As eleições de 2012 demonstraram uma nítida combustão social em São Lourenço. Dois pontos fundamentais determinaram a vitória de Zé Neto nas urnas. Ele foi mais convincente no marketing da honestidade administrativa. Claro que não é a população inteira que valoriza esse quesito da política moderna. Ele também soube apresentar o futuro de cada um de nós com mais clareza. Tem a questão do crescimento do turismo, do emprego com carteira assinada, da educação... A política pode ter dado um salto do passado em direção ao futuro. Assim como a criança alimenta imagens de como seria bom ser adulto e fazer coisas que criança não pode fazer, como, por exemplo, ficar acordado até mais tarde... Do mesmo modo, hoje, imaginamos uma São Lourenço adulta e vivendo realidades que ainda não são possíveis. É óbvio que a honestidade está para o futuro como o futuro está para a honestidade: são duas faces da mesma moeda. E, na política, estamos mexendo com o instinto sobrevivência do grupo, e grupo se organiza em função de melhores chances de sobrevivência, e a honestidade, aqui, causa um impacto positivo nas expectativas das chances de sobrevivência social do grupo. O Zé Neto, portanto, quer em relação à honestidade, quer em relação ao futuro melhor, não ameaça nossa sobrevivência e nem a da nossa descendência. A lisura da administração pública na aplicação social (e não pessoal) dos tributos arrecadados interessa aos nossos negócios, e nosso maior negócio é o conforto, a segurança da família e a continuidade da espécie. Quando Zé Neto diz que está formando uma nova geração de políticos, apresentando Serginho e Patrícia Lessa como novas lideranças, e, talvez, como futuros prefeitos de São Lourenço, tem pé e tem cabeça, pois é uma escola de política limpa e de olho na organização geral do município. É preciso dar seguimento aos projetos que empurram São Lourenço para o futuro. Todos nós dependemos de que São Lourenço cresça e fique continuamente impulsionada para o futuro: modernização da infraestrutura urbana e dos serviços sociais, o que só é possível com o condicionamento dos políticos à atual filosofia de governo implantada por Zé Neto. Aliás, é uma filosofia que todos nós queremos. Já sabemos que fazer política social perdoando as dívidas tributárias da população é desonesto com quem paga os tributos e ruim para as despesas geradas pelos serviços públicos. Do mesmo modo, bancar as despesas da administração pública usando os recursos destinados ao INSS e ao FGTS, também é uma ameaça ao instinto de sobrevivência do grupo. As eleições de 2012 deixaram para trás a idéia de que política se faz por vontade própria. O município tem uma vontade que precisa ser respeitada. A leitura dessa vontade é importante. Quando Zé Neto propõe o futuro começado e anuncia uma nova geração de políticos que vai continuar alinhavando o futuro, mexe em alguma coisa dentro da gente, aciona o pacto de sobrevivência em grupo que fizemos no passado quando éramos apenas meia dúzia de famílias em torno das fontes de água mineral e nos unimos em torno desse propósito de segurança social, já que as águas descobertas propiciavam um futuro, que é o nosso presente. O futuro e a segurança já foram sonhados de várias maneiras. Na década de 70, e talvez antes, muitas moças se arrumavam bem e ficavam no “ferro da viúva” (antigo murinho do Hotel Metrópole) na expectativa de arrumar um “noivo” turista, pois era uma chance de melhorar na vida, e muitas realizaram esse sonho, que incluía até mesmo sair de São Lourenço. Hoje, o estudo, o trabalho e o crescimento de São Lourenço geram um sonho de futuro melhor diferente: a expectativa de arregaçar as mangas, trabalhar e melhorar aqui mesmo. Não tem mais moças sentadas no “ferro da viúva” piscando os olhos para os turistas. Elas estão sentadas nos seus carros automáticos, nas suas empresas, nas salas de aula das faculdades, nos seus empregos... As chances de sobrevivência melhoraram. E as eleições de 2012, em São Lourenço, com a seta apontada para o futuro, reforçaram na população o ancestral instinto de melhores chances de sobrevivência em grupo, primeiro por causa da confiança na política administrativa de Zé Neto, segundo porque ele anunciou um esquema de continuidade do crescimento social e econômico, apresentando o vice-prefeito Serginho e a vereadora Patrícia Lessa como novas lideranças também apontadas para o futuro.
Por Marco Aurélio Rodrigues Dias
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