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CRISE COM A ABRIL MARCA REENCONTRO LULA-DILMA
 
   Dilma é Lula, Lula é Dilma. Ou, dito de
   outra maneira, o primeiro mandato de
   Dilma significa terceiro de Lula. 

        Foto:
        Edição/247

          Dilma foi eleita como a continuidade do lulismo, mas um novo
          discurso começou a se alastrar na imprensa. Diante da “herança
          maldita” deixada por ele, ela fazia a “faxina”. A reação
          enérgica da presidente, ao cancelar sua ida a evento da Abril
          e obrigar o ministro da Fazenda a abandoná-lo de imediato,
          sinaliza que os laços entre Dilma e Lula se fortaleceram - se
          é que já estiveram abalados.

       15 de Setembro de 2012 às 20:15



    247 –
 
      Dilma é Lula, Lula é Dilma. Ou, dito de
      outra maneira, o primeiro mandato de Dilma significa o terceiro de
      Lula. Assim, com este discurso, Dilma Rousseff foi eleita
      presidente da República, com a missão de dar continuidade a um
      projeto político, que, nas eleições de 2010, era aprovado por 70%
      dos brasileiros e que continua tendo apoio majoritário da
      sociedade – hoje, a proporção é ainda maior.

    No entanto, pouco a pouco, um novo discurso começou a se
      alastrar. Com as denúncias contra ministros que fizeram parte do
      governo Lula e foram “herdados” por Dilma, nasceu a tese da
      “faxina” na Alvorada. Dilma limpava a sujeira que Lula havia
      deixado. E assim vários ministros foram sendo derrubados,
      incluindo alguns, como Alfredo Nascimento, cujas denúncias foram
      plantadas em Veja pelo bicheiro Carlos Cachoeira, para defender
      interesses da empreiteira Delta.

    Um terceiro episódio que fortaleceu a tese da “herança maldita”
      foi a substituição de José Sergio Gabrielli por Graça Foster na
      Petrobras, seguida da divulgação de vários investimentos
      malsucedidos na estatal.

    A tese se cristalizou de vez quando, há uma semana, o
      ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ainda hoje a voz mais
      articulada da oposição, publicou um artigo chamado “Herança
      pesada”, atacando duramente o ex-presidente Lula, tanto no aspecto
      econômico, como moral.

    Até então, Dilma não havia respondido. O discurso da “herança
      maldita” a favorecia em relação a Lula. Mas ali, naquele momento,
      pela primeira vez, ela saiu em defesa do antecessor e rebateu as
      críticas feitas por Fernando Henrique Cardoso, a quem acusou de
      “ressentido”. FHC, por sua vez, passou recibo da real intenção de
      seu artigo, ao dizer que o alvo era Lula – e não ela.

    Ao rebater o artigo do ex-presidente tucano, Dilma deu seu
      primeiro sinal explícito de lealdade ao antecessor e de que
      talvez, ao contrário do que se especula nos meios de comunicação,
      jamais tenha havido um rompimento entre Lula e Dilma.

    O outro movimento de solidariedade aconteceu na última
      sexta-feira, quando, sem aviso prévio, ela cancelou a sua
      participação no evento Maiores & Melhores, da revista Exame,
      que pertence à Editora Abril. Dilma não apenas encerraria o evento
      como almoçaria ao lado de Roberto Civita. Ela não foi e, mais do
      que isso, determinou que o ministro Guido Mantega, ali presente,
      deixasse imediatamente o local.

    Talvez não tenha sido um ato previamente calculado pela Abril.
      Mas uma foto de Civita e Dilma na mesma edição de Veja em que o
      presidente Lula é acusado numa “entrevista” em off por Marcos
      Valério de chefiar o mensalão produziria efeitos certamente
      negativos na relação entre os dois.

    Se não alcançou os efeitos desejados, a capa de Veja ao menos
      serviu para marcar o reencontro entre Lula e Dilma.
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Comentário de Marco Antônio Nogueira em 16 setembro 2012 às 21:58

TERGIVERSANDO

Já que citaram MARCOS VALÉRIO,

lembro-lhes de que o Advogado

dele ROGÉRIO LANZA TOLENTINO,

condenado no "mensalão",

é primo de AÉCIO NEVES. 

Ou não se lembram de que

a avó de Aécio foi Dª

Risoleta Tolentino Neves?

NOME COMPLETORogério Lanza Tolentino 

IDADE62 anos

ADVOGADO

Escândalos
Confira em que escândalos esse personagem se envolveu – e sua participação em cada um
  • Mensalão
    • Envolvimento

      O advogado também tentou destruir provas incriminadoras. Braço-direito de Marcos Valério e seu contato no Banco Rural, se utilizava de seus contratos com empresas privadas para operacionalizar o esquema de repasse de dinheiro não contabilizado a candidatos.

      O que aconteceu

      É acusado de peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, formação de quadrilha. Em outro processo é réu por falsidade ideológica. Em agosto de 2010, foi condenado pela Justiça Federal em Minas Gerais por lavagem de dinheiro, a sete anos e quatro meses de prisão e ao pagamento de multa equivalente 3.780 salários mínimos. O advogado recorre. A denúncia é consequência de investigações no estado a partir da denúncia principal do mensalão que corre no STF. No Supremo, a pena pode variar de 45 a 229 anos. 

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