Jornalista, com andanças por algumas regiões brasileiras. Trabalhou para Folha de S. Paulo, Jornal do Brasil e O Globo em Porto Velho (RO), Cuiabá (MT) e São Luís (MA). Acompanhou a chegada de migrantes no extinto Território Federal de Rondônia e a sua transformação em Estado. Em Manaus foi um dos editores do Porantim, jornal da causa indígena. Chefiou a sucursal da Folha de Londrina em Foz do Iguaçu (PR), cobrindo o surgimento do Mercosul e, entre outras atrações internacionais, o último eclipse do sol no século passado, em três de novembro de 1994. Atuou ainda como repórter de geral e editor de internacional no O Diário do Norte do Paraná, em Maringá. Atualmente é repórter do "Correio do Estado" em Campo Grande (MS) e editor do site Amazônias, neste endereço: http://www.gentedeopiniao.com.br/hotsite/index.php?hot=7
Este é o 34º artigo da série que relata alguns fatos ocorridos em Rondônia no período de transição entre o Território Federal e o Estado (Foto Biblioteca do IBGE).
Este é o 33º artigo da série que relata alguns fatos ocorridos em Rondônia no período de transição entre o Território Federal e o Estado (Foto FLICKR).… Continuar
Ao menos metade da minha vida profissional está no inesquecível "Notícias Populares". Um jornal que valia por todas as escolas de jornalismo que foram criadas. Um repórter do NP encarava qualquer pauta e trazia as histórias que o povo queria ler e entender. Creio que muitos dos grandes nomes da imprensa paulistana estiveram sob o comando do poeta e jornalista Ebrahim Ramadan, o editor-chefe antes de serem seduzidos pelos salários e o "glamour" dos jornais mais aristocráticos. Lembra-se do Ebrahim? Ele punha a imagem de um palhaço na sua porta. E o Proença, o sempre paciente, cavalheiresco, mas impiedoso secretário de Redação que mandava refazer páginas e matérias até estivessem próximas da perfeição (pois a perfeição não existe). E na hora de se escolher a manchete do jornal? Cada editoria mandava uma série de sugestões sobre seus próprios assuntos. E a redação escolhia, por votação, o título que valia como manchete. A votação começava pelos contínuos, por serem, de todos nós, os mais próximos do povo. Lembro-me do início da noite,da hora de escolher as manchete, em que um contínuo de 16 anos, o Bozó, disse não ter entendido o título que dizia terem os deputados se desentendido e acabado com o decoro parlamentar na Assembléia Legislativa. O Proença explicou ao Bozó que o título significava que os deputados haviam brigado e se agredido na Assembléia. O magnífico Bozó, com sua negritude reluzindo sob as centenas de lâmpadas fluorescentes da redação, retrucou: "Quer dizer que QUEBROU O PAU NA CASA DA NOCA?" O editor-chefe Ebrahim Ramadan deu um salto: "É essa a manchete!" Ebrahim era e sempre continuará sendo um gênio do jornalismo. Era esse o NP que as madames quatrocentonas mandavam as empregadas comprar, e o trouxessem escondido dentro de "O Estado de S. Paulo."
Obrigado por sempre lembrar deste seu humilde amigo. Retribuo seus votos de feliz 2011, com saúde, trabalho e paz para todos nós. Se Deis nos conceder tudo isso, teremos a consequente prosperidade. Quanto ao jornalismo,V. faz muita falta a Rondônia. Presença física, sobretudo para ensinar para a garotada que todos os anos sai das faculdades que se há uma coisa que a Internet ensina é a de que somente enfrentando a prova de fogo das ruas é que alguém se transforma em repórter. E que nenhuma escola é melhor do que uma redação tradicional (daquelas que têm reunião de pauta - que alguns xiitas do PT chamam de "conspiração" - e chefes que mandam investigar um assunto) e que só através do papel é possível contar uma boa história e mostrar a emoção perpétua de uma foto impressa - de preferência em preto e branco. À insuperável velocidade e agilidade da Internet, através dos sites e blogs, corresponde da profundidade, a perenidade e a força como documento histórico da mídia impressa. De resto, meu prezado Montezuma, embora eu também tenha me transformado num webjornalista (visite e adicione www.noticiaRo.com aos seus favoritos e faça pesquisa de matérias antigas usando palavras-chaves como Porto Velho, Hidrelétricas, Biodiversidade, Imprensa, Quilombolas, Rio Madeira, Rio Guarporé) não aposentei minha velha Remington portátil e minha Yashica 35 mm semi-automática. E sempe que viajo coloco um bom punhado de laudas na bagagem. Você, na sua peregrinação por cidades perdidas - sei que existem - nestes confins sem energia elétrica, sinal de telefone, sabe que nunca se pode adivinhar o que pode acontecer ou aparecer na selva. Tenho uma HP digital de 12 mp, que não encara certas situações que só a Yashica, no modo manual resolve. Ainda mais quando o supermercado mais próximo para renovar o estoque de pilhas ou baterias fica a mil quilômetros de distância. De barco. Abs Nelson Townes
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Olá, Monte. Como vai? Graças a seus artigos, em 20 de abril meu pai virá me visitar, acompanhado da minha irmã caçula.
Obrigada por vc existir.
Ana Paula
Caríssimo Montezuma,
Obrigado por sempre lembrar deste seu humilde amigo. Retribuo seus votos de feliz 2011, com saúde, trabalho e paz para todos nós. Se Deis nos conceder tudo isso, teremos a consequente prosperidade. Quanto ao jornalismo,V. faz muita falta a Rondônia. Presença física, sobretudo para ensinar para a garotada que todos os anos sai das faculdades que se há uma coisa que a Internet ensina é a de que somente enfrentando a prova de fogo das ruas é que alguém se transforma em repórter. E que nenhuma escola é melhor do que uma redação tradicional (daquelas que têm reunião de pauta - que alguns xiitas do PT chamam de "conspiração" - e chefes que mandam investigar um assunto) e que só através do papel é possível contar uma boa história e mostrar a emoção perpétua de uma foto impressa - de preferência em preto e branco. À insuperável velocidade e agilidade da Internet, através dos sites e blogs, corresponde da profundidade, a perenidade e a força como documento histórico da mídia impressa. De resto, meu prezado Montezuma, embora eu também tenha me transformado num webjornalista (visite e adicione www.noticiaRo.com aos seus favoritos e faça pesquisa de matérias antigas usando palavras-chaves como Porto Velho, Hidrelétricas, Biodiversidade, Imprensa, Quilombolas, Rio Madeira, Rio Guarporé) não aposentei minha velha Remington portátil e minha Yashica 35 mm semi-automática. E sempe que viajo coloco um bom punhado de laudas na bagagem. Você, na sua peregrinação por cidades perdidas - sei que existem - nestes confins sem energia elétrica, sinal de telefone, sabe que nunca se pode adivinhar o que pode acontecer ou aparecer na selva. Tenho uma HP digital de 12 mp, que não encara certas situações que só a Yashica, no modo manual resolve. Ainda mais quando o supermercado mais próximo para renovar o estoque de pilhas ou baterias fica a mil quilômetros de distância. De barco. Abs Nelson Townes
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