O torto
Não estudo métrica
nem gramática
nem mesmo ortografia
que dirá semântica
A poesia me consome
passo fome
sem seu nome
no verso impresso
Não me importo
como me visto,
não me importo
se há outro destino.
os dias passam,
vendo panfletos,
com meus versos escritos:
de mão em mão
Só Deus sabe onde chegarão.
Tocar o coração
é boa ambição
subverter a linguagem
é revolução!
devo incomodar os polidos,
os escritores profissionais.
dos críticos literários,
guardo prudente distância,
não é bom incomodá-los.
mas o que posso fazer?
minha vida é torta!
meus poemas são tortos.
desta dignidade me visto
para sair à rua
e tocar a lira.
Comentário de Marçal, T. em 17 julho 2010 às 0:48
Comentário de Luis Henrique Bueno de Oliveira em 17 julho 2010 às 5:20
Comentário de Luciana Fabíola Gonçalves em 17 julho 2010 às 16:50 Comentar
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