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CPMI: Veja e Policarpo Júnior voltam a ser citados como pivôs de crise

             

          
cpmi-pagot-280812A revista Veja e o jornalista Policarpo Júnior voltaram a ser citados na CPMI que investiga o crime organizado liderado pelo contraventor Carlos Cachoeira. Em depoimento nesta terça-feira (28) o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), Luiz Antônio Pagot, acusou a revista Veja de ter provocado a demissão dele.
“Nada teria acontecido se não fosse reportagem da Veja”, disse Antônio Pagot.
O ex-diretor do Dnit foi demitido em julho do ano passado após divulgação de matéria da revista Veja que acusava integrantes do Partido da República (PR) de comandar, por meio do Ministério dos Transportes, esquema de superfaturamento de obras por parte de empreiteiras.
Interceptações telefônicas da Polícia Federal, além de revelar relação estreita entre o diretor da sucursal da revista em Brasília, Policarpo Júnior, com a rede liderada por Cachoeira, apontam que o bicheiro tramou a saída de Pagot do Dnit, por não ter atendido as reivindicações da Construtora Delta.
Para o relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), o diretor do Dnit foi “vítima” da organização criminosa que, segundo ele, tramou a sua queda. “Ele contrariou os interesses da empresa Delta, especialmente em obras que estavam ligadas ao Dnit. Essa contrariedade gerou matérias jornalísticas, que de alguma forma, contribuíram para a sua queda”, avaliou.
Convocação - De acordo com o relator, o depoimento mostra as relações entre o repórter e a organização criminosa. “O que está sob a nossa análise é se essa relação é uma relação de fonte ou de vínculos econômicos com a organização criminosa. Precisamos investigar”, defendeu o petista.
O deputado Emiliano José (PT-BA) também voltou a defender a convocação do jornalista Policarpo Júnior. De acordo com Emiliano, o depoimento de ex-diretor do Dnit demonstra que “há envolvimento de Policarpo e da Veja nas armações que resultaram na saída de Pagot”.
Reforma Política – Odair Cunha e Emiliano José acreditam que o depoimento de Pagot evidencia intermediação em doações legais a campanha eleitorais e, segundo eles, isso não caracteriza crime, mas reforça a necessidade de se discutir um sistema de financiamento público de campanha e a reforma do sistema político do País.
“É necessário concluir a reforma política. Precisamos fazer o financiamento público de campanha ou continuaremos assistindo o que vem ocorrendo no país nos últimos anos", afirmou Emiliano José.
Agenda - A CPMI reúne-se nesta quarta-feira (29) para ouvir o engenheiro e ex-diretor da estatal paulista Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A ), Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto. O engenheiro é considerado homem de confiança do tucano José Serra.   As reunião ocorre na  sala 2 da Ala senador Nilo Coelho, às 10h15.
Benildes Rodrigues
texto publicado originalmente no site Pt na Câmara

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Comentário de José Roque da Silva Neto em 29 agosto 2012 às 1:36

Tem que levar encangado o policarpo+o paulo preto, só dessa forma é que teríamos novidades na tal cpi. Além do mais com uma condicionante: se não abrir o bico é presídio de máxima segurança e incomunicável.

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