
Conheci Clemência (Quelemença, segundo a própria) em Belo Horizonte. Era arrumadeira. Diarista de quase todos os apartamentos do sétimo andar. Veio de Almenara, no Vale do Jequitinhonha, para tentar a vida na capital, primeiro, quando era jovem, como prostituta, e, depois, quando não mais servia para vender sexo, como empregada doméstica.
Os meninos do apartamento da frente sempre caçoavam dela por causa da falta de dentes. "Nojenta da boca suja"…
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Postado em 10 dezembro 2008 às 1:36
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