Caro Nassif,
A saída de Feldman do PSDB parece ter um significado maior do que querem os tucanos e sua mídia. Feldman não é apenas um tucano histórico. É um homem ligado a outros tucanos históricos, como FHC e José Serra. Ao que parece, está ficando cada vez mais claro que o PSD é um partido em construção para servir de plano B a Serra e aliados no caso de:
1. Ele perder de vez o controle do partido em São Paulo para Alkmin;
2. Ele perder a chance de concorrer em 2014 pelo PSDB, caso Aécio se torne o candidato irresistível da oposição.
Serra possivelmente não deixará o PSDB se perder momentaneamente hegemonia em São Paulo, mas não ficará no partido se lhe for negada a vaga para a presidência em 2014. Ele não pode esperar outra eleição. O mais provável é que tenha dito a Kassab: "Vá, meu filho, funde seu partido, cresça e apareça. Se ficar forte o bastante, se tiver base nos estados, governadores, prefeitos e deputados, serei seu candidato a presidente".
Ele não tem nada a perder. Pode esperar pela trajetória de Aécio, que pode muito bem se desfazer sozinho com estripulias cariocas ou outras. Conhecemos o telhado de vidro do senador mineiro, e também a sanha destrutiva de Serra. Mas pode ser que o PIG construa um candidato forte em Aécio e Serra não terá saída senão colocar-se em posição mais forte de barganha num partido como o PSD. O PSD, já não tenho dúvidas, é o plano B de Serra. O problema é se Kassab gostar muito da brincadeira e puxar o tapete do tucano ali na frente.
Futurologia a esta altura é pura temeridade, mas seria engraçado a oposição lançando Serra, Aécio e Marina, por exemplo. Tornaria a ida para o segundo turno de 2014 uma roleta Russa para a oposição.
© 2013 Criado por Luis Nassif.
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