações tendem a se radicalizar e aglutinar novos apoiadores para somar forças contra o grupo político vencedor, mesmo que esses novos aliados não apresentem nenhum parentesco com suas origens ideológicas.
A oposição política e midiática tem se assemelhado, cada vez mais, a um ente radical-conservador...


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