Posted on agosto 23, 2012 by Caio Hostilio
É nítido o quanto o povo brasileiro está completamente despreparado para votar!!! Ele mensura – independe da classe social, grau de instrução, cor, raça, credo e escambau – a evolução de um candidato, principalmente os que almejam os cargos majoritários, pelo volume de campanha… A quantidade de carros de som fazendo barulho o dia inteiro com jingles mentirosos e cheios de parodias, caminhas com o maior número de pessoas pagas para fazer volume com suas bandeirolas, sem que ninguém diga a que veio, bandeiraços, bonecões e demais alegorias…
Os eleitores brasileiros odeiam o horário de TV e rádio, quando esse seria de fato o momento em que os eleitores podiam de fato analisar qual candidato tem propostas que possam se colocadas em práticas e que serão em prol da coletividade.
Ora bolas!!! Como se pode mensurar um gestor público pela subjetividade? Apenas por seu volume de campanha? O que isso se traduz em saber gerir a coisa pública? Quando foi que em caminhadas, carreatas e demais “…atas” se debateu programas e propostas de gestão?
É claro que o eleitor brasileiro tem por obrigação mudar essa visão medíocre!!! Pois é através do Palanque Eletrônico que ele poderá analisar com maior cuidado aquele que realmente tem um programa de gestão eficiente e que trará o bem-estar para a coletividade.
O eleitor brasileiro precisa buscar essas informações através desse horário e, assim, poder debater as propostas dos candidatos e quiçá mostrar que estão atentos e que não será apenas uma produção bonita que chamará a atenção.
Na verdade, o objetivo do palanque eletrônico é o de levar ao eleitor o que cada candidato tem a oferecer e se essas ofertas coadunam com os ditames das leis que regulamentam os serviços públicos. Pena que os eleitores brasileiros ainda não chegaram a esse nível.
Será que o eleitor brasileiro está preparado para mensurar os problemas frente aos objetivos de aumentar a governança, que constitui um dos desafios centrais do Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, particularmente no que diz respeito à forma de administração do chamado “núcleo estratégico”, responsável pela definição das leis e políticas públicas?
Claro que não estão!!! Pois não é de seu interesse… O que importa é o volume de campanha. Qual seria a resposta desses candidatos sobre a caracterização pelo exercício do poder de legislar e tributar, fiscalizando, regulamentando e transferindo recursos?
Sei não!!! Só sei que a neutralidade burocrática, na realidade, é apenas um dos elementos de uma construção típico-ideal, cada vez mais distante de qualquer correspondência com o mundo real.
O Brasil está longe de ter candidatos e eleitores com visão democrática!!!
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