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“DEUS DA CARNIFICINA”. A HIPOCRISIA EXPLODE NOS CONFRONTOS DA CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL

O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, acusou hoje (13) os Estados Unidos de abastecer de armas os rebeldes sírios, ao falar numa coletiva de imprensa realizada em Teerã. "Os Estados Unidos abastecem de armas a oposição, armas que são utilizadas nos combates contra o governo sírio", afirmou o chanceler russo, que justificou as vendas de armamento de seu país para a Síria porque "não violam nenhuma lei internacional, já que são equipamentos para a defesa". Esta é a primeira vez que um alto funcionário russo acusa abertamente os Estados Unidos de abastecer de armas os rebeldes sírios, já que até agora a Rússia denunciou apenas "as potências estrangeiras", sem identificá-las, como responsáveis por dar apoio militar aos oposicionistas. Na véspera, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, afirmou que os Estados Unidos estão preocupados com as informações de que a Rússia enviou helicópteros de ataque à Síria. Segundo ela, o armamento "intensificará a escalada do conflito dramaticamente". "Não resta dúvida de que o ataque segue o uso da artilharia pesada. Pedimos aos russos que detenham seus constantes envios de armas à Síria", afirmou Clinton num debate no Brooking Institution, um centro de estudos em Washington. "A Rússia afirmou reiteradas vezes que não está defendendo Assad, mas que se preocupa com o que virá depois de Assad e que trabalharia numa transição política", acrescentou. Ontem, manifestantes contra Assad fizeram um protesto em Kfar Nebel utilizando uma caricatura do presidente da Rússia, Vladimir Putin (acima). Hoje de manhã, o jornal britânico “Independent” revelou detalhes do que seria um esquema de contrabando de armas para os rebeldes, montados pela Arábia Saudita e Qatar com ajuda da inteligência turca. Nas remessas, estariam lançadores de granadas e fuzis Kalashnikov. Em entrevista à BBC, a representante especial da ONU para crianças em conflitos armados, Radhika Coomaraswamy, acusou tropas do Exército sírio de usar crianças como escudos humanos com base no depoimento de ex-soldados. Segundo o documento das Nações Unidas, as tropas colocam os menores em tanques para impedir ataques de grupos rebeldes, além de transformar escolas em bases militares. Crianças de até 10 anos estariam sendo alvo de tortura, prisões arbitrárias e maus tratos, incluindo abusos sexuais. O informe também critica o opositor Exército Livre Sírio (ESL) por colocar em risco a vida de menores de idade. Segundo Radhika, há evidências de que a brigada rebelde vem recrutando crianças para trabalhar com serviços médicos e outros cargo na linha de frente do combate. Com a eclosão de batalhas em Latakia e novos confrontos em Idlib, refugiados sírios estão se abrigando em massa na Turquia nos últimos dois dias. Ao mesmo tempo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) informou que hoje de madrugada os rebeldes do ESL se retiraram da cidade de Hafa, que foi reassumida por tropas leais ao governo. Ontem, o chefe das forças de paz da ONU, Hervé Ladsous, criticou a escalada da crise na Síria, e, nesta manhã, foi a vez do chanceler francês, Laurent Fabius, falar em guerra civil no país. Em Paris, o chefe da diplomacia francesa disse que vai convocar o Conselho de Segurança da ONU para transformar o plano de paz de Kofi Annan em “obrigatório”. Ou seja, Fabius que quer o cessar-fogo seja garantido pela força, proposta que deve ser rejeitada por Rússia e China. Para Damasco, não existe guerra civil no país, mas uma luta contra o terrorismo. O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, declarou que uma intervenção militar na Síria não é "um bom caminho".

O Secretário-Geral da OPEP, Abdalla Salem El-Badri, criticou hoje (13) o embargo do petróleo da União Europeia (UE) sobre o Irã como represália ao seu programa nuclear. "Não vejo qualquer dos países membros sob embargo", disse El-Badri a jornalistas durante um seminário de dois dias sobre o mercado de petróleo que começou hoje em Viena. A UE aprovou novas sanções em janeiro passado, entre as quais um embargo total das compras de petróleo iranianas a partir de julho, como forma de pressão para suspender seu polêmico programa nuclear. No mesmo dia o ministro do Petróleo do Irã, Rostam Ghasemi, advertiu sobre a crise financeira que o embargo pode trazer aos países europeus com problemas para se financiar no mercado. "A aplicação de sanções por parte da Europa podem prejudicar a estabilidade do mercado de petróleo e para a economia mundial", disse Ghasemi em Viena. "Claramente, o preço do petróleo é sensível não apenas a fatores econômicos, mas outros fatores, tais como geopolítica", acrescentou. Ele ressaltou que a "intervenção política" na produção de petróleo pode "distorcer" a oferta mundial, com a possibilidade de aumento dos preços e volatilidade devido ao aumento da demanda na Ásia. Na última segunda-feira (11), a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, informou que os Estados Unidos isentarão sete países de sanções ao petróleo iraniano. Apesar do aumento do número de países isentos, Hillary garantiu que a medida terá um sucesso. "Reduzindo as vendas do petróleo iraniano, nós mandamos uma mensagem decisiva aos líderes do país: até que tomem providências concretas para satisfazer as preocupações da comunidade internacional, continuaremos aumentando o isolamento e a pressão". Os EUA já haviam isentado o Japão e um grupo de países da Europa Ocidental no mês passado. Agora se juntam a esses países que não farão bloqueio ao Irã a Índia, Coreia do Sul, Turquia, África do Sul, Sri Lanka, Malásia e Taiwan. As isenções são feitas a uma semana do início das negociações entre o Irã e o grupo de países do grupo P5+1, formado por Estados Unidos, China, Rússia, Alemanha, França e Inglaterra, em Moscou, nos próximos dias 18 e 19. No domingo (11), a mídia iraniana publicou que o vice-negociador do Irã afirmou que as potências mundiais não estão preparadas para a próxima rodada de negociações sobre o programa nuclear do país e que falharam em honrar acordos alcançados em etapas anteriores. Na quinta-feira (7), o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad se reuniu com o seu colega russo Vladimir Putin em Beijing, na China (acima). O teor da conversa não foi divulgado. Ontem, Teerã se reuniu com a União Europeia na tentativa de encontrar uma solução para o impasse. No mesmo dia a agência de notícias semioficial iraniana Fars informou que o país começou a projetar seu primeiro submarino nuclear. Segundo o vice-chefe da Marinha iraniana encarregado de assuntos técnicos, almirante Abbas Zamini, o Irã desenvolveu tecnologia nuclear pacífica e tem tanto a capacidade quanto o direito de construir um submarino. No domingo (10), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Irã e o grupo libanês Hezbollah seriam cúmplices do regime de Damasco no "massacre de cidadãos" na Síria. "O mundo precisa ver hoje o eixo do mal concentrado: Irã, Síria e Hezbollah", disse Netanyahu. Suas declarações coincidem com as de outros dirigentes israelenses sobre a Síria, entre eles o presidente do Estado judaico, Shimon Peres, que manifestou à rádio pública sua esperança de que a comunidade internacional intervenha em breve no país árabe para deter o banho de sangue. "Cedo ou tarde será necessário intervir para salvar vidas. Espero que seja cedo", declarou Peres no sábado à noite, quando partia rumo aos Estados Unidos. "Tenho muito respeito pelos rebeldes que saem às ruas para protestar diariamente, enfrentam disparos. Espero que ganhem", confessou o presidente israelense. Por sua vez, o número 2 do Ministério das Relações Exteriores israelense, Danny Ayalon, pediu neste domingo à comunidade internacional que "pare de falar e comece a agir". No mesmo dia o vice-primeiro-ministro de Israel, Shaul Mofaz, também fez coro aos outros líderes israelenses. Mofaz instou as potências mundiais a derrubarem o presidente sírio, Bashar al Assad, do mesmo modo como foi feito na campanha apoiada por países ocidentais na Líbia, que depôs o regime do líbio Muamar Kadafi. "O mundo deveria compreender o tipo de ambiente em que vivemos", disse ele ao gabinete de governo, em declarações depois divulgadas pela mídia local. 

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Austrália, Bob Carr, disse hoje que as autoridades australianas já conseguiram entrar em contacto com a advogada Melinda Taylor do Tribunal Penal Internacional, detida na Líbia por acusação de espionagem. Taylor foi detida na última quinta-feira (7) com outros três membros do TPI, entre eles o advogado espanhol Esteban Peralta, depois de se ter reunido com o filho de Kadafi na prisão onde se encontra detido, na cidade de Zintan, a 180 quilômetros de Tripoli. Bob Carr disse à emissora australiana ABC que o embaixador australiano na Líbia, David Ritchie, esteve reunido com Melinda Taylor, que cumpre 45 dias de "prisão preventiva" em Zintan. O embaixador australiano descreveu o local onde a advogada está detida como uma "pequena prisão onde as condições são boas" e disse as autoridades negaram o direito de Melinda Taylor contatar o marido em Haia e os pais em Brisbane. O chefe da diplomacia australiana acrescentou "não existirem evidências de que a Líbia tenha interesse" em libertar em breve os membros do Tribunal Penal Internacional, ou seja, tudo indica que as autoridades líbias pretendem manter os detidos sob prisão durante 45 dias. As autoridades líbias suspeitam que Melinda Taylor tentou entregar documentos considerados como "ameaça à segurança nacional" ao filho de Kadafi. O Tribunal Penal Internacional pretende julgar Saif al Islam Kadhafi por crimes contra a humanidade alegadamente cometidos à frente das forças do regime do pai durante as revoltas populares na Líbia em 2011, apesar das autoridades de Tripoli pretenderem que o processo decorra dentro do país. A crise diplomática ocorre no momento de grande instabilidade na Líbia. Na segunda-feira (11), a comitiva do embaixador britânico na Líbia foi atingida por uma granada de propulsão que feriu dois guarda-costas. A emboscada ocorreu a poucos metros do consulado do Reino Unido em Benghazi (leste), e a arma estilhaçou o parabrisas dianteiro de um dos veículos. Não ficou claro se o embaixador Dominic Asquith estava nesse veículo. Foi o quarto ataque contra legações estrangeiras em apenas três meses em Benghazi, que foi o berço da rebelião que derrubou o regime de Kadafi. Alguns analistas dizem que militantes islâmicos estão explorando o vazio de poder deixado pela revolução líbia. O governo, por intermédio do seu ministro do Interior, qualificou de "ato criminoso" o ataque. "É uma má mensagem que prejudica e dá uma imagem negativa da segurança interna e da estabilidade da Líbia", afirmou o governante num comunicado. Ele disse que o ato criminoso "contribuirá para os desejos dos inimigos da Líbia e afetará as suas relações com os outros países", sublinhou o ministro que indica ter dado instruções para reforçar a segurança nas missões diplomáticas na Líbia. O governo decidiu adiar as eleições para o Congresso Nacional (Assembleia Constituinte). Elas passaram para 7 de julho em vez de 19 de junho como inicialmente previsto, anunciou o presidente da Alta Comissão Eleitoral Líbia, Nouri Khalifa Al-Abbar. Ele alegou razões técnicas e logísticas, o que teve um impacto profundo no calendário das eleições. No sábado (9), houve manifestação contra os eleitos nas eleições na Líbia. Um boneco, representando um político, foi queimado (acima). Na semana passada, o governo líbio declarou que a bomba que explodiu no Consulado dos Estados Unidos em Bengazi era artesanal. Foi o primeiro ataque deste tipo contra a missão americana na Líbia, embora não seja o primeiro atentado contra edifícios públicos ou sedes governamentais. 

O Presidente da Rússia Vladimir Putin encarregou hoje (13) o Serviço Federal das Migrações de apresentar propostas para o reforço da legislação de imigração. De acordo com o presidente, todas as ideias e propostas deverão ser colocadas na Internet e discutidas de forma exaustiva com a sociedade. Ele explicou que isso deve ser feito não só com os membros da Câmara Pública, mas também, e em primeiro lugar, com as organizações sociais, incluindo as várias diásporas. Putin avisou que se trata da afirmação social de grandes camadas da população, por isso todos os que não transgridam as leis e normas russas têm o direito à liberdade de deslocação e de residência em qualquer lugar à sua escolha. Ontem, dezenas de milhares de russos desobedeceram a polêmica lei que impede manifestações sem autorização do governo e saíram em passeata pelas ruas de Moscou. Apesar de ser feriado nacional, Dia da Rússia, e da chuva, os manifestantes lotaram o centro da cidade gritando “A Rússia será livre” e dizendo que não serão intimidados pelo Kremlin. "Aqueles que lutam estão além do medo", disse Valery Zagovny, ex-combatente soviético no Afeganistão, levando sua medalha de combate no peito. "Vamos deixar aqueles atrás dos muros vermelhos do Kremlin assustados". Sergei Udaltsov, que liderou um grupo que marchava com bandeiras vermelhas, gritava "Putin na prisão" e "Todo poder ao povo". Em pronunciamento para a multidão, ele exigiu eleições parlamentares e presidenciais antecipadas. Enquanto o protesto acontecia nas ruas, reunindo cerca de 65 mil pessoas de acordo com a polícia, Putin participava de uma cerimônia oficial em comemoração ao feriado nacional russo. Durante a recepção, ele disse que os distúrbios sociais e econômicos são inaceitáveis e provocam a divisão do país. "Tudo aquilo que fragiliza e divide a sociedade é inaceitável para nós. Qualquer decisão ou medida que leve a distúrbios sociais e econômicos é inaceitável", disse Putin. "Toda nossa memória política nacional demonstra isto. Para um imenso país multiétnico como a Rússia, o princípio fundamental é o desenvolvimento progressivo e evolutivo”, acrescentou. O blogueiro Alexei Navalny e a apresentadora de TV Kseniya Sobchak não foram ao protesto porque tiveram que prestar depoimento à polícia. Na véspera, a polícia russa vasculhou casas de proeminentes líderes da oposição, como no apartamento de Alexei Navalny (acima), num aviso claro de que ele está perdendo a paciência com a oposição. Para analistas políticos, Putin está mudando para táticas mais agressivas a fim de reprimir protestos, embora esteja no início de um mandato de seis anos. Na segunda-feira (11), o Kremlin informou que o presidente se reunirá com o seu colega estadunidense, Barack Obama, no marco da cúpula do Grupo dos 20 na cidade mexicana dos Cobos, nos dias 18 e 19 deste mês. Segundo o ajudante presidencial Yuri Ushakov, ambas as partes manterão um diálogo substancial, concentrado e favorável, bem como é possível a assinatura de importantes documentos durante o encontro. Na semana passada, o chefe de Estado russo realizou sua primeira viagem internacional, depois de assumir esse posto em 7 de maio passado que incluiu uma visita oficial a Bielorrússia, de trabalho a Alemanha e França, de Estado a China e oficiais a Uzbequistão e Cazaquistão. Na última sexta-feira (8), Putin enviou uma "mensagem especial" ao seu colega venezuelano Hugo Chávez na qual ratifica a "aliança estratégica" construída por ambos os países. Segundo o ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros, Nicolás Maduro, trata-se de uma mensagem de "apoio, solidariedade, acompanhamento, de ratificação da amizade e da irmandade que tem sido cultivada ao longo de mais de uma década". O chefe da diplomacia venezuelana acrescentou que a mensagem do presidente russo foi entregue em Caracas por uma missão governamental russa que esteve reunida em Caracas com vários ministros de Chávez. A Rússia construirá 10 mil casas na Venezuela para ajudar o governo a acabar com o déficit de três milhões de habitações. Moscou ainda abriu uma linha de crédito para Caracas.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, reafirmou hoje (13) o firme apoio do Reino Unido à população das Malvinas. "Nossa determinação em apoiar os habitantes das ilhas Malvinas não esmoreceu nos últimos 30 anos, e isso não acontecerá nos próximos anos", prometeu Cameron em um comunicado. Nos últimos 180 anos, dez gerações chamaram as ilhas Malvinas de casa e se esforçaram para garantir um futuro próspero para seus filhos. E apesar das agressivas ameaças do outro lado do mar, estão conseguindo", acrescentou, em uma clara referência à Argentina, que não foi citada nenhuma vez no comunicado. A declaração ocorre após o governo das Malvinas ter divulgado que vai realizar um referendo no próximo ano para “eliminar qualquer dúvida possível” sobre os desejos dos moradores das ilhas de continuar sob o domínio britânico diante das reivindicações de soberania da Argentina. “Não tenho dúvida nenhuma de que os moradores das Falklands (denominação britânica para as Malvinas) desejam que as ilhas continuem sendo um território de ultramar do Reino Unido. Não temos nenhum desejo de sermos governados por Buenos Aires”, declarou Gavin Short, presidente da Assembleia Legislativa das ilhas. A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, lançou uma ampla ofensiva diplomática para apresentar as reivindicações de seu país em relação às ilhas. Ela acusa a Inglaterra de manter “enclaves coloniais” e apelou a Londres para abrir negociações de soberania. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou que o Reino Unido “respeitará e defenderá” a decisão dos três mil habitantes da ilha. Na segunda-feira (11), um grupo de manifestantes queimou bandeiras britânicas na porta do prédio da petroleira YPF, em Buenos Aires. O protesto foi contra o uso de navios-tanque pertencentes ao Reino Unido e de países da Commonwealth no transporte de petróleo da empresa, estatizada em abril. Se no plano externo a presidente da Argentina enfrenta uma dura batalha, internamente a população começa a demonstrar cansaço com o “custo de vida”, o aumento do desemprego, e a alta do dólar. Na semana passada, aproximadamente 5 mil pessoas protestaram contra o governo argentino e o controle sobre a venda de dólares - em uma manifestação organizada por meio de redes sociais. A ação ocorreu na Praça de Maio, em frente à Casa Rosada, a sede do governo. O protesto acontece sete meses após a reeleição da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, com 54% dos votos, e um dia após ela afirmar que trocaria seus depósitos pessoais em dólares por investimentos em moeda local, o peso. O governo decidiu controlar a venda da moeda americana desde novembro do ano passado e nos últimos dias intensificou o controle da venda das divisas. O mesmo acontece na Venezuela onde o câmbio paralelo está nas alturas. Na segunda-feira, o presidente Hugo Chávez registrou a sua candidatura à reeleição num comício com trios eletrônicos. Muitos simpatizantes vestiram roupas estilizadas, munidos com fuzis que saiam flores do cano (acima). Na véspera, o opositor Henrique Capriles também iniciou campanha com uma marcha de mais de dez quilômetros. Ontem, Chávez anunciou que o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, vai visitar a Venezuela nos próximos dias. Chávez também anunciou que, “dentro de poucos dias”, receberá a visita do presidente da Bielorússia, Aleksander Lukashenko, considerado pelos Estados Unidos como “o último ditador da Europa”. A reunião está prevista para 26 de junho, em Caracas. Enquanto isso, a Bolívia também enfrenta entraves políticos. Ontem, o governo de Evo Morales classificou de desatinada a decisão do Brasil de conceder asilo político ao senador opositor Roger Pinto, que ainda se encontra na embaixada brasileira em La Paz, à espera de um salvo-conduto para sair do país. "Considero que é uma decisão desatinada a que o governo do Brasil assumiu de conceder asilo a uma pessoa que aqui na Bolívia é acusada, não por suas ideias, uma pessoa que aqui é acusada por crimes de assassinato", afirmou o presidente em exercício Álvaro García em coletiva de imprensa. O Brasil tem vários negócios na Bolívia. Nos dias 14 e 15 deste mês, Brasil, Peru e Bolívia, além de empresários dos três países, participam do Seminário Internacional de Desenvolvimento Econômico Integrado Sustentável na Pan-Amazônia Sudoeste e o 1° Encontro Internacional de Turismo e Comércio, em Rio Branco, no Acre. 

Os capitalistas Tico e Teco voltaram a conversar sobre o mundo contemporâneo, acompanhados pela diarista Aparecida e pela filha Bytes, no dia 13 de junho de 2012, Dia de Santo Antonio de Lisboa.

Tico: No dia de hoje o rei de Portugal D. João VI inaugurou o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O parque ecológico abriga a diversidade da flora brasileira e estrangeira. Nele podem ser observadas cerca de 6 500 espécies, algumas ameaçadas de extinção, distribuídas por uma área de 54 hectares, ao ar livre e em estufas. A instituição abriga ainda monumentos de valor histórico, artístico e arqueológico e a mais completa biblioteca do País especializada em botânica, com mais de 32 mil volumes. A inauguração do Jardim Botânico do Rio de Janeiro ocorreu há 114 anos.

Teco: No dia de hoje o regime militar criou o Serviço Nacional de Informações, o SNI. O objetivo era supervisionar e coordenar as atividades de informações e contra-informações no Brasil e exterior. O SNI ficou conhecido por suas atividades antidemocráticas como grampos telefônicos, censura postal e participação na Operação Condor, intercâmbio de informações e de detenções entre as ditaduras na América Latina. Na secretaria psicossocial, por exemplo, o trabalho era vigiar as atividades das igrejas, em especial a católica; manipular a imprensa através de inserção de propaganda institucional em todos os meios de comunicação e infiltrar agentes em sindicatos, escolas, universidades, repartições públicas, entidades de classe, entre outros segmentos da sociedade civil. Muitos dos documentos coletados desapareceram depois do desmonte do serviço. O SNI foi extinto pelo presidente Fernando Collor em 1990. Segundo versão da imprensa devido à inimizade, entre o ex-presidente e o último diretor do órgão, general Ivan de Souza Mendes. Hoje o serviço de informações é responsabilidade da Abin, criada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em 1999, que nasceu com o objetivo de investigar ameaças reais e potenciais ao País, bem como identificar oportunidades de interesse da sociedade e do Estado brasileiro, e defender o estado democrático de direito e a soberania nacional. O falecido SNI foi criado pelo regime militar brasileiro há 48 anos.

Aparecida: No dia de hoje nascia, há 249 anos, em Santos, o estadista brasileiro José Bonifácio de Andrade e Silva. É conhecido como "Patriarca da Independência" por ter sido uma pessoa decisiva para a Independência do Brasil. Assim como artífice do País ter permanecido com dimensões continentais.

Bytes: No dia de hoje morreu, há 689 anos, na Babilônia, o imperador Alexandre, o Grande; célebre conquistador do mundo antigo. Em sua juventude, teve como preceptor o filósofo grego Aristóteles. Foi conhecido em seu tempo com os títulos de “Hegemônico da Liga Helênica”, “Xá da Pérsia”, “Faraó do Egito” e “Senhor da Ásia”. Ao morrer, o império se repartiu nas mãos de quatro generais.

Aparecida: No dia de hoje nasceu, há 124 anos, em Lisboa, o escritor português Fernando Pessoa. O poeta escreveu: “Cumpriu-se o Mar e o Império se desfez. Senhor, falta cumprir-se Portugal!”. Meu filho me mostrou um vídeo baseado na obra de Fernando Pessoa. Chama-se “Mensagem”.

Bytes: Hoje é Dia de Santo Antonio, cujo nome pode ser tanto associado a Lisboa, em Portugal, onde nasceu, como a Pádua, na Itália, onde morreu. Ele é também considerado o santo casamenteiro. Sua festa ocorre um dia após o Dia dos Namorados. Alguém se habilita? Estou solteira. Brincadeirinha...... O padre Antonio Vieira afirmou que Santo Antonio só ficou conhecido internacionalmente porque saiu de Lisboa. A eterna inferioridade crítica.

Aparecida: Hoje começa a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Ontem, foram inauguradas duas exposições no Museu de Arte Moderna. Uma delas é do artista plástico Siron Franco sobre o bioma Cerrado (acima). Para o bombeiro militar Sidney Amaral, uma das surpresas da exposição foi a reconstituição de um incêndio na mata, que destrói a exuberância de árvores e animais. "A coisa das queimadas avançando e das aves fugindo é emocionante", revelou. Para o vigilante Márcio da Silva, o mais interessante da mostra de Siron é perceber como o Cerrado é diferente da Mata Atlântica. "Sei tudo de Caatinga, de Cerrado, de Mata Atlântica e do povo que vive lá. Índio, quilombolas, seringueiros. Eles precisam preservar a mata para viver", contou Márcio.

Bytes: Por falar em vida, eu me lembrei hoje do misticismo através de profecias históricas, como a própria identidade de Portugal. Reza a lenda que Nosso Senhor Jesus Cristo teria aparecido para o primeiro rei, D. Afonso, antes da Batalha de Ourique, com a promessa da perenidade portuguesa, no chamado “Milagre de Ourique”. Após a vitória no conflito, apesar de ter um exército em menor número em relação aos mouros muçulmanos, a bandeira portuguesa passou a ter cinco escudos, ou quinas, em cruz, representando os cinco reis vencidos e as cinco chagas de Cristo. A profecia aumentou pela vontade popular: Lisboa teria projeção no mundo, pois Portugal levaria a toda parte o Reino de Cristo. Para os defensores da profecia, a “culpa” pela não realização desta revelação estaria relacionada aos doutores de Coimbra que deixaram de jurar defender a Imaculada Conceição de Maria, “em nome da ciência”. Fé versus ciência, a mesma polêmica da Idade Média.

Aparecida: Por falar em fé e ciência, a Turquia descobriu uma bíblia de 1500 anos em seu território. Foi após a polícia ter desmantelado uma rede de venda ilegal de antiguidades em 2000. Desde então a bíblia, escrita em folhas de couro e que de acordo com os peritos é inteiramente original, foi mantida durante vários anos num cofre-forte de Ancara até ter sido entregue ao Museu Etnográfico de Ancara. A instituição deverá agora restaurá-la para em seguida ser exposta ao público. O documento, que está avaliado em perto de 20 milhões de euros, é inteiramente escrito em siríaco um dialeto do aramaico, língua que terá sido falada por Jesus Cristo. Já há vozes que afirmam que esta versão da bíblia é o controverso Evangelho de Barnabé, que aproximaria a visão de Jesus à religião islâmica. O Vaticano já pediu às autoridades turcas para analisar o documento. 

Tico: A Síria será o exemplo histórico da carnificina?

Teco: Não. O Holocausto será sempre a carnificina histórica. Elementar, meu caro Watson.

Bytes: Anteontem os muros do Museu do Holocausto, em Jerusalém, tiveram que ser limpos da pichação (acima). Ele foi atacado com frases antissemitas, escritas em hebraico, como: “Hitler, obrigado pelo Holocausto”. A polícia israelense suspeita que as frases foram escritas por judeus ultraortodoxos que não aceitam a existência do Estado de Israel. Já há vozes que afirmam que os ultraortodoxos picharam os muros porque o Estado judeu só existe por causa de Hitler e Israel só será a Terra Prometida” a partir da vinda do Messias. As chamadas “verdades” dentro da “ótica” e da “fé”.

Aparecida: Por falar em verdades dentro da ótica e da fé, disse o Alexandre Garcia no “Bom Dia Brasil” que o País vive uma guerra civil, pois o número de vítimas é maior do que na Síria. Segundo ele, no dia da abertura da Rio+20, que vai tratar da defesa da natureza, seria bom lembrar que os números do crime significam que aqui uma parte da natureza que está em sério perigo é a humana.

Bytes: Por falar em Médio Oriente, Ahmed Shafik, candidato à Presidência do Egito, está associando sua imagem à do Lula em vídeo de campanha. Ele promete a prosperidade brasileira aos egípcios se baseando na atuação do ex-presidente. Ex-primeiro-ministro do tempo de Mubarak, Shafik concorre com Mohamed Morsi, da Irmandade Muçulmana. No vídeo, além de fotos de uma linha de produção no Brasil e do Cristo Redentor, um locutor lê um texto que enaltece o ex-presidente.

Aparecida: O seu Carlos disse, exaltado: “O Lula será o líder das sociedades tribais. O Brasil está agora cheio de haitianos. Sabe a que custo investe nesta ´negada?´ 2 bilhões de reais”. Eu respondi: “Racismo será crime agora pelo novo Código Civil”.

Bytes: Por falar em negros, a Corte do Distrito de Jerusalém rejeitou na semana passada o recurso de ONGs israelenses de defesa dos direitos humanos contra a expulsão de imigrantes sudaneses e estabeleceu que 1.500 pessoas devem sair do país e ir para o Sudão do Sul dentro de dois meses. O ministro do Interior, Eli Ishai, parabenizou a decisão da Corte e afirmou que "os infiltrados devem ser expulsos para preservar o caráter judaico do Estado de Israel e a realização do sonho sionista".

Aparecida: E como pensa o governo dos Estados Unidos?

Bytes: Deu no jornal “O Globo” de 8 de junho de 1962, cuja manchete foi “Kennedy: a América Latina está pior que Europa depois da guerra”: “Êsse problema será superado e em breve tanto o Partido Comunista, como outro qualquer poderão fazer seu registro e existir legalmente no Brasil´. Com essas palavras o Sr. San Thiago Dantas deu ontem, na sede da União Brasileira de Escritores, sua opinião sôbre a legalização do extinto PC. Disse ainda o chanceler que se trata de problemas de maturidade democrática. Antes dessas declarações, o ministro das Relações Exteriores analisara a experiência parlamentarista no Brasil, concluindo que nem presidencialismo nem parlamentarismo oferecem condições para estabilizar a vida brasileira”.

Aparecida: Deu no jornal “O Globo” de 8 de junho de 2012, 50 anos depois: “TCU investiga convênios da UNE com o governo federal. Ministério Público encontra notas frias e despesas com bebidas alcoólicas”.

Bytes: Deu no jornal “O Globo” de 9 de junho de 1962, cuja manchete foi “Repulsa geral ao pronunciamento do chanceler San Thiago Dantas: “A União Soviética acusou as potências ocidentais de provocar incidentes ao longo da muralha de Berlim e declarou que não permitirá que a zona ocidental da cidade continue a servir de base para os círculos militares revanchistas. A declaração, a mais energética feita pelos soviéticos nos últimos tempos, a respeito de Berlim, está contida em notas enviadas aos Estados Unidos, à Grã-Bretanha e à França”. E mais: “Sérgio Batista, jovem brasileiro, de 24 anos, detido pela polícia portuguêsa quando desembarcava em Lisboa com uma maleta cheia de explosivos, foi condenado, ontem, a cinco anos de prisão, pelo Tribunal de Lisboa. O acusado foi reconhecido culpado, mas disse que, durante a travessia do Atlântico, havia decidido não levar a cabo a missão que lhe fôra confiada, no Rio de Janeiro, pelo Diretório Revolucionário Ibérico de Libertação (Dril), organização antimisalarista chefiada pelo capítão Henrique Galvão”.

Aparecida: “Deu no jornal “O Globo” de 9 de junho de 2012, 50 anos depois: “Imobilidade urbana. Atraso em obras faz governo mudar prioridades para Copa. Projetos retirados de lista modernizariam transportes em grandes cidades”. E mais: “UNE recebe indenização, mas não renova sede”.

Bytes: Deu no jornal “O Globo” de 11 de junho de 1962, cuja manchete foi “Declaração de Araxá propõe quatro reformas ao Executivo e ao Congresso”: “Encerrou-se hoje a reunião promovida pelo Sr. Magalhães Pinto em Araxá e que reuniu 16 governadores. Seus resultados políticos, na opinião geral, serviram para agrupar os governadores em tôrno de princípios básicos relativos à defesa das instituições democráticas, e projetá-los como um todo que poderá influir em relação às linhas gerais das soluções para a crise nacional. Sem se fixar sobre parlamentarismo ou presidencialismo, na declaração que firmaram, e justamente porque as opiniões se dividiam, os governadores enviaram ao presidente da República e ao Congresso sugestões sôbre as reformas agrária, bancária, eleitoral e urbana. Na Declaração de Araxá, encarecem o fortalecimento das instituições livres, afirmando que devem ser combatidos os inimigos da ordem democrática, comunistas ou fascistas, e adotadas já as reformas de base sugeridas. Quanto ao sistema de govêrno, manifestaram-se a favor da realização do plebiscito no mais breve espaço de tempo possível”.

Aparecida: Deu no jornal “O Globo” de 11 de junho de 2012, 50 anos depois: “Documento da Rio+20 ainda longe da conclusão”.

Bytes: Deu no jornal “O Globo” de 12 de junho de 1962, cuja manchete foi “Goulart diz que ordem será mantida”: “Durante o ato de constituição da Eletrobrás, ontem, no Palácio das Laranjeiras, o presidente João Goulart afirmou que a família brasileira pode estar tranqüila, pois a ordem não será substituída pela desordem e que as ameaças às instituições não devem atemorizar, partam de onde partirem”. E mais: “Fonte credenciada junto ao presidente da República revelou-nos, ontem, que o Sr. João Goulart não autorizou nenhuma sondagem para a escolha do futuro presidente do Conselho de Ministros e muito menos despachou emissários com tal tarefa. O presidente, segundo essa fonte, continua na expectativa, preferindo ouvir os líderes políticos a sentir as reações aos nomes focalizados”. E mais: “O menino Alexandre Rocha Valentino, de 11 anos, filho de Múcio Valentino e sobrinho do primeiro-ministro Tancredo Neves, interno do Colégio Santo Antonio, em São João Del Rey, ao comemorar o segundo goal do Brasil contra a Inglaterra, na Copa do Chile, deu pulos de alegria na beira de uma escadaria de oito metros. O colegial desequilibrou-se e rolou de mau jeito pelos degraus, sofrendo fraturas nas pernas e na base do crânio. Foi internado, em estado grave, no hospital local, vindo pouco depois a falecer”.

Aparecida: Deu no jornal “O Globo” de 12 de junho de 2012, 50 anos depois: “BB faz empréstimo inédito para obras no Estado do Rio. Verba de R$ 3,6 bi financiará metrô, barcas, lagoas, encostas e estradas”. E mais: “Espanha é submetida a supervisão da UE e FMI”. E mais: “Chávez se lança para completar 20 anos no poder”.

Bytes: Se o menino Chávez quer mais 20, o menino Jango só conseguiu mais 2. E o Sr. Magalhães Pinto, que conspirou e apoiou o golpe, mais tarde se voltou contra ele. Ah, o espaço-tempo que cria a matéria!

Aparecida: O seu Carlos disse, exaltado: “A guerrilheira, aspirante à czarina, vai enfrentar o mesmo destino de Jango. Em breve vai perder a maioria parlamentar e enfrentará as greves do setor público”. Eu respondi: “Não fala isso, seu Carlos. Os meus pais, querendo trabalhar, eram impedidos pelas greves de 64. E perguntavam: ´O que é que funciona hoje neste País?´ Chega de tortura!”

Bytes: Por falar em opressão, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e as Organizações Globo promoveram o seminário "Liberdade de Expressão - Imprensa e Independência do Judiciário", em Brasília. "Estamos em um momento emblemático na América do Sul. Ainda que tenhamos uma democracia consolidada no Brasil, devemos estar vigilantes sobre os riscos de violação da liberdade de imprensa e sobre a independência do Judiciário", disse o presidente da Ajufe Gabriel Wedy. Segundo o presidente do STF, o julgamento da instituição não será pela pressão dos gabinetes ou das ruas, pois assim foram as deliberações no processo sobre a liberdade das manifestações pela discriminalização da maconha, da permissão do aborto em caso de fetos anencéfalos e do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Perguntado pelos jornalistas sobre a Guerra do Mensalão, o ministro Carlos Ayres de Britto confirmou a data do julgamento para 1º de agosto, durante o início do período eleitoral, e garantiu que o critério do Supremo Tribunal será o mesmo: Independência e conexão com os “direitos civis”.

Aparecida: Eu li no jornal “O Globo” que o José Dirceu pediu apoio da UNE na Guerra do Mensalão. O que podemos esperar do front de batalha?

Bytes: Vamos esperar os próximos capítulos. Em “Avenida Brasil”, a Carminha vai até o lixão para tirar satisfação com a Lucinda, pois acredita que foi ela quem revelou o “mistério” para Jorginho. Lucinda confessa que só confirmou o que o jogador já sabia e deixa a megera fora de si: “Eu vou te matar, sua velha nojenta!”. As duas ficam medindo forças, até que Carminha a ameaça com uma faca.

 Aparecida: Por falar em faca, a CGU considerou a construtora Delta, investigada por Comissão Parlamentar de Inquérito e pela Polícia Federal por suposto elo com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, como inidônea para fazer contratos com o Poder Público.

Bytes: Por falar em improbidade, o Benjamin me escreveu hoje sobre a revelação da Torá, mais precisamente em Crônicas II: “No trigésimo sexto ano do reinado de Asa, Baasa, rei de Israel, subiu contra Judá e edificou a Ramá, para não deixar ninguém sair nem entrar para Asa, rei de Judá. Então Asa tirou a prata e o ouro dos tesouros da casa do Senhor, e da casa do rei, e enviou mensageiros a Bene-Hadade, rei da Síria, que habitava em Damasco, dizendo: ´Haja aliança entre mim e ti, como havia entre meu pai e o teu. Eis que te envio prata e ouro; vai, pois, e rompe a sua aliança com Baasa, rei de Israel, para que se retire de mim´. E Bene-Hadade deu ouvidos ao rei Asa, e enviou os comandantes dos seus exércitos contra as cidades de Israel, os quais feriram Ijom, Dã, Abel-Maim e todas as cidades-armazéns de Naftali. E tendo Baasa notícia disto, cessou de edificar a Ramá, e não continuou a sua obra. Então o rei Asa tomou todo o Judá, e eles levaram as pedras de Ramá, e a sua madeira, com que Baasa edificara; e com elas edificou Geba e Mizpá. Naquele mesmo tempo veio Hanâni, o vidente, ter com Asa, rei de Judá, e lhe disse: ´Porque confiaste no rei da Síria, e não confiaste no Senhor teu Deus, por isso o exército do rei da Síria escapou da tua mão. Porventura não foram os etíopes e os líbios um grande exército, com muitíssimos carros e cavaleiros? Confiando tu, porém, no Senhor, ele os entregou nas mãos. Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte a favor daqueles cujo coração é perfeito para com ele; nisto procedeste loucamente, pois desde agora haverá guerras contra ti”. Então Asa, indignado contra o vidente, lançou-o na casa do tronco, porque estava enfurecido contra ele por causa disto; também nesse mesmo tempo Asa oprimiu alguns do povo. Eis que os atos de Asa, desde os primeiros até os últimos, estão escritos no livro dos reis de Judá e de Israel”.

Aparecida: Ah, entendi! A poderosa secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, confirmou presença na Rio+20. 

O líder conservador grego, Antonis Samaras, afirmou hoje (13) que, após o resgate aos bancos da Espanha, as mudanças que estão acontecendo na Europa dão a oportunidade à Grécia para "efetuar uma renegociação" do plano de ajuste da UE e do FMI. "Penso que temos que aproveitar o fato de que a Europa está mudando", disse Samaras, em referência à situação na Espanha. "Isto dá à Grécia mais possibilidades para renegociar o plano de austeridade", acrescentou. O partido de Samaras, Nova Democracia, disputa a preferência dos gregos com o surpreendente Syriza, a formação de esquerda que é contrária ao plano de austeridade, para as eleições legislativas do próximo domingo. Em entrevista à Bloomberg, o líder do Syriza, Alexis Tsipiras, reiterou a oposição do seu partido ao plano de resgate da economia grega e garantiu que a Europa não irá achar que a Europa renegar a Grécia porque o povo procura uma alternativa à política de austeridade imposta pela União Europeia. “Não temos a impressão de que os nossos parceiros europeus vão seguir a tática de chantagem que ouvimos durante alguns trimestres e parem financiar”, disse Tsipiras. “Isso seria catastrófico, não só para a Grécia, mas também para toda a zona do euro”, acrescentou. Como alternativa, o líder da coligação que lidera as sondagens de intenção de voto, defendeu um programa de crescimento. “Queremos simplesmente convencer os nossos parceiros europeus que é do interesse de todos que parem de atirar o dinheiro dos contribuintes da União Europeia para um poço sem fundo”, afirmou à Bloomberg TV. Às vésperas da eleição parlamentar do próximo domingo na Grécia, o partido de extrema-direita Amanhecer Dourado reforçou a retórica xenófoba ao prometer remover imigrantes e seus filhos de hospitais e creches, segundo o jornal britânico “The Guardian”. "Se o Chrysi Avgi (Amanhacer Dourado) chegar ao Parlamento, nós vamos realizar operações em hospitais e creches e vamos jogar imigrantes e seus filhos na rua para que os gregos possam assumir o lugar", disse num comício Ilias Panagiotaros, líder do partido considerado neonazista, sob calorosos aplausos de seus apoiadores. É esperado que o Amanhecer Dourado consiga espaço no Parlamento após as eleições de domingo. Sob uma forte crise econômica, a Grécia vem enfrentando enormes problemas na área da saúde, com falta de suprimentos médicos e de camas em hospitais. O administrador do hospital estatal Nikea, Theodoros Roupas, chegou a convocar médicos a interromper intervenções cirúrgicas não essenciais devido à crítica escassez de luvas, seringas e gazes, ordem que foi posteriormente revogada quando o próprio Roupas encontrou suprimentos de emergência. "A situação é realmente crítica e piora a cada dia", disse o médico Panaghiotis Papanikolaou, que atua como neurocirurgião no Nikea. "Não há equipe médica suficiente e há grande escassez de suprimentos. Não há dinheiro para operar exames e microscópios cirúrgicos (...) nós estamos falando sobre uma grande crise na saúde pública. Não está sendo anunciada, está acontecendo agora". Na última sexta-feira (8), imigrantes marcharam em Atenas durante protesto contra o fascismo e os ataques dos simpatizantes do Amanhecer Dourado (acima). Em entrevista publicada hoje no jornal “The Times”, o ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne, disse que a Europa pode ter que sacrificar a adesão da Grécia em seu bloco monetário para convencer a Alemanha a colocar mais dinheiro para salvar o euro. O Reino Unido já informou que os “contribuintes britânicos não utilizarão a sua poupança para salvar moedas”. Com a incerteza política na Grécia, muitos correntistas estão sacando dinheiro e estocando alimentos antes da eleição no país neste domingo, temendo a saída do país da zona do euro. Na sexta-feira, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, disse que é urgente restabelecer a saúde dos bancos europeus para o fortalecimento de uma economia global. Segundo ela, euro precisa ser salvo “em menos de três meses”, mesmo tempo estimado pelo megainvestidor George Soros. Ontem, o ministro da Economia da Espanha, Luis de Guindos, previu "enorme volatilidade" e "enorme tensão" nos mercados. Ele pediu que os países da UE se mantenham unidos em torno da moeda comum num período em que haverá eleição na Grécia e na França. Segundo pesquisas de opinião, o presidente francês François Hollande terá maioria socialista no Parlamento, sem precisar do apoio dos verdes. Já em Portugal, a oposição socialista exigiu no último domingo (10) a renegociação do pacote de resgate concedido pela União Europeia a Lisboa com as mesmas condições aplicadas na ajuda financeira proposta aos bancos da Espanha, mas o governo conservador indicou que isto não se justifica por enquanto, embora espere o mesmo tratamento. 

Tico: No dia de hoje ocorreu o Cerco de Beirute, dentro da ofensiva israelense denominada “Paz na Galiléia”. Rompendo o cessar-fogo pedido pelas Nações Unidas, tropas comandadas pelo então ministro da defesa Ariel Sharon cercaram o oeste de Beirute, bombardeando intensamente a capital libanesa com o objetivo de expulsar a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) para fora do Líbano. Há 30 anos.

Teco: No dia de hoje começou a Batalha de Lowestoft, que deu início à Segunda Guerra Anglo-Holandesa, 12 anos após o fim da Primeira Guerra Anglo-Holandesa, que deu vitória à Inglaterra. Há 337 anos.  

Aparecida: No dia de hoje o Brasil se desligou da Liga das Nações, a ONU da primeira metade do século passado, nascida após a Primeira Guerra Mundial. Há 87 anos.

Bytes: No dia de hoje nasceu o secretário-geral da ONU, o sul-coreano Ban Ki-Moon. Há 68 anos.

Aparecida: No dia de hoje morreu Jean Paul Marat, ideólogo da Revolução Francesa, apunhalado dentro de uma banheira. Há 219 anos.

Bytes: No dia de hoje nasceu, há 222 anos, na Província de Barinas, José Antonio Páez, presidente da Venezuela por três vezes. O militar sucedeu a Simon Bolivar, herói da independência, e foi um dos ideólogos da consolidação do Estado venezuelano.

Aparecida: No dia de hoje morreu, há 31 anos, em Taubaté, o cineasta Amacio Mazzaropi. Eu assisti recentemente o filme “Fuzileiro do amor”. Tão ingênuo o nosso Cantinflas.

Bytes: Ontem eu fui assistir ao filme “Deus da Carnificina”, de Roman Polanski (acima). O filme é uma transposição da peça homônima que foi aqui montada com atuações da Júlia Lemmertz e do Paulo Betti. Polanski faz assim em sua mais recente obra. A história se passa basicamente no apartamento de um dos casais, tendo apenas duas externas: a que abre a história e a que termina. Todas as duas transcorrem na mesma locação: a praça. O que diferencia é a participação especial de um ramster. Aquele ratinho simpático e amoroso. A trama é sobre uma briga entre duas crianças, numa disputa de gangues, que acaba no divã dos pais. A primeira cena é a confecção de um “boletim de ocorrência” feito em “concordância” pelos progenitores sobre qual é a melhor forma de relatar o ocorrido. Quem escreve é a mãe da vítima sob o olhar da mãe do agressor. Afinal, como diz a mãe da vítima, eles vivem na cidade de Nova York. Consequentemente, têm o compromisso com o “politicamente correto”. Tudo é entrecortado com o pai do agressor falando ao celular onde tenta contornar um escândalo financeiro. Nada ético. Logo aparecem as contradições entre o discurso e a prática dos personagens. E a morbidez de seus relacionamentos. E as diferentes visões da história. Fica a dúvida se os filhos não são a reprodução dos pais. Os atores estão perfeitos, sem exceção Uns vão amar, outros odiar o filme. Mas todos ficarão incomodados porque a hipocrisia da civilização ocidental explode na tela para se libertar. Como uma catarse. A história foi pensada para o teatro onde o texto precisa ser valorizado como espetáculo. Não é a mesma linguagem do cinema, cujo valor das imagens fala por si. Polanski poderia ter dado mais agilidade ao expor o tema em variações de cenário, como, por exemplo, dar mais vida aos personagens, sem a necessidade do “confinamento”. Mas, em tempo de “reality show”, é no confinamento que se dá o conflito. E se mostra a “cara”. Foi assim também com o filme “A falta que nos move”, obra-prima de Cristiane Jatahy.

Aparecida: Ontem completaram 36 anos da deposição do presidente do Uruguai, Juan María Bordaberry Arocena, pelos militares uruguaios. Até junho de 1973 ele governou como presidente constitucional. A partir de então passou à condição de ditador ao dissolver o parlamento e rasgar a Constituição, bem como censurar os partidos políticos, as associações de classe e as liberdades civis depois de uma crise institucional.

Bytes: Na última sexta-feira completaram 42 anos da deposição do general Juan Carlos Onganía Carballo como presidente da Argentina. Ele faz parte da tumultuada primeira etapa do regime militar no país, que recrudesceu na segunda após a deposição da presidente Isabelita Perón, eleita vice-presidente na chapa com o falecido marido Juan Perón na conturbada década de 70.

Aparecida: Ontem o jornal “O Globo” publicou o artigo do Jabor intitulado “O cinema atual não quer ideias na cabeça”: “É uma nova dramaturgia de Hollywood: a estética do videogame, em que a personagem principal não é mais o “outro”, mas nós mesmos, com o joystick na mão e nenhuma ideia na cabeça. Cresce uma cultura da incultura, a profundidade do superficial, a rapidez do julgamento, num mundo feito de fugazes e-mails, celulares tocando, corridas sem fim, vidas sem ´roteiro´. Está fora de moda um filme para ser visto, refletido com choro, risos, vida. O desejo dos produtores é justamente apagar o drama humano dentro de nossas cabeças. A ação na tela é incessante, o conflito é permanente, de modo a impedir o espectador de ver seus conflitos internos. Diferentemente das obras comunas ou nazistas, que vendiam um ´futuro´, um paraíso soviético ou um Reich de Mil Anos, os EUA vendem o ´presente´. Americano não tem futuro. Só um enorme presente prático, feito de objetos e gadgets, serviços e sentimentos redentores. Por outro lado, nada é parte de um ´complô´ para nos ´lavar o cérebro´, nada disso. Não é uma propaganda consciente. Não há Comitê Central nem CIA por trás. Os americanos são um produto deles mesmos, acreditam no que dizem. A sinceridade é sua arma total. O verdadeiro cinema político é o filme americano”.

Bytes: Na década de 80, o Jabor fez um filme basicamente com um cenário: o longa passa no longo apartamento de um empresário em crise financeira e psicológica:“Eu te amo”.

Aparecida: E como pensa o governo dos Estados Unidos?

Bytes: Deu no jornal “O Globo” de 13 de junho de 1962, cuja manchete foi “Fanfani afirma que a derrota eleitoral não afetará o governo”: “O Diário Oficial que circulou ontem foi pródigo em nomeações: mais de mil. Nas relações de ontem, o recorde ficou mais uma vez com o Ministério da Viação: 343 nomeações. Seguem-se, entre as pastas, Agricultura, 260; Educação, 47; Relações Exteriores, 16; Fazenda, 15; e Justiça, nove nomeações”. E mais: “As obras de remodelação do cais do Pôrto do Rio de Janeiro compreenderão a construção de três blocos do píer da Praça Mauá, a ampliação do parque de minérios e de carvão, a renovação de equipamentos portuários propriamente dito, e a renovação das oficinas de construção e manutenção. O custo total está orçado em US$ 7 milhões, acrescidos de Cr$ 3,6 bilhões”. E mais: “O Sr. Valdir da Rocha, presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos da Guanabara, enviou ofício ao presidente da Colap, solicitando uma quota especial de açúcar para os laboratórios e acentuando que, em diversos dêles, ante o esgotamento do estoque, a situação é grave. Afirma que, se continuar, a crise resultará na falta, nas farmácias, de xaropes, drágeas, pastilhas e outros medicamentos, para as vias respiratórias ou anti-infecciosos, cujo consumo é maior no inverno”.

Aparecida: Deu no jornal “O Globo” de 13 de junho de 2012, 50 anos depois: “FMI recomenda taxação para empresas poluidoras. Tributação renderia até US$ 1 trilhão para financiar projetos sustentáveis”. E mais: “Brasil desenvolve vacina inédita”. E mais: “Hospital tem emergência de lata há um ano”.    

Tico: A crise da Grécia é infecciosa?

Teco: Disse no domingo o ministro das Finanças de Luxemburgo, Luc Frieden, à rede de TV RTL a respeito do resgate a Madri: “Se a Espanha entrar numa situação catastrófica, pode esquecer os bancos franceses e alemães”. Para os capitalistas, meia palavra basta.

Aparecida: Ontem, a agência de classificação de riscos Fitch rebaixou a nota de longo prazo de 18 bancos espanhóis. Dias depois do anúncio de ajuda a Espanha. Segundo o mercado, Madri necessitará de mais dinheiro para socorrer o seu sistema financeiro.

Bytes: Segundo o economista belga Bert Van Roosebeke, do Centro de Política Europeia de Freiburg, na Alemanha, a Itália é o próximo país a receber ajuda da União Europeia e do FMI. Ele garantiu que o Fundo Europeu de Estabilização Financeira não comportará a ajuda a Roma.

Aparecida: O primeiro-ministro Mário Monti foi à Câmara dos Deputados para falar da próxima reunião de cúpula, em Roma, no dia 20 de junho. Ele explicou que os bancos da Itália são estáveis e que a taxa de desemprego é menor do que em outros países. Foi uma resposta ao comentário da ministra das Finanças da Áustria, Maria Kekter. Ela declarou que a Itália iria precisar de ajuda do fundo de estabilização europeu. O governo italiano considerou uma tremenda “gafe”.

Bytes: A Chiara me escreveu dizendo que o Mário Monti condenou a tradição italiana da “cesta”, também comum na Espanha.

Aparecida: Dez supostos membros da Federação Anarquista Informal (FAI) foram detidos hoje na Itália, Suíça e Alemanha, segundo fontes da Polícia Militar italiana.

Bytes: A Itália passa por uma fase difícil. Ontem de madrugada teve mais um terremoto no país e houve um tornado com ondas gigantes em Veneza. Segundo a Chiara, a população viveu o puro pânico.

Aparecida: Quando soube do tornado no Paraná, o seu Carlos disparou, exaltado: “Na escola os professores diziam que Deus deu um ´povinho´, mas para compensar não nos deu a desgraça dos desastres naturais. Agora, nem isso nós podemos nos orgulhar”.

Bytes: Por falar em Brasil, a agência de classificação de risco Mood´s pôs em xeque a qualidade de crédito das empresas brasileiras em relatório divulgado anteontem. Segundo a agência, a desvalorização do real e o baixo preço das matérias-primas podem criar o temor no mercado. “Esperamos que as alterações de rating até o fim do ano sejam estáveis ou negativas, dependendo da exposição cíclica”, escreveu o vice-presidente sênior da agência e autor do relatório, Felippe Goossens.

Aparecida: Ah, entendi! A moeda. A previsão é de que o Brasil retroceda no rating e recue novamente para a Sétima Economia do Mundo. O País irá ao FMI como os países europeus?

Bytes: Tudo vai depender da exposição cíclica. Para nós, capitalistas brasileiros e contemporâneos, os ventos indicam céu de brigadeiro para o voo do capitalismo. Somos diferentes dos europeus.

Aparecida: Por falar de Europa, a copa da Uefa começou com violência entre torcedores russos e poloneses (acima). Segundo a imprensa, a culpa foi de uma marcha ontem para comemorar o Dia da Rússia, data em que Moscou se declarou independente da União Soviética. Nas arquibancadas, um grupo de torcedores russos exibiu uma faixa com a frase “This is Russia”, isto é Rússia, em inglês, junto com uma bandeira de um grupo de extrema direita pouco antes do pontapé inicial. O grupo Futebol contra o Racismo na Europa fez uma denúncia à Uefa, que já investiga outro caso semelhante envolvendo a torcida russa. Mas houve também polêmica em relação à declaração do jogador Antonio Cassano sobre a possibilidade de haver jogadores gays na seleção italiana. Algumas horas depois, o atacante se desculpou, mas o fato gerou grande repercussão e aumentou a discussão em torno do tema. A Ucrânia, uma das sedes da Euro-12, se tornou alvo de diversas manifestações de grupos gays. Tudo por conta de um projeto para limitar "propaganda homossexual" e uma espécie de “censura” sobre a abordagem de assuntos ligados à homossexulaidade em espaços públicos. Kiev caminha em direção a Moscou.

Bytes: Sobre a briga entre torcedores, disse Andrzej Bojanowski, vice-prefeito de Gdansk, na Polônia, uma das oito cidades-sede da Eurocopa-2012 de futebol: “Os habitantes da cidade são pessoas normais, brancas e civilizadas". Teve que se desculpar pelas suas declarações consideradas “racistas”. E polêmicas.

Aparecida: Por falar em polêmicas, Londres está escandalizada porque o primeiro-ministro David Cameron esqueceu a filha de oito anos num pub. Recebeu solidariedade, principalmente de quem já se esqueceu de seu filho em algum lugar público.

Bytes: Por falar em Reino Unido, em meio ao cenário de crise, que força as pessoas a enxugarem seus orçamentos, muitos britânicos passaram a prestar menos atenção ao prazo de validade dos alimentos, correndo mais riscos de intoxicações, alertou um estudo da agência que regula padrões alimentares no país. De acordo com a pesquisa, muitas pessoas estão tentando aproveitar ao máximo os produtos e os restos de pratos preparados em casa.

Aparecida: Uma prisão no Reino Unido está testando uma nova forma de tratamento para criminosos sexuais com o uso de medicamentos para reprimir a libido. A prisão de Whatton em Nottinghamshire, região central da Inglaterra, abriga 840 detentos, todos eles condenados por crimes sexuais. Cerca de 70% dos presos são pedófilos. A prisão é o maior centro de reabilitação para criminosos sexuais da Europa. Apenas os detentos que concordam em receber tratamento são enviados para esta prisão. O tempo de espera para os presos receberem o tratamento em Whatton pode chegar a três anos. A maior parte dos programas de tratamento para criminosos sexuais tem como base sessões de terapia em grupo, mas os medicamentos antilibido já estão sendo usados em um projeto piloto. Lynn Saunders, a diretora da prisão, introduziu o projeto com estes medicamentos em agosto de 2009. "Há alguns resultados animadores", disse Saunders. "O importante é que é voluntário, não há um elemento de coerção e não dá às pessoas um 'passe automático para sair da prisão'", acrescentou.

Bytes: Por falar em prisão, os pais da menina Azaria Chamberlain foram inocentados 32 anos da suspeita de ter matado a bebê de 9 meses. O tribunal australiano deu como provado que a criança foi "atacada” e “levada" por um dingo, o cão selvagem australiano, depois que outros casos aconteceram. O Ibope foi alto.

Aparecida: Por falar em pesquisa de opinião, o índice de aprovação popular ao presidente dos EUA, Barack Obama, caiu ao seu menor nível desde janeiro, refletindo as preocupações econômicas, segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada ontem. Em um mês, a aprovação a Obama caiu de 50% para 47%, e o percentual de entrevistados que consideram que o país vai na direção errada subiu de 57% para 63%.

Bytes: Ontem, o pré-candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos Mitt Romney propôs um modelo de "mercado de consumo" para a assistência à saúde dos estadunidenses. O projeto é uma resposta ao sistema Medicaid, do presidente democrata Barack Obama, que espera decisão da Suprema Corte. A proposta do republicano é liberar o mercado, deixando de ser um "serviço essencial controlado pelo governo", fazendo com que a competição entre as operadoras reduza o preço das mensalidades e aumente a qualidade do serviço."Isso aconteceu em todas as áreas em que aplicamos os princípios do mercado de consumo. A livre iniciativa é a forma como os Estados Unidos funcionam. Precisamos aplicar isso ao sistema de saúde", declarou o republicano.

Aparecida: Por falar em saúde coletiva, a Câmara Municipal de Jerusalém aprovou uma lei que obriga proprietários de cachorros a registrar o DNA de seus animas para identificar e multar donos que não limparam as fezes de seus cães nas ruas da cidade. Com amostras de saliva dos animais, as autoridades criarão um banco de dados de DNA. Os donos de cães que se recusarem a fornecer a amostra serão multados. Esquemas semelhantes foram introduzidos em municípios menores nos Estados Unidos e na Espanha. Mas o veterinário-chefe da prefeitura de Jerusalém, Zohar Dvorkin, disse à BBC Brasil que esta é a primeira vez que um projeto dessa dimensão é implementado no mundo. Em Jerusalém, há cerca de 12,5 mil cães. A multa para os donos de cães que deixam fezes nas ruas é de 750 shekels (cerca de R$ 400). Até então, os fiscais da prefeitura só podem multar os proprietários dos animais quando o cachorro e seu dono são pegos em flagrante. "Muitas vezes os donos dos cães fogem ao ver os fiscais", disse Dvorkin. "Mas com o novo método eles não poderão mais fugir", acrescentou.

 

 

A SANTO ANTONIO DE LISBOA

Rio de Janeiro, 13 de junho de 2012

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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