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“FAUSTO”. A CONSTRUÇÃO DO DEMÔNIO NOSSO DE CADA DIA NO INFERNO AMORAL DE SUKUROV

 

O presidente francês, François Hollande, marcou hoje (14/07) as celebrações do Dia da Bastilha com promessas de lutar contra demissões de trabalhadores da indústria e de limpar a política francesa da “corrupção”. A festa do líder socialista foi ofuscada por críticas contra as demissões em massa anunciadas pela montadora de veículos Peugeot e por um escândalo sobre sua vida pessoal. Revivendo a tradição de conceder uma entrevista televisiva no 14 de julho, abolida por seu antecessor Nicolas Sarkozy, Hollande disse que a França tem que fazer um "esforço" para restaurar suas finanças públicas, mas descartou o tipo doloroso de austeridade que gera protestos na Espanha e na Itália. "Minha missão é de ajudar a França a se recuperar, e dar a ela um futuro. Os empregos são a minha prioridade", disse Hollande durante a entrevista na sede da Marinha do país, com vista para a Praça da Concórdia, onde centenas foram guilhotinados durante a Revolução Francesa. O socialista, que prometeu durante sua campanha conter o maior nível de desemprego no país em 12 anos, enfrenta um grande desafio, após a Peugeot anunciar anteontem que iria cortar 8 mil empregos na França. Acusando a gerência da empresa de ter cometido erros estratégicos e enganado o público sobre suas verdadeiras intenções, Hollande disse que não poderia aceitar o plano de reestruturação da maneira que era apresentado e prometeu incentivo público para ajudar as montadoras francesas. Ele chamou de "inaceitável" a iniciativa da Peugeot. "O Estado não permitirá isso", declarou o chefe de Estado francês. "Este plano é inaceitável, deve ser renegociado", acrescentou, lembrando que o governo nomeou um especialista para examinar as razões que levaram o grupo a tomar esta decisão. O anúncio da Peugeot de que fechará sua fábrica de Aulnay, perto de Paris, caiu como uma bomba na França. Segundo Hollande, o governo não pode proibir o fechamento das instalações da montadora, mas "podemos fazer com que Aulnay continue sendo um polo industrial, da mesma forma que devem existir garantias sobre a permanência da indústria de Rennes, outra fábrica situada em Bretanha (noroeste), onde, segundo o anúncio da montadora eliminados 1.400 dos atuais 5.600 postos de trabalho. “O Estado poderá jogar com o desemprego parcial, com a formação profissional e com os créditos que pudermos fornecer", garantiu o líder francês. Ontem, o presidente-executivo da Peugeot, Philippe Varin, pediu que o governo francês tome medidas para reduzir custos trabalhistas. Em entrevista ao jornal “Libération” e à rádio RTL, Varin disse que tem buscado aliviar tensões com sindicatos ao ressaltar flexibilidade sobre a implementação de seu plano. "Gostaríamos de ver uma redução dos encargos que pesam sobre os custos trabalhistas", afirmou o presidente-executivo na entrevista ao jornal. O governo francês deve revelar um amplo programa de apoio para o setor automotivo em 25 de julho. Segundo o executivo, a Peugeot tentará criar 1.500 novos empregos através da conversão de sua instalação fabril de Aulnay, próxima a Paris, para acomodar outras indústrias e companhias após o encerramento da produção de veículos da unidade em 2014. Na véspera, a assessoria de Hollande divulgou que o presidente estava "extremamente preocupado" sobre os cortes e pediu que minimizassem os efeitos sociais. Os sindicatos criticaram o presidente socialista porque ele não fez exigências para que a Peugeot abandonasse o plano. E minou a credibilidade de Hollande. Na segunda-feira (11), ele se reuniu numa conferência com os sindicatos e as organizações patronais para chegar a um consenso sobre as reformas destinadas a superar a crise. O encontro, batizado de “democracia social”, visava buscar saídas para a luta contra o desemprego, a competitividade, a proteção social e as aposentadorias. "A França não desenvolveu uma cultura da negociação", lamentou o presidente socialista, antes de anunciar sua intenção de "inscrever na Constituição" o diálogo social, que deverá ocorrer antes que um projeto de lei sobre temas sociais seja apresentado. O presidente evocou "três grandes desafios" para o país: o equilíbrio das contas públicas, a deterioração da competitividade e o desemprego. Na terça-feira (12), Hollande foi a Londres para conversar com o primeiro-ministro britânico, David Cameron. O socialista passou em revista à guarda de honra, em Londres, ao som da Marselhesa, o Hino Nacional da França (acima). Os líderes defenderam o "interesse comum" de seus países, apesar de admitirem profundas divergências sobre a União Europeia e a regulação bancária. "Estamos tentando construir uma relação boa e estável. Somos políticos práticos e razoáveis", assegurou Cameron, que acrescentou que ambos querem "demonstrar sua força" em assuntos como a Síria e o Irã. 

Em entrevista publicada hoje (14), o presidente do Banco Central alemão (Bundesbank), Jens Weidmann, defendeu que a ajuda europeia à Espanha deve envolver toda a economia do país, e não apenas os bancos. "Os balanços dos bancos sempre são o reflexo da economia global (...) Isto também teria um efeito positivo nos mercados de obrigações, se os investidores constatassem que as condições impostas para a ajuda à Espanha superam o contexto do setor bancário", declarou Weidmann. Segundo ele, o alto desemprego e os problemas financeiros das regiões espanholas demonstram que existem importantes problemas a resolver, como confirmam os anúncios recentes de Madri. Na quarta-feira (13), o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaueble, disse que esperava que a Corte Constitucional do país se pronuncie sobre o fundo de resgate da União Europeia (UE) e o pacto fiscal antes do outono (que tem início em setembro no hemisfério norte), sugerindo que devem levar meses em vez de semanas para uma decisão ser tomada sobre isso. Na véspera, a principal corte da Alemanha concordou examinar as ações impetradas contra o Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (ESM, na sigla em inglês) e o pacto fiscal, mas não deu uma data para o veredicto. O ministro alertou que qualquer atraso na aprovação de ferramentas econômicas pode levar a uma turbulência nos mercados financeiros e corroer a confiança no euro. "Eu espero que eles se decidam antes", disse Schaeuble à rádio alemã Deutschlandfunk, acrescentando que, no entanto, ele não colocaria pressão sobre a corte. O mercado acredita, no entanto, na constitucionalidade da medida. Ontem, o governo da Espanha aprovou um novo e duro pacote de ajustes para superar a crise para renegociar suas dívidas. "Adotamos medidas necessárias, importantes e inadiáveis", "vivemos um dos momentos mais difíceis e dramáticos da Espanha", afirmou a vice-presidente do Governo, Soraya Sáenz de Santamaría, em entrevista coletiva para explicar as decisões do Conselho de Ministros. Ao lado dos ministros da Economia, Luis de Guindos, e da Fazenda, Cristóbal Montoro, a vice-presidente anunciou as medidas para que o país consiga uma ajuda no valor de 65 bilhões de euros via aumento de receitas e redução de despesas. O custo social pago tem sido alto. Na terça-feira (12), um grupo de mineiros espanhóis fez uma manifestação contra o corte de 63% promovido pelo governo de Mariano Rajoy nas verbas públicas destinadas ao setor neste ano. Os trabalhadores fizeram uma caminhada pelo centro de Madri com os macacões de trabalho e as lâmpadas dos capacetes acesas, saindo da Cidade Universitária e chegando à Puerta del Sol, principal monumento histórico da capital espanhola, acompanhados de milhares de madrilenhos. Antes da chegada ao centro de Madri, os operários passaram pela porta do palácio de La Moncloa, residência oficial do presidente de governo espanhol, gritando palavras de ordem contra o governo. A manifestação terminou em conflito com a polícia e muitos trabalhadores ficaram feridos (acima). Os elevados custos dos empréstimos pagos por países da zona do euro têm elevado o desemprego, reduzido as receitas e criado um clima de caos social. O rebaixamento da nota da Itália em dois níveis pela agência de classificação de risco Mood´s gerou críticas das autoridades do país. A instituição divulgou a nota de madrugada no momento em que o primeiro-ministro italiano Mário Monti chegava aos Estados Unidos para atrair investidores ao país. O ministro das Relações Exteriores, Giulio Terzi, ironizou o rebaixamento. "Estamos falando da mesma agência que em setembro de 2008 elevou o rating de Lehman Brothers poucas horas antes do colapso que originou a atual crise mundial?", questionou. "O risco da saída da Grécia da zona do euro aumentou e o sistema bancário espanhol suportará mais perdas que as esperadas", justificou a agência, acrescentando que as perspectivas econômicas a curto prazo para a Itália se "deterioram". Na segunda-feira (11), o vice-ministro do trabalho grego Nikos Nikolopoulos, renunciou por não concordar com o plano de ajuste fiscal implementado pela “troika” (União Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu). No dia seguinte a entidade de direitos humanos Human Rights Watch divulgou que gangues de gregos estão regularmente atacando imigrantes impunemente em todo o país, e as autoridades estão ignorando ou desestimulando as vítimas a apresentar queixas. "Migrantes e candidatos a asilo falaram à Human Rights Watch sobre virtuais áreas proibidas em Atenas depois que está escuro, por medo de ataques por parte de grupos de gregos muitas vezes vestidos de preto e interessados na violência", informou a Ong. O grupo disse ter entrevistado 59 pessoas que sofreram ou escaparam de algum incidente racista entre agosto de 2009 e maio deste ano. Isso incluía 51 ataques sérios, e duas das vítimas estavam grávidas. 

A missão de observação da ONU na Síria informou hoje (14) que o ataque realizado anteontem na localidade de Treimsa parece ter sido dirigido contra residências e grupos específicos, em sua maioria de rebeldes e ativistas. “Havia poças e manchas de sangue nos quartos de várias casas, bem como projéteis", indicou a missão, depois que uma equipe de observadores visitou o local do ataque. "A equipe da ONU viu uma escola incendiada e casas danificadas, com rastros de fogo em cinco delas", acrescentou. O comunicado da missão assinalou que "diversos tipos de armas foram usados". Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), com sede em Londres, mais de 150 pessoas, entre elas dezenas de rebeldes, morreram anteontem durante bombardeios e combates em Treimsa. Segundo a missão da ONU, "o número de vítimas é incerto. A equipe deverá retornar a Treimsa amanhã, para continuar a missão de avaliação". Hoje um carro-bomba explodiu junto a um quartel militar na cidade de Mahrada, no reduto opositor de Hama, no centro da Síria, causando várias vítimas, informaram grupos opositores. Ontem, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, declarou estar “indignada” com o massacre que está ocorrendo na Síria. Ela exigiu que o Conselho de Segurança das Nações Unidas tome medidas mais drásticas para acabar com a violência. O mediador internacional Kofi Annan, que mais cedo declarara ter ficado “chocado e horrorizado”, confirmou o uso de armamento pesado pelo governo sírio, como tanques e helicópteros, contra a aldeia de Tremseh, em Hama, destacando que a ação viola o compromisso assumido com o plano de paz. A China - tradicional aliada do regime Assad - anunciou que poderá “estudar seriamente” uma nova resolução contra a Síria, em um indício de que o massacre pode significar uma mudança na postura do Conselho de Segurança. O porta-voz do ministro do Exterior chinês disse que o Conselho deve agora buscar o consenso. A Rússia condenou o massacre e pediu uma investigação para punir os responsáveis. "Condenamos esse crime sangrento.Não sabemos quem é responsável pelos atos porque os adversários no conflito sírio culpam uns aos outros", disse Aleksandr Lukashevich, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, à agência "Interfax". Ele acrescentou que a Rússia "não tem dúvidas de que os crimes foram encomendados por forças que não buscam paz e instigam continuamente a semente da hostilidade e o conflito civil". Na terça-feira, uma embarcação russa que tentou entregar helicópteros de ataque à Síria no mês passado retomou o caminho rumo ao pais árabe, saindo de um porto do Ártico com a mesma carga, anunciou ontem a agência russa de exportação de armamento Rosoboronexport. A entrega foi frustrada quando a seguradora britânica teve conhecimento do conteúdo da carga e retirou sua cobertura. Ontem, o jornal estadunidense “Wall Street Journal” publicou, citando fontes de Washington, que Damasco está retirando de armazéns parte de seu arsenal de armas químicas, composto por gás sarin e mostarda. Segundo autoridades, o regime de Assad pode estar planejando um ataque contra civis e rebeldes ou ainda estar apenas escondendo as armas para evitar que elas caíam nas mãos de dissidentes. No mês passado, o jornal “The New York Times” publicou que um pequeno grupo da CIA estava armando a oposição síria no sul da Turquia. O conflito também superou as fronteiras. Segundo as agências de notícias internacionais, disparos anteontem de obuses sírios em direção ao leste do Líbano deixaram quatro pessoas feridas, mas não chegaram a causar nenhuma vítima fatal. Na segunda-feira (11), o enviado da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, havia anunciado um acordo com o presidente Bashar Al-Assad (acima), visando colocar um fim à violência que causa estragos no país. 

A Rússia informou hoje (14) que forças especiais russas mataram ontem oito militantes, incluindo dois comandantes regionais de grupos insurgentes, na instável região do Cáucaso do Norte. Mais de uma década depois de forças federais terem tirado os separatistas do poder em uma guerra na Chechênia, a Rússia ainda luta para combater a insurgência islâmica na região do Cáucaso, que é predominantemente muçulmana. Mas este não é o único problema interno da Rússia. Um dia depois de a Duma, a Câmara Baixa do Parlamento do país, aprovar a controversa lei de informação, autorizando o Estado a filtrar e bloquear páginas na Internet – anteontem foi a vez de uma distribuidora de canais de TV por assinatura, a Akado, retirar do ar as três emissoras de notícias por “razões que extrapolam seu controle”. Segundo a companhia, os canais não obtiveram as licenças de radiodifusão apropriadas para regulamentar as transmissões. Milhares de russos não puderam assistir aos canais CNN, BBC e Bloomberg. Num discurso para diplomatas russo, o presidente Vladimir Putin reclamou da cobertura jornalística dos canais estrangeiros sobre eventos na Rússia. “A imagem internacional da Rússia não é formada por nós e, por isso, é sempre distorcida, não refletindo a real situação de nosso país ou a nossa contribuição para a civilização global, ciência e cultura”, analisou Putin. “A polícia de nosso país sofre constantemente sendo retratada apenas com o discurso de um lado da questão”, acrescentou. Ao mesmo Moscou tem estreitado suas relações externas, como nos tempos soviéticos. Anteontem, em viagem oficial à Ucrânia, Putin participou da Comissão Estatal russo-ucraniana, junto com o chefe de estado ucraniano, Viktor Yanukovich (acima). "Cada encontro pode ser descrito como conversas produtivas sobre uma ampla gama de questões destinadas a alcançar um resultado", salientou o líder ucraniano. Putin destacou que "há uma série de propostas e projetos que ainda precisam avançar, mas que, naturalmente, o centro da discussão foi a cooperação militar-tecnológica, que oferece muitas possibilidades". Ele citou o debate sobre o estado das Forças Armadas dos dois países e o desenvolvimento de setores avançados de tecnologia de ambas as economias. O presidente russo disse ainda que um tratado sobre a presença da Marinha russa na Criméia também foi assunto da reunião. Na véspera, Putin recebeu em Moscou o presidente cubano, Raúl Castro. "Tivemos períodos com relações diferentes, que hoje em dia são mais pragmáticas", afirmou Putin. "No entanto, tudo o que acumulamos nos anos passados agora é parte de nossa riqueza comum", acrescentou. Raúl Castro, que chegou à Rússia depois de visitar a China e o Vietnã, declarou que o mundo atual é "muito complicado". O jornal econômico Kommersant indicou que Cuba está muito interessada em fechar acordos militares para modernizar seu velho arsenal soviético, mas isso colocaria a agência russa exportadora de armas em conflito com as sanções dos Estados Unidos contra a ilha. O chefe interino da Aviação Naval da marinha russa, general-major Igor Kozhin declarou que, devido à situação de instabilidade que se vive com a localização de bases militares russas no território de diversos Estados, os porta-aviões da Marinha de Guerra da Rússia poderão substitui-los. Segundo afirmou Kozhin, “é muito mais eficaz ter um aeródromo flutuante, que se pode aproximar da América ou de África, ou de outro ponto qualquer, do que ter um sistema de bases militares em que, considerando a instabilidade da situação, hoje esta pode ser uma base e amanhã já não”. 

Os capitalistas Tico e Teco voltaram a conversar sobre o mundo contemporâneo, acompanhados pela diarista Aparecida e pela filha Bytes, no dia 14 de julho de 2012, Dia da Queda da Bastilha.

Tico: No dia de hoje começou a Revolução Francesa com a Queda da Bastilha. Os parisienses ocuparam a prisão política do regime absolutista e libertaram 7 presos Há 223 anos.

Teco: No dia de hoje o Terceiro Reich reconheceu a Igreja Nacional, controlada pelo Estado. Igreja do Reich, criada a partir da fusão das 28 igrejas luteranas e reformistas alemães, englobavam em torno de 48 milhões de adeptos. Adolf Hitler disse: "Por meu intermédio, a igreja Protestante poderia tornar-se a igreja oficial, como na Inglaterra". A agremiação religiosa tinha o objetivo de exterminar irrevogavelmente as crenças cristãs estranhas e estrangeiras trazidas para a Alemanha no “malfadado” ano de 800, para restaurar o valor da tradição do "paganismo alemão". A Igreja Nacional não podia ter escribas, pastores, capelães ou padres, mas oradores do Reich para falar em seu nome. A Igreja Nacional declarava que o livro “Minha Luta”, do Führer, era o maior de todos os documentos religiosos. Ele continha a mais pura e verdadeira moral para a vida atual e futura da nação. A Igreja Nacional retirou dos altares todos os crucifixos, bíblias e santos. Sobre os altares não poderia haver nada além do livro do fuhrer e à esquerda do altar uma espada. No dia de sua fundação a cruz cristã foi removida de todas as igrejas, catedrais e capelas e substituída pelo único símbolo inconquistável: a suástica. Há 79 anos.

Bytes: No dia de hoje nascia, há 138 anos, Abbas II, o último Quediva do Egito e Sudão durante o Império Otomano. 

Aparecida: No dia de hoje morreu o rei Faisal II, do Iraque. Ele e sua família foram executados por militares em Bagdá, cinco meses depois de assumir o trono. Há 54 anos.

Bytes: Hoje os comunistas iraquianos comemoraram o início da República no país, numa marcha que não faltaram música e dança (acima).

Aparecida: O seu Carlos está lendo o livro “O espião que abalou o Terceiro Reich, de Jan Valtin”. Eu entendi a ascensão de Hitler na Alemanha diante do cenário de crise econômica nos anos 20. No livro dá bem a dimensão da realidade política daquele tempo em que os alemães caminhavam para adotar a “ditadura do proletariado”. A ideia tomava conta do país, principalmente entre os marinheiros. Precisava-se de um líder carismático com um discurso anticapitalista para acalmar a indignação dos trabalhadores. Escreveu o autor: “Naquela manhã, havíamos conseguido fazer com que a tripulação de dois navios aderisse à greve. O esquadrão da propaganda de Albert Walter havia distribuído os boletins vermelhos que incitavam os marinheiros a partilhar da greve: ´Nada de fazer trabalhar as máquinas! Nada de trabalho no convés! Greve! Greve!´ Um grito de revolta partiu dum camarada que estava sentado atrás de mim. “Nós não somos traidores, nem furadores de greves!´ O chefe do Partido continuou imperturbável. Esperou pacientemente até que todos os ruídos se houvessem extinguido. ´Camaradas. O que o Partido deseja de vocês não é roubo. O Partido deseja apenas a cooperação de todos numa manobra tática que nos permitirá introduzir o bolchevismo mais solidamente em toda a Marinha Mercante. A greve não poderá durar por muito tempo. Deveremos nós dar aos patrões uma oportunidade para excluir dos seus navios todos os marinheiros comunistas? Devemos nós permitir que os navios partam sem termos aproveitado o ensejo para fazer de cada navio uma fortaleza do Partido Comunista? Devemos aproveitar todas as vantagens hoje, a fim de aumentar as nossas forças para lutar amanhã. Não somos um bando de surdo-mudos. Somos comunistas. A disciplina do Partido exige que todos sigam as ordens do Partido”. Essa fidelidade levava até o extermínio de “camaradas”, a mando do Partido, classificados como “espiões.

Bytes: Isso ocorreu também no Brasil durante a guerrilha. Teve uma entrevista muito interessante na Globonews do Geneton Moraes Neto com o ex-guerrilheiro Carlos Eugênio Paz, o Clemente, comandante militar da Ação Libertadora Nacional, organização criada por Carlos Marighella para combater, com armas, o regime militar. Ele também participou do “justiciamento”, executando companheiros considerados duvidosos pelo “coletivo”. Algo estranho à nossa imaginação, a do universo capitalista. Tudo em nome da “revolução”. No outro lado da trincheira, a ideologia era outra: o progresso a qualquer custo.

Aparecida: O que você acha da revolução? 

Bytes: A Revolução Francesa foi um marco histórico por causa da dialética. No positivo ela trouxe a Carta de Direitos do Homem, usada como base utópica para o texto das Nações Unidas, assim como a ideia da “Rés-Pública”: Executivo, Legislativo de Judiciário como equilíbrio de poder em favor da “justiça social”. A imaginação da República. Como favor negativo teve a anarquia, que levou ao “banho de sangue” porque cada um via no outro a “opressão do Tempo”. A solução acabou sendo o “terrorismo”, a imaginação que a sua “voz” seria ouvida na multidão, em “nome do direito”. A anarquia e o “sangue derramado” conduziram a França para o caos, levando ao poder o imperador Napoleão Bonaparte, o “primeiro anticristo”.

Aparecida: O Estado forte não combina com religião. O papa está em rota de colisão com o governo comunista chinês que vem ordenando sacerdotes cristãos.

Bytes: Toda revolução, baseada na técnica, enfrenta problemas com a fé por causa do elemento da dúvida provocada pela “economia do intangível”. Na Revolução Francesa, a Igreja Católica foi perseguida pelos revolucionários “em nome da razão”. Durante o Terror, houve o assassinato de 200 clérigos, levando a fuga 30 mil pessoas do país. Em 1793, a chamada “descristianização” começou na França: igrejas foram fechadas ou destruídas, leis foram modificadas, sacerdotes e freiras foram forçados a se casar e as posses da Igreja foram confiscadas pelo Estado. Milhares de sacerdotes foram deportados para a Guiana ou para ilhas-prisões da França em 1797. O acordo entre França e Vaticano reduziu a perseguição e a “separação entre Igreja e Estado” de Napoleão terminou em 1805. Mas já houve perseguição nos países marxistas e nacionalistas, como foi no México e em Uganda. Já Estado e religião andam juntos sem ameaçar a democracia, como é o caso da Inglaterra. A chefe de Estado e a chefe da Igreja Anglicana é a mesma: a rainha Elizabeth II.

Aparecida: Hoje a perseguição ocorre não pelos governos, mas pelas diferenças religiosas. Como em vários países muçulmanos da África. É maior do que qualquer “ideologia”. 

Bytes: Por falar em ideologia, deu na coluna do Ancelmo de terça-feira no jornal “O Globo” em cima da manchete “CUT ameaça ir às ruas em defesa dos réus do mensalão”: “Um maldoso sugere algumas palavras de ordem para os manifestantes: ´Um, dois, três, quatro, cinco mil.... Viva a corrupção no Brasil´, ´O povo unido derrubada a moralidade´e ´abaixo a ética na política´. Com todo o respeito”.

Aparecida: Por falar em respeito, qual será a graça do Brasil?

Bytes: Parafraseando a ministra Carmem Lúcia: “Ninguém aguentará mais a corrupção”. Será a palavra de ordem no mundo. A visão viva da “Tolerância Zero”. Como entendemos a ciência contemporânea, o espaço-tempo que cria a matéria, os capitalistas brasileiros e contemporâneos já anteveem o futuro que está por vir. Viva!

Aparecida: Ah, entendi! Escreveu o apóstolo Paulo aos romanos: “Que diremos pois? Permaneceremos no pecado para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? Ou, não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados em sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, assim andaremos nós também em novidade de vida. Porque se fomos plantados juntamente com ele na semelhança de sua morte, também o seremos na da sua ressurreição. Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele na semelhança da sua morte, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado. Porque aquele que está morto está justificado do pecado”. 

Tico: O que você achou do novo presidente do Egito tentar abrir o Parlamento eleito?

Teco: Dentro da República não há espaço para visões absolutistas. Mas o problema é mais sério e está dentro do parâmetro ilegal e imoral. O presidente não pode estar acima da maior corte do país. Ninguém imagina o Obama tocando a reforma de saúde dos EUA se a Suprema Corte decidisse que ela era inconstitucional. Ninguém pode estar acima da lei. Só que qualquer reforma proposta pelo Executivo precisa ser aprovado pelo Parlamento, que não existe no Egito. A Corte Suprema foi nomeada pelo ditador Mubarak, ou seja vota de acordo com os interesses do antigo regime. Os parlamentares estavam preparando a nova Constituição que poderia reforma à alta corte. Ao mesmo tempo os revolucionários têm pressa por mudanças porque se sentem oprimidos com o espaço de tempo. Eles não querem ser mais reféns da crise econômica que detonou a Primavera Árabe no Egito.

Bytes: Sofre da mesma síndrome do Paraguai. Só que em Assunção o ritmo sumário, que derrubou Lugo, foi um “julgamento político”.

Aparecida: Na terça-feira, o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, rejeitou que o Paraguai seja suspenso da organização continental por causa da destituição do presidente Fernando Lugo. "A suspensão na OEA representaria implicações econômicas para o país dado o impacto direto da decisão em outras instituições do sistema interamericano", afirmou Insulza durante uma reunião extraordinária sobre a situação no Paraguai.

Bytes: Em posição contrária à opinião do secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, o chanceler brasileiro Antônio Patriota defendeu na quarta-feira a suspensão temporária do Paraguai do Mercosul: “Houve uma ruptura da ordem democrática. O Paraguai vivia um momento de crescimento econômico, de combate à corrupção e de melhoria de vida da população. O procedimento não assegurou o amplo direito de defesa. E o que houve foi uma reação dos países da região e uma mobilização pela gravidade do problema”, disse o chefe da diplomacia brasileira. “Foi um sinal inequívoco de que não há espaço para aventura antidemocrática”, acrescentou Patriota na audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado, presidida pelo senador Fernando Collor, que foi afastado da Presidência da República em 1992 após processo de impeachment.

Aparecida: Ah, entendi! Por isso a “imprensa velha” massificou que a cassação do senador Demóstenes Torre foi um “julgamento político”.

Bytes: O escritor uruguaio Eduardo Galeano, autor de "As veias abertas da América Latina", afirmou que o impeachment do ex-presidente paraguaio Lugo foi, "claramente, um golpe de Estado". Em entrevista à revista "La Garganta Poderosa", da Argentina, Galeano comentou que o impeachment de Lugo "foi uma perfeita palhaçada, e é uma palhaçada a serviço dos interesses opostos à Independência do Paraguai”. Ele defendeu a gestão do ex-presidente dizendo que o ex-presidente defendeu a “dignidade do país”. É um golpe de Estado legal, pois está dentro da “lei”, assim como no Egito. Já o sentimento é maior do que a lei porque está correlacionado com o espaço de tempo. No caso dos egípcios é mais longo porque não há Parlamento. É a lei.

Aparecida: Por falar em lei, rabinos europeus criticaram a decisão de um tribunal alemão, que classificou como lesão corporal a circuncisão religiosa. Religiosos afirmam que é pior ataque à comunidade judaica alemã desde o nazismo. Após um tribunal alemão ter considerado como crime a circuncisão religiosa de meninos, rabinos pressionam o governo alemão para que a prática não seja proibida. Em Berlim, rabinos ortodoxos de diversos países europeus apelaram anteontem para que as comunidades judaicas no país continuem realizando a circuncisão. E estão pressionando o governo alemão contra a justiça alemã. O presidente da Conferência Europeia de Rabinos, Pinchas Goldschmidt, disse que se o veredicto for confirmado na forma de uma lei “não haverá futuro para as comunidades judaicas na Alemanha". Ele argumentou que uma proibição da circuncisão seria um sinal ainda mais forte contra a comunidade judaica do país do que a proibição do abate religioso de animais durante o regime nazista.

Bytes: A justiça alemã atendeu ao pedido do Vaticano e censurou a capa da revista “Titanic” que satiriza o papa Bento XVI e o escândalo Vatileaks. Criou-se a polêmica censura ou respeito à privacidade do pontífice? A polêmica capa mostra o papa na sua tradicional batina branca, com uma mancha amarela na região pélvica. A manchete: "Aleluia no Vaticano – encontrado o local do vazamento!". Na contracapa, o papa é mostrado de costas. Desta vez, a mancha é marrom, e o texto que acompanha a imagem diz: "Mais um local de vazamento!".

Aparecida: E como pensa o governo dos Estados Unidos?

Bytes: Deu no jornal “O Globo” de 12 de julho de 1962, cuja manchete foi “A mulher brasileira está nas trincheiras”: “O presidente da República João Goulart assinará, hoje, na presença de líderes sindicais, a lei que concede aos trabalhadores o 13º mês de salário”. E mais: “O primeiro-ministro Brochado da Rocha, por volta das 6h de hoje, após prolongados entendimentos com prôceros políticos para a formação do Conselho de Ministros, que deverá apresentar à Câmara às 11h, confessou aos jornalistas que se encontrava naquele momento em situação difícil para obter o apoio dos partidos e a formação do govêrno na forma de solidariedade política e parlamentar, inerente ao funcionamento desejável do regime. A situação é de fato muito delicada e é possível que o professor Brochado da Rocha não consiga formar o gabinete”. E mais: “Voltou às comissões o projeto que pretende reduzir de oito para sete horas a duração normal do trabalho da mulher”. E mais: “Revolução na comunicação: ontem à noite o satélite Telstar, lançado ao espaço anteontem, transmitiu programa emitido pela estação francesa de televisão que foi captado pelos milhões de telespectadores norte-americanos. Nesse programa, o conhecido ator e cantor francês Yves Montand exibiu-se com a canção ´The Little Song´, para em seguida surgirem diversos aspectos da vida noturna de Paris. Na ocasião da retransmissão, o satélite voava a 25.400km/h, e as imagens transmitidas foram de uma clareza absoluta e o som perfeitamente claro e nítido. O programa foi captado inicialmente pelas três principais estações norte-americanas, a NBC, a CBS e a ABC, que o retransmitiram para todo o território dos EUA”.

Aparecida: Deu no jornal “O Globo” de 12 de julho de 2012, 50 anos depois: “Senador que pôs o mandato a serviço de bicheiro é cassado. Demóstenes Torres vai a julgamento ainda com foro privilegiado por ser procurador em Goiás”. E mais: “Brasil chega a juro mais baixo. Com a crise global, BC reduz a taxa básica em 0,5 ponto, para 8% ao ano”. E mais: “Pacote da Espanha faz cortes de 65 bi. Medidas são alvo de protesto e incluem reforma em aposentadorias, alta de imposto e redução de salário”.

Bytes: Um grupo de mineiros espanhóis fez na noite desta terça-feira uma manifestação contra o corte de 63% promovido pelo governo de Mariano Rajoy nas verbas públicas destinadas ao setor neste ano. No confronto com a polícia, muitos derramaram o seu sangue..

Aparecida: Por falar em sangue, ao menos 23 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em um ataque suicida ocorrido durante uma festa de casamento no norte do Afeganistão. Anteontem, o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, pediu que o líder supremo dos talibãs, o mulá Omar, apresente-se como candidato à presidência do país e tente governar com o apoio dos cidadãos, abrindo mão das armas.

Bytes: Karzai se reuniu com o representante talibã no Japão, onde se reuniu também com o primeiro-ministro Yoshihiko Noda (acima). Os Estados Unidos divulgaram que Cabul passou a ser “estratégico” para Washington. O Afeganistão quer, no entanto, desenvolvimento.

Aparecida: Por falar em desenvolvimento, a presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que não recorrerá a medidas de austeridade no combate à crise econômica, como fazem alguns países da Europa, como a Espanha. Segundo ela, o Brasil usa uma fórmula mais eficiente: fomentar o desenvolvimento “distribuindo o bônus para o povo”. “Hoje eles (os espanhóis) estão cortando o 13° salário, 30% do salário dos vereadores e aumentando os impostos e (mesmo assim) o país vai de mal a pior”, disse a presidente na cerimônias de lançamento da pedra fundamental do Estaleiro Enseada do Paraguaçu e de “batismo” da plataforma P-59, da Petrobras, em Maragojipe, na Bahia.

Bytes: O que os investidores internacionais querem saber é se o Brasil já formou capital. Eles estão na dúvida sobre a “personalidade brasileira”. É uma questão de “crédito”, que começa a ser questionado pela própria imprensa nacional de massa. A “imprensa velha” já vez a sua opção: “Não vamos conseguir”. Para nós, capitalistas brasileiros e contemporâneos, não é surpresa porque os escribas sempre foram “socialistas”. O importante é que vivemos num regime de liberdade de expressão. Os investidores estão apostando suas fichas de acordo com o seu “juízo de valor”. Faz parte do show. Viva!

Aparecida: A Dilma disse que o Produto Interno Bruto não define uma grande nação. O PIB é importante?

Bytes: O PIB significa a riqueza de nação e indica o seu “poder do mundo”. Como capitalistas, sabemos que as “fontes de poder” são maiores do que os socialistas afirmam em sua “técnica” porque eles excluem o capital energético, as matérias-primas, e o capital político, mais conhecido no mundo como “armas”. Mas que é muito maior do que isso. Para os capitalistas, meia palavra basta.

Aparecida: O jornal estadunidense “Wall Street Journal” publicou na segunda-feira que os investidores brasileiros têm descoberto que os recursos naturais do pré-sal não significam exatamente dinheiro na mão e que a euforia do petróleo sucumbiu à realidade. Com o título "Por que o petróleo brasileiro demora a pegar fogo", o artigo faz uma análise do preço das ações do setor petroleiro no Brasil, dizendo que os papéis da Petrobras estão hoje no mesmo patamar do que em outubro de 2006 e que as ações da empresa OGX perderam dois terços do seu valor de mercado desde 2008. De acordo com a reportagem, as duas empresas brasileiras diminuíram suas estimativas de produção e estão tendo que investir mais do que o previsto.

Bytes: Toda a fase pré-operação é onerosa para o ativo financeiro porque se gasta mais do que se recebe. Em economia isso se chama investimento. Assim sabem os capitalistas.

Aparecida: O seu Carlos disse, exaltado: “A guerrilheira, aspirante à czarina, que quer transformar o Brasil num país das arábias, não vai durar muito tempo no poder. Logo a sua base lhe voltará às costas e ela buscará refúgio nas ruas como Jango. Mas enfrentará um País parado, a começar pelos funcionários públicos. ´Essa raça´, que dá corda a ´essa gente´, não tem vida longa como o Lugo no Paraguai. Você não leu no jornal? Já estão erguendo um novo teleférico em favelas? Mas o brilho do Brasil e da chamada Cidade Maravilhosa já está se apagando perante os olhos do mundo”.

Bytes: De que brasileiro estamos falando? Do meu amigo capitalista que pôs o seu “conteúdo” no Facebook e já foi contatado espontaneamente pela OI? Não tem mais tempo diante de tanta encomenda. Ou do meu amigo socialista que invadiu o prédio da reitoria da UFRJ e está lá gritando palavras de ordem, com boné de Che Guevara, num remake da UNE dos anos 60? A visão de um museu de grandes novidades. Qual é o brasileiro que está conectado? O que busca informação para combater um bom combate na Era do Conhecimento ou que está acessando páginas de pornô e passa horas nos cibercafés para gravar na memória os estímulos visuais da carne? O que podemos afirmar é que quem não brochar na hora “h”, está no “lucro”. Assim é o mundo e a sua democracia numa sociedade capitalista. Viva!

Aparecida: Ah, entendi! Perguntou Nosso Senhor Jesus Cristo aos israelitas: “Até quando eu estarei entre vós e até quando vocês sofrerão?” 

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, reafirmou hoje (14) o apoio dos Estados Unidos a uma transição "completa" no Egito e apostou em que os egípcios resolvam suas questões pendentes por si. Depois de se reunir com o novo presidente egípcio, o islamita Mohammed Mursi, Hillary defendeu, em entrevista coletiva, um diálogo bilateral "construtivo" e manifestou o compromisso estadunidense de contribuir economicamente com a estabilidade do Egito. A chefe da diplomacia estadunidense também recomendou ao Egito a respeitar o Tratado de Paz assinado com Israel na década de 70 para garantir a tranquilidade e a segurança na região, já que o documento representou "grandes benefícios para o Egito". Em virtude do acordo, os Estados Unidos proporcionam todo ano uma ajuda militar de US$ 1,3 bilhão ao país. Já o ministro egípcio de Exteriores, Mohammed Amr, foi contundente em afirmar que Mursi se comprometeu a respeitar os pactos e acordos internacionais, com a ressalva de que isso vai durar enquanto a outra parte os cumprir, se referindo à Israel. O chanceler disse também que seu país dá apoio ao direito do povo palestino em ter um Estado independente. O relacionamento do Cairo com Tel Aviv, no entanto, está cada vez mais tenso. Ontem, houve um incidente na fronteira com o Egito. Um porta-voz do Exército disse que suas tropas abriram fogo contra dois suspeitos de se infiltrar no território pela vala que separa o país do território egípcio, mas se recusou a dizer se eles eram membros de um grupo de resistência ou de imigrantes ilegais. "As infiltrações ilegais através da fronteira egípcia são usadas por organizações terroristas para realizar ataques contra civis e forças de segurança israelenses", argumentou a fonte, referindo-se a grupos de resistência à ocupação dos territórios palestinos. Tel Aviv instalou na cidade de Eilat, perto da convergência da Jordânia e do Egito, um sistema chamado Domo de Ferro para interceptar mísseis, semanas depois que um de seus soldados foi morto em um assalto por grupos armados do Sinai. A relação com os palestinos também se deteriora. Ontem, um cidadão palestino morreu por causa de disparos realizados por soldados israelenses no norte da faixa de Gaza. A situação pode ficar mais tensa nas próximas semanas. O Exército israelense também autorizou o Ministério do Interior a expulsar de toda a Cisjordânia - incluindo a zona sob controle administrativo e de segurança palestino - estrangeiros que não tenham permissão israelense de residência em vigor. Seguindo o exército israelense, "muitos residentes ilegais em Israel escolheram trabalhar na zona da Judeia e Samaria (Cisjordânia)", o que deixava as autoridades migratórias "sem os poderes para aplicar a lei". Na segunda-feira (9), o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, instou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a recomeçar as negociações de paz com os palestinos. Ele colocou coroa de flores no memorial do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém (acima). “Aproveito esta ocasião para expressar o compromisso da União Europeia com um Israel que viva em paz. Estamos a favor da solução de dois estados. Creio que é um bom momento para reiniciar o processo de paz no Oriente Médio”, disse Durão Barroso. Anteontem, um sobrinho do falecido presidente palestino Yasser Arafat, Nasser al-Qidwa, acusou Israel de ter "envenenado" seu tio com polônio e exigiu que "os responsáveis por este assassinato sejam julgados". "Nós acusamos Israel de ter envenenado Yasser Arafat com esta substância mortal e exigimos que os responsáveis por este assassinato sejam julgados", declarou al-Qidwa à agência de notícias AFP. O Institute for Radiation Physics de Lausanne (Suíça), que analisou amostras biológicas retiradas dos objetos pessoais de Arafat entregues a sua viúva pelo hospital militar francês de Percy, onde o líder palestino faleceu no dia 11 de novembro de 2004, descobriu ali "uma quantidade anormal de polônio", segundo um documentário transmitido no dia 3 de julho pela rede de televisão Al-Jazeera. "A fundação Arafat entrou em contato com o laboratório suíço para informar que não tinha objeções à análise de amostras do cadáver do falecido presidente palestino Yasser Arafat se fosse necessário", disse Qidwa. "Desde o martírio do falecido presidente Yasser Arafat, dissemos que havia sido assassinado por envenenamento, mas não tínhamos nenhuma prova tangível. Mas, depois do documentário da Al-Jazeera afirmando seu envenenamento com polônio, já não resta dúvida", acrescentou. 

Tico: No dia de hoje os cristãos ocidentais invadiram Jerusalém e executaram milhares de muçulmanos, judeus e cristãos orientais durante a Primeira Cruzada. Há 913 anos.

Teco: No dia de hoje o papa Pio V publicou o Missal Romano do Concilio de Trento com a bula pontifícia “Quo Primum Tempore”, em tradução literal “Desde o primeiro tempo”. Por este ato, as missas foram obrigadas a ser lidas em latim, pelo Rito Latino, numa tentativa de unificar o texto bíblico a uma só expressão linguística. A medida levou futuramente à adoção do catecismo, também numa referência de unificação do discurso interpretativo. A missão em latim foi abolida, no entanto, após o Concílio Vaticano II. A bula pontifícia “Quo Primum Tempore” foi emitida há 442 anos.

Bytes: Um tesouro com moedas de ouro milenares foi desencavado de um terreno onde forças cristãs e muçulmanas travaram batalhas pelo controle da Terra Santa durante as cruzadas. O material estava nas ruínas de um castelo em Arsuf, local estratégico durante o conflito religioso dos séculos 12 e 13. Foi em Arsuf que as forças do rei inglês Ricardo Coração de Leão derrotaram o líder islâmico Saladino. Cerca de 80 anos depois, em 1265, os muçulmanos voltaram sob o comando de outro general e sitiaram a cidade por 40 dias. Quando os muros externos caíram, os cavaleiros cruzados recuaram para o castelo, que acabou sendo destruído.

Aparecida: Um pequeno grupo do partido A Liberdade Baviera saiu às ruas de Munique para reunir assinaturas a fim de impedir, por meio de um referendo, a construção do Centro Islâmico Europeu na cidade. O presidente do partido só não conseguiu discursar porque foi abafado por uma passeata gay.

Bytes: No dia de hoje nascia, há 94 anos, o cineasta sueco Igmar Bergman. Eu me lembrei hoje do filme “O sétimo selo”, uma obra-prima. A história do jogo de xadrez do cruzado com o elemento Morte durante a Idade Média. 

Aparecida: No dia de hoje morreu, há 131 anos, o criminoso William "Billy the Kid", uma lenda no Oeste Americano. Embora tenha vivido apenas 21 anos foi um dos mais ativos e respeitados fora da lei da região compreendida entre o sudoeste estadunidense e norte mexicano. A história relata seu envolvimento em dezenas de tiroteios, mais de 20 homicídios, fugas espetaculares e até na liderança de um bando de assassinos em uma guerra particular no Novo México. Ele foi morto no Fort Summer pelo xerife do Novo México, Pat Garrett. O fora da lei foi retratado no filme “Fúria Selvagem” com Paul Newman.

Bytes: Ontem eu fui assistir ao filme “Fausto”, do cineasta russo Aleksandr Sokurov. Uma obra densa que precisa ser revista diversas vezes para interpretar os seus vários significados. Fausto é o protagonista de uma popular lenda alemã de um pacto do médico com o demônio. Desiludido com o conhecimento de seu tempo, faz um pacto com o demônio Mefistófeles, que o enche com a energia satânica insufladora da paixão pela técnica e pelo progresso. Na leitura do russo Sokurov, Fausto não só se interessa pelo tradicional sexo, dinheiro e poder. A alma do cineasta capta o universo do demônio em seu binômio tempo-morte. E somos gratificados com diálogos como: “Por que fica andando com a saia levantada? Menina sem-vergonha! Sabe como isso vai acabar? Você sabe?”, pergunta a inquisidora. “Não, eu não sei”, responde a personagem da ação. Ou a observação do agente da história: “Eu não tenho imaginação, eu tenho uma coisa muito melhor. Eu tenho um plano”. Como plano de entrada de sua obra, Sokurov inicia Fausto de cara com um pênis de um cadáver apodrecendo. Faz-se a pergunta como correlato: “O que a morte faz com a pessoa? Ele morreu completamente?” E vem a resposta para o conflito de Fausto: “A ciência alega que a morte existe. A vida alega a mesma coisa”. As palavras me remeteram a Bergman. Pergunta o inquisidor: “Nunca para de questionar?” Responde o personagem da ação: “Não, eu nunca paro”.

Aparecida: Por falar em questionamento, o meu filho gostou muito de “Beaufort”, do cineasta israelense Joseph Cedar. Uma visão crítica e ácida do conflito no Médio Oriente.

Bytes: Hoje eu levei o meu afilhado para assistir à animação “Madagascar 3”. Um texto bem elaborado e que agrada a todos. A visão da policial francesa é muito engraçada. Assim como a volta para casa. Criança é muito espontânea. Quando perguntaram sobre os pinguins, o Tiago respondeu: “Tá no Rio”. Como disse o lema do filme: O mundo vai ficar louco em 2012.

Aparecida: Os estúdios Dreamworks anunciaram novos projetos. Entre eles o Kung Fu Panda 3 e um filme sobre os pinguins de Madagascar.

Bytes: Eu vou aproveitar a semana para dar uma olhada nas obras do Anima Mundi. Nada como a liberdade de expressão e o livre-arbítrio.

Aparecida: Revelou o profeta Ezequiel no Antigo Testamento, a “Torá judaica”: “Naqueles dias, depois de me ter falado, entrou em mim um espírito que me pôs de pé. Então, eu ouvi aquele que me falava, o qual me disse: ´Filho do homem, eu te envio aos israelitas, nação de rebeldes, que se afastaram de mim. Eles e seus pais se revoltaram contra mim até o dia de hoje. A estes filhos de cabeça dura e coração de pedra, vou-te enviar, e tu lhes dirá: Assim diz o Senhor Deus. Quer te escutem, quer não – pois são um bando de rebeldes – ficarão sabendo que houve entre eles um profeta”. 

Tico: O que você achou do crescimento chinês?

Teco: Sempre estupendo. Para os capitalistas meia palavra basta.

Bytes: A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 623 milhões na primeira semana de julho. O valor é resultado de US$ 5,360 bilhões em exportações e US$ 4,737 bilhões em importações. As exportações aceleraram. Os embarques médios por dia de produtos semimanufaturados cresceram 14,8% na semana passada, em comparação a julho de 2011.

Aparecida: Em entrevista à “Folha de S.Paulo”, o diretor-executivo de Minério de Ferro e Estratégia da Vale, José Carlos Martins, disse que os embarques para a China se mantêm em alta, os preços do minério tendem a ficar "voláteis" e que a demanda pelo produto crescerá 5% neste ano, mesmo ritmo registrado de janeiro a maio.

Bytes: Quando leu no jornal “O Globo” a manchete econômica “China cresce só 7,5% no segundo trimestre, apesar de estímulos”, o meu gaiato lá da facû brincou: “Estados Unidos crescerão apenas 1,9% apesar dos estímulos do Federal Reserve”.

Aparecida: Ah, entendi! Na segunda-feira,três dirigentes do Federal reserve lançaram as bases para uma “terceira rodada de compra de títulos”, dizendo que a recuperação do país está sendo fraca e o desemprego, alto demais. "Nós estamos bem nessa margem, de que se os dados econômicos continuarem abaixo de nossas expectativas - e nosso ponto de vista é que não está havendo progresso em nossa gestão, ou não prevemos progresso em nossa gestão -, por isso, acho que vamos precisar de mais expansão monetária", disse a repórteres o presidente do Fed em São Francisco, John Williams, depois de um discurso na região de Coeur D'Alene, Estado do Idaho.

Bytes: Quando li a legenda do jornal "O Globo" sobre a matéria da China, “Em Pequim, homem recolhe material para reciclar: crise na economia real”, me lembrei do Twitter que recebi do Paul, meu amigo estadunidense: “Quando vejo o aumento do número de ´homeless´, doi o meu coração”. É a preocupação do Fed.

 Aparecida: Por falar no Fed, a autoridade monetária estadunidense admitiu na terça-feira que recebeu em 2008 informes sobre as irregularidades no banco britânico Barclays, incluindo os problemas com o tipo de referência do mercado interbancário Libor. A instituição informou que pediu mais informações ao banco britânico sobre os cálculos do Libor no final de 2008, após a falência do banco de investimentos Bear Stearns. "Depois compartilhamos nossas análises e sugestões para uma eventual reforma do Libor com as autoridades britânicas pertinentes".

Bytes: O JPMorgan Chase, maior banco dos Estados Unidos em ativos, perdeu 5,8 bilhões de dólares por conta de operações de crédito mal-sucedidas, e operadores podem ter tentado esconder a extensão deste rombo. O banco demitiu o executivo, um francês.

Aparecida: Por falar em francês, o presidente François Hollande foi a Londres. Ele foi recebido com sorriso e gentilezas. O socialista tomou chá com a rainha Elizabeth, no Castelo de Windsor. Um privilégio incomum, que não é concedido a qualquer “súdito”.

Bytes: Deve ter sido para aparar as arestas depois que o primeiro-ministro britânico David Cameron convidou os empresários franceses a investirem na City Londrina, símbolo do “crédito”. Aproveitando a carga fiscal mais alta para os mais ricos na França, o premier estendeu o tapete vermelho ao capital como um bom banqueiro: “Quando a França instituir o imposto de 75% àqueles que possuem mais rendimentos, nós estenderemos o tapete vermelho às empresas francesas para pagarem os seus impostos no Reino Unido", afirmou Cameron durante o G20, em Los Cabos, no México. "Tal tributo servirá para pagar os nossos serviços públicos e as nossas escolas", acrescentou.

Aparecida: Qual é a diferença entre a ótica francesa e inglesa?

Bytes: Após ser perguntado pelo escândalo da manipulação do Libor - a taxa de juros interbancária fixado em Londres - Hollande insistiu na necessidade de "controlar" e "regular" o setor financeiro. Já Cameron, que mantém uma forte postura em defesa do sistema financeiro londrino e contra a regulação, disse que sua responsabilidade é que o Reino Unido seja o país "mais competitivo" e "o melhor lugar para os negócios".

Aparecida: Por falar em serviços públicos, restando pouco mais de duas semanas para a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, o sindicato de motoristas de ônibus local ameaça entrar em greve no dia 24 de julho, três dias antes do início da Olimpíada.

Bytes: O transporte aéreo também é um problema. Na expectativa de um grande número de turistas vindos de todas as partes do mundo nas próximas semanas, o aeroporto internacional de Heathrow, em Londres, sofre com longas filas na imigração. De acordo com o “The Guardian”, na última segunda-feira, não-europeus tiveram que esperar mais de uma hora para passarem pelo controle de passaportes no Terminal 4.

Aparecida: O imbróglio envolvendo a G4S, empresa contratada para garantir a segurança dos Jogos Olímpicos de Londres. Hoje Nick Buckles, presidente da empresa, disse que os guardas contratados para o evento podem não falar inglês. Além disso, estudantes denunciaram que o teste de contratação não passou de cinco minutos e envolveu "cheirar vodka". Segundo o “Guardian”, Buckles só descobriu que a companhia dele não vai conseguir cumprir o contrato há poucos dias e admitiu que uma parte dos guardas contratados pela empresa não são fluentes em inglês. O presidente da G4S afirmou que "todos estão aptos a trabalhar no Reino Unido", portanto não são trabalhadores ilegais, e que "em alguns cargos a comunicação direta com o público não é necessária".

Bytes: O Comitê Olímpico Britânico está correndo contra o tempo para fechar um "buraco" de financiamento de mais de R$ 6 milhões, apenas algumas semanas antes dos Jogos Olímpicos de Londres. Grande parte dessa dívida se deve ao fracasso na venda de produtos oficiais do evento.

Aparecida: Quando eu vejo a imagem de Londres eu sempre me lembro da monarquia e da novela “Que rei sou Eu?”, reprisada pelo Canal Viva. A sonhada Revolução Francesa no Brasil ainda não aconteceu.

Bytes: Por falar em revolução, dizem que ela começou na França após a rainha Maria Antonieta ter dito: “Se o povo não tem dinheiro para comprar pão, que coma brioche”. Na semana passada, o ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian, ofereceu pão no café da manhã que dividiu com os soldados perto da Champs Elysées, em Paris (acima).

Aparecida: O presidente François Hollande está sendo criticado por adotar um comportamento de homem comum, sem se apresentar como aproveitador das benesses típicas de um chefe de Estado. A escolha de uma garrafa do vinho tinto Domaine de la Sauvageonne, foi servida na residência do primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault no começo do mês não passou despercebida entre os convidados, acostumados ao bom champanhe servido em gestões anteriores. Ela é vendida em supermercados franceses por cerca de € 10, ou seja, os nossos R$ 25. Será a ditadura do proletariado? O que pensou a rainha?

Bytes: O que podemos afirmar é que a presidente Dilma dispensou os seguranças para poder comer livremente com os amigos.

Aparecida: E como pensa o governo dos Estados Unidos?

Bytes: Deu no jornal “O Globo” de 11 de julho de 1962, cuja manchete foi “O Ocidente rejeita plano russo para substituir as tropas aliadas em Berlim”: “A primeira emissora da televisão retransmitida pelo satélite Telstar, lançado hoje da base de Cabo Canaveral, foi coroada do mais completo êxito tanto nos Estados Unidos como na Europa. A imagem e o som emitidos pela estação de Andover, no estado de Maine, foram captados quase imediatamente pelas principais cadeias de TV norte-americanas e européias. A primeira imagem que surgiu em dezenas de milhões de aparelhos, nos dois continentes, mostrava o pavilhão norte-americano sôbre fundo de nuvens juntamente com os acordes do hino nacional dos EUA”. E mais: “Sete toneladas de arroz e feijão desembarcaram ontem no Galeão, transportados do Rio Grande do Sul em um vagão-voador da FAB. O compromisso inicial da FAB é deixar no Galeão 60 toneladas. O subsecretário da Aeronáutica, brigadeiro Armando Araribóia, informou que, depois de completadas as 60t, a ponte-aérea poderá continuar até normalizar o mercado da Guanabara”. E mais: “Concluíram-se ontem os preparativos para a movimentação de tropas do I Exército para a região da reserva florestal de Tinguá, cujos mananciais estão ameaçados pelo desmatamento criminoso que vem sendo mananciais ameaçados pelo desmatamento criminoso que vem sendo provocado por mais de dois mil invasores. Oficiais do Exército estiveram, anteontem, em quatro jipes, fazendo o reconhecimento do terreno para a “Operação-Tinguá”, que poderá ser iniciada ainda hoje”. E mais: “Após executar músicas brasileiras, o Trio Tamba foi ovacionado de pé pelo público que lotou, ontem à noite, o The Vilage Vanguard, famoso templo de jazz de Nova York, onde se vem apresentando”.

Aparecida: Deu no jornal “O Globo” do dia 11 de julho de 2012, 50 anos depois: “Planos de saúde são punidos por falhas no atendimento. Governo usa nova lei e suspende venda de 268 produtos de 37 operadoras no país”. E mais: “Eleições 2012. Paes desafia procurador: ´Ele critica muito rápido”. E mais: “César Maia diz não ter mais bens”. E mais: “FH, o prêmio e o imposto. Ao receber o prêmio Kluge, concedido pela Biblioteca do Congresso dos EUA, Fernando Henrique Cardoso disse que os partidos brasileiros perderam a definição ideológica. Questionado sobre o destino do prêmio de US$ 1 milhão, brincou: ´Dei 27,5% ao governo, espero que saiba usar”. E mais: “Chefe da OEA apoia Paraguai e irrita Brasil”.

Bytes: Deu na coluna do Xexéu de quarta-feira no jornal “O Globo”: “Duas vezes em três dias é um placar mais do que significativo e demonstra que o prefeito Eduardo Paes pouco está ligando para a legislação eleitoral. Depois de participar de inaugurações ao lado da presidente Dilma Rousseff e do governador Sérgio Cabral, contrariando recomendação da procuradoria regional eleitoral, o prefeito e candidato à reeleição recebeu no Palácio da Cidade, sem deixar de posar a seu lado para fotos, o recém-contratado jogador do Botafogo Seedorf. Se não se importa com as acusações de abuso de poder político, o prefeito poderia, ao menos, de manifestar sobre o desastre em que está se transformando sua TransOeste, que não para de provocar atropelamentos e já mostra desgastes no asfalto, quando mal completou um mês de inaugurada. É este o novo Pereira Passos?”

Aparecida: O meu filho é botafoguense e nem por isso ele vai votar no Paes. Ele ficou mais entusiasmado com as palavras do técnico: “O Seedorf fala melhor português do que muito brasileiro”.

Bytes: Depois de muitas críticas e de problema com os dirigentes do clube, o Felipão conseguiu levar o Palmeiras a vencer a Copa Brasil.

Aparecida: Ah, entendi! Revelou Nosso Senhor Jesus Cristo aos seus discípulos: “Bem-aventurados sois vós meus discípulos, pobres, porque irão só rir. Ai dos ricos porque chorarão”. 

Tico: O que você acha da entrada na Venezuela no Mercosul?

Teco: A resposta será se o Mercosul será um bloco capitalista ou socialista. Elementar, meu caro Watson.

Aparecida: O analista venezuelano Carlos Romero disse ao jornal “O Globo” que a política econômica do Chávez está fundamentada em três elementos contrários aos princípios do Mercosul: uma economia ancorada em compras governamentais, controle de preços e sem muito espaço para empresas privadas. Será possível conciliar as regras de um bloco de livre comércio com o cenário de câmbio fixo, preços controlados e participação escassa de empresas privadas na economia?

Bytes: Sim, basta que os outros integrantes do bloco – Brasil, Argentina e Uruguai, já que o Paraguai está expulso – ancorem também suas economias à órbita do Estado. Para os capitalistas, meia palavra basta.

Aparecida: Chávez disse que tenta a reeleição porque está disposto a morrer "uma ou mil vezes" pelos cidadãos do país. "Sou capaz de morrer por esse povo, sobretudo pelos mais necessitados. Uma ou mil vezes", disse o mandatário, diante de milhares de seguidores que se reuniram na cidade de Barcelona, capital do estado de Anzoátegui. "Aqui estou e aqui estarei até o último dia de vida, construindo uma pátria bonita para os nossos filhos. Mais pra frente, quando eu partir de verdade, saberei que nunca partirei, porque ficarei para sempre nas ruas e entre o povo da Venezuela. Eu não sou mais Chávez, Chávez é a pátria", ressaltou. 

Bytes: Centenas de uruguaios, de diferentes idades, gêneros e classes sociais, se beijaram ontem na numa praça do centro de Montevidéu para pedir "nada mais que paz e amor para o mundo". Desafiando a gélida noite do inverno uruguaio, os manifestantes se concentraram na praça Líber Seregni e dançaram, beberam, conversaram e, é claro, praticaram seu "beijaço".

Aparecida: E como pensa o governo dos Estados Unidos?

Bytes: Deu no jornal “O Globo” de 10 de julho de 1962, cuja manchete foi “Brochado da Rocha foi aprovado pela Câmara por 215 x 58”: “Já antes dos discursos dos líderes partidários era considerada como certa, em Brasília, a aceitação, pela Câmara, da indicação do Sr. Brochado da Rocha para a presidência do Conselho de Ministros. No encaminhamento da votação, o PSD, o PTB, o PSP, o PR, o PSB e o PTN revelaram o voto da maioria de suas bancadas a favor, enquanto a UDN e o PDC declaravam questão aberta. Nos discursos dos Srs. Pedro Aleixo, da UDN, e Arnaldo Cordeira, do PSP, foi feita a ressalva de que a aprovação do nome do Sr. Brochado da Rocha não constituía compromisso da Câmara no sentido de votar a delegação de poderêres pretendida por êle. O PL votou contra. O Sr. Brochado da Rocha foi aprovado por 215 votos contra 58”. E mais: “Pela primeira vez no mundo, explodiu no espaço cósmico uma bomba H que provocou uma aurora artificial, visível a mais de mil quilômetros de distância. A poderosa detonação iluminou o céu do Pacífico desde a pequena ilha de Wake até a Nova Zelândia. Em plena noite, fêz-se dia em Honolulu, 1.200 quilômetros a nordeste da minúscula ilha Johnston, quando foi lançado o foguete Thor, portador da bomba. A fusão termonuclear se produziu quando, em Honolulu, eram 23 horas de domingo. Vista das ilhas do Havaí, dizia-se que o Sol tinha nascido a uma velocidade vertiginosa”.

Aparecida: Deu no jornal “O Globo” de 10 de julho de 2012, 50 anos depois: “Alimento e transporte deixam Rio com maior inflação do país. Grandes eventos e aquecimento da economia local provocam alta de preços”. E mais: “Rússia mostra impaciência com a Síria. Aliado estratégico do ditador Bashar al-Assad, o Kremlin já começou a dar sinais de impaciência com  Síria, anunciando a suspensão de novos contratos de venda de armas no país ´até que a situação se estabilize´. O chanceler russo encontrou-se com opositores sírios”.

Bytes: O meu colega gaiato lá da facû brincou: “D. Eugênio era um criminoso. Fez um lobby tremendo para trazer a Jornada Mundial da Juventude para o Rio criando inflação na cidade. O governo deveria baixar o decreto com o apoio das Organizações Globo: Eventos externos estão proibido para evitar a carestia na Cidade Maravilhosa”.

Aparecida: Por falar em D. Eugênio, o acerbispo emérito recebeu uma justa homenagem da Natureza: uma bomba branca, símbolo do Espírito Santo, ficou até às 6 da tarde, hora da “Ave Maria” em cima do caixão, numa perseverança igual à sua fé (acima). Quem o conheceu disse que ele gostava de trabalho comunitário desde que o movimento não caísse na tentação da ideologia.

Bytes: Eu vi uma entrevista de D. Eugênio ao repórter Geneton Moraes Neto na Globonews. Assim como a missa de corpo presente na Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro onde estavam presentes todos os líderes religiosos da cidade. Assistiram à cerimônia de despedida o rabino, o sacerdote muçulmano, ortodoxo, o pastor protestante e o pai de santo.

Aparecida: Hoje foi a Missa de Sétimo Dia do “intrépido pastor”. Já em São Paulo, na Marcha para Jesus, o pastor evangélico da Renascer disse hoje que o Brasil se renderá aos pés de Cristo.

Bytes: Na quinta-feira foi a vez do juiz João Uchoa Cavalcanti Neto. Ele escreveu no livro “O Direito, um mito”, um “clássico do direito”. Para o intrépido autor, o Direito é o símbolo do mal e a fraternidade a do bem. Escreveu em forma teológica: “Madrugava a idade da tormenta... e era do Direito, esse arquiteto de Babel. (...) No pacto de Adão e Eva, ao serem expulsos do Paraíso, o Direito surgia como uma ´astúcia´ para encobrir o conflito em que o cumpridor da lei se confunde com o seu infrator. Quando, na verdade, seguindo essa exegese catastrófica, ´o Direito é mesmo a essência e a razão das guerras... e alegando combater as guerras, quando combater já é guerrear, o jurídico apenas ardilosamente conflita a humanidade”.  

Aparecida: Ah, entendi! A Idade das Tormentas. 

Bytes: Por falar em tormentas, um homem armado fez um refém, na terça-feira, numa escola primária francesa, em Vitry-sur-Seine, nos arredores de Paris. 

Aparecida: Deu na coluna de quarta-feira do Ancelmo no jornal “O Globo”: “A frase recorrente do carioca, ultimamente, é ..... ´imagina na Copa´. Se o trânsito está ruim, se a praia lotou, se a fila dá voltas.....´imagina na Copa´, alguém diz. Pois, segundo, com nosso Cacá Diegues, o cineasta, de testemunha, dois amigos bebiam chope quando um disse: ´Sabe aquela moça linda? Só num fim de semana deu para três caras!´ E o outro: ´Imagina na Copa”

Bytes: O meu colega gaiato lá da facû brincou: “No verão estadunidense, o hit do momento é a marchinha ´Allah-lá-ô´: Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô/Mas que calor, ô ô ô ô ô ô/Atravessamos o deserto do Saara/O sol estava quente/Queimou a nossa cara/Viemos do Egito/E muitas vezes/Nós tivemos que rezar/Allah! allah! allah, meu bom allah!/Mande água pra ioiô/Mande água pra iaiá/Allah! meu bom allah”

Aparecida: Em meio à desaceleração global, a a revista britânica “The Economist” afirmou que a economia estadunidense está se reinventando. A edição que chegou às bancas anteontem mostra na capa um Tio Sam malhado exibindo os músculos. O segredo? Voltar-se para o mercado externo. A economia estadunidense, explica a revista, vinha dependendo basicamente do consumo interno. Agora mira o consumo externo. Mas se a crise é global e os emergentes estão desacelerando, não vai dar chabu este plano?

Bytes: Só se os preços dos produtos exportados forem menores do que os internos. E, é claro, não haver protecionismo. Bem, pode dar chabu. Mas....... todos são livres para investir em seus ativos. É o livre-arbítrio.

Aparecida: Escreveu o apóstolo Paulo aos gregos sobre a “Boa Notícia”: “Ai de mim se não anunciar o Evangelho”.

 

À REVOLUÇÃO DE TODOS OS TEMPOS

Rio de Janeiro, 14 de julho de 2012

 

 

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