Ruína
A antiga praça de concreto será demolida.
Colorimos a praça.
É preciso nos despedirmos,
do sombrio monumento
de ferro e concreto,
Que foi nosso canto,
dos encantos
dos nossos sonhos...
Sim, é certo!
Este poema pintado a óleo
se extinguirá.
Na primeira garoa
Na primeira chuva!
Este privilégio não é só dele!
Tudo é questão de tempo!
Assim como este poema
extinguirá também:
onde foi pintado.
Nem o ferro e o concreto a salvou...
Do seu destino, de sua finitude.
Minha pequena existência se extinguirá...
A língua em que tudo isto foi dito!
Resistirá apenas:
sentimentos extintos.
Comentário de Stella Maris em 14 novembro 2010 às 22:46
Comentário de Luis Henrique Bueno de Oliveira em 14 novembro 2010 às 22:55
Comentário de Stella Maris em 14 novembro 2010 às 23:27
Comentário de José Carlos Cobacho em 15 novembro 2010 às 0:46
Comentário de Luis Henrique Bueno de Oliveira em 18 novembro 2010 às 17:00
Comentário de Luis Henrique Bueno de Oliveira em 8 dezembro 2010 às 17:58 Comentar
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