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João Vicente Nascimento Lins Comentário de João Vicente Nascimento Lins 1 hora atrás
Com toda a falta de informação da nossa mídia que só dá destaque à direita chilena, gostaria de saber se alguém sabe como a esquerda está no Chile agora, nesse começo de governo Piñera e após o terremoto?
Antonio Barbosa  Filho Comentário de Antonio Barbosa Filho 8 horas atrás
Amigos(as), todas as colocações são bem-vindas. Apenas recordo que este espaço prioriza os temas latino-americanos. Seria melhor deixar os assuntos internos para outros tantos espaços existentes na Comunidade Luís Nassif.
Não se trata, absolutamente, de "censurar" temas, mas sim de organizar melhor os debates e participações no Grupo. Já fui criticado por "abrir demais o leque" das discussões, e o fato é que na Comunidade não faltam lugares para outros assunto. Peço a compreensão de todos. Obrigado!
Marçal, T. Comentário de Marçal, T. 13 horas atrás
Estou sugerindo que as praças de pedágios no estado de São Paulo recebam nome. Por exemplo, aquela da Imigrantes (que está custando quase R$ 18,00) poderia ser chamada de "Praça de Pedágio José Serra". Podemos ainda homenagear o Príncipe dos Sociólogos, e tantos outros de fina plumagem tucana. Até presídios recebem nome; e olha que muitos municípios receberam esse presente do "nosso" governador. Longa vida aos tucanos, longa vida aos demos! A propósito a popularidade do presidente Lula faz a oposição e a mídia perder o sono. Durma com um barulho desses!
Mareu dos Santos Soares Comentário de Mareu dos Santos Soares 15 horas atrás
Alô pessoal,
Estou chegando aqui, devagarinho, por convite do Antonio Barbosa Filho (ao abrir o grupo verifiquei que é o grande líder desse tema de debates); saudações, Comandante, ou nosso "Tavares". Bem no alto vi minha irmã, que tem vocês todos como a maior paixão de sua vida; se o Portal do Nassif acabar ela fica "Pinel"! Ainda sou muito devagar na frente de um PC; gostava mais do tempo em que os velhos ficavam sentados na calçada enquanto a gente batia uma bola e a Marise e as outras meninas ficavam jogando sapata. Nós nos comunicávamos olho no olho. Bem, para iniciar um debate pergunto principalmente aos cariocas e paulistas o que eles acham do Ibsen Pinheiro. Vejam só, ele quase chegou à Presidência da República, que sempre foi o ideal dele. Entretanto foi com muita sede ao pote e achou que os anões o carregariam para o trono. Como gosta de confusão, além de ter idéia fixa por vingança do que acha que foi sujeira contra ele, inventou esta. E agora? Além das frases de impacto, que ele adora e vive preparando, como é que fica a situação? O petróleo "é de todos os brasileiros"? Quero opiniões, depois mandarei a minha. Abraços aos novos amigos.
Stella Maris Comentário de Stella Maris 16 horas atrás
Teologia Feminista Latino Americana.
Os desafios do atual momento da teologia feminista e de gênero na america latina consiste numa luta para realizar significativas conquistas, lutamos para ter direitos sobre nossos corpos, boicotar músicas que desvalorizam as mulheres, barrar a onda do neo conservadorismo das (I) igrejas.
Nem sempre nossas teologias são escritas, mas elas se expressam na vida cotidiana e nos múltiplos encontro de mulheres.
Nossos objetivos é trabalhar nos resgates das imagens de um deus masculino, fazendo um trabalho de des- construção da teologia patriarcal e da manipulação religiosa do corpo feminino. Essa manipulação não só se faz a partir de representações das hierarquias religiosas, mas também atravéz das políticas.
Geralmente as teólogas feministas, aliam seus trabalhos acadêmicos à militância nos movimentos sociais, nesse sentido a teologia feminista se expressa de forma plural e é, este pluralismo que faz a sua riqueza.
Nosso público, não se restringe aos frequentadores assíduos das (I) igrejas, nem aos seminaristas e religiosos, mas abre-se para os que se debatem com as grandes questões da sociedade atual, como: reprodução, aborto, sexualidade, violência, feminicídio, dogma, imagens de Deus masculinas, e sobretudo de um conceito de salvação estreito que inclui apenas a pessoa de Jesus.
Portanto, a teologia feminista, a teologia negra, a teologia india, São hoje na America Latina, teologias irmãs, com objetivos de romper com as barreiras impostas pelo discurso teológico europeu patriarcal.
João Vicente Nascimento Lins Comentário de João Vicente Nascimento Lins 1 dia atrás
O que eu acho mais estranho é pq o pessoal do instituto milenio não chamou o pessoal da radio globo para explicar uma verdadeira história de censura, e chamou o cara da RCTV, ops esqueci, relativizar a história é coisa de golpistas.
Miriam Lazarotti Comentário de Miriam Lazarotti 1 dia atrás
Revista Caros Amigos, 17.03.2010

HONDURAS
Jornalista fala sobre a cobertura da Rádio Globo de Honduras durante o golpe militar



17/03/2010
Rony Martínez e o jornalismo em tempos de cólera

Por Elaine Tavares

A experiência popular e revolucionária da Rádio Globo Honduras durante o golpe de estado vivido por aquele país foi relatada nesta terça, 16, pelo jornalista hondurenho Rony Martínez, que veio à Florianópolis a convite do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina. Rony relatou todas as peripécias vividas pelo pequeno grupo de jornalistas da Rádio Globo Honduras desde as primeiras horas da manhã do dia em que os militares seqüestraram Manuel Zelaya e usurparam o poder. “Naquele dia estávamos preparados para cobrir a festa cívica que seria o plebiscito sobre a Constituinte, mas o que encontramos foi o exército nas ruas, inclusive em frente à rádio. Nós monitoramos as demais emissoras e todas elas tratavam o domingo como um dia qualquer. Decidimos naquele momento que não faríamos isso. Passamos a transmitir contando ao povo que havia acontecido um golpe de estado”.

Segundo Rony boa parte da imprensa foi procurada pelos militares e eles chegaram a oferecer dinheiro ao diretor da rádio Globo Honduras. Mas, falou mais alto a dignidade, o patriotismo e o compromisso com a população. David Romero, veterano jornalista e comandante da equipe de jornalistas da rádio, decidiu que em primeiro lugar havia de estar o dever de bem informar o povo. Por isso, a rádio Globo Honduras jamais se rendeu e desde as primeiras horas do golpe abriu seus microfones para dizer a verdade as gentes. Não bastasse isso, os programas da rádio passaram a privilegiar a voz das pessoas comuns, que nas vilas, nas cidades, nos bairros passavam, ao vivo, as informações sobre como andava a resistência.

“Não foi à toa que nossa rádio foi invadida violentamente duas vezes pelo exército. E nas duas vezes nós fugimos, descendo por uma corda os três andares do prédio. É que já tínhamos preparado essa rota de fuga e quando eles quebraram o portão, nós escapamos pela janela. A partir daí, passamos a transmitir clandestinamente pela internet”. Mas, a internet não era suficiente e a rádio voltou a transmitir pelo dial, sempre cedendo espaço para o movimento de resistência.

Segundo Rony, todos concordavam que o que havia acontecido não era uma troca constitucional de um presidente por outro, como dizia a imprensa cortesã. Não! Aquilo era um golpe e o presidente Zelaya era o presidente legítimo. Além disso, decidiram fazer valer a Constituição cujo artigo terceiro dizia: é permitido ao povo hondurenho se rebelar contra qualquer governo usurpador. E foi o que fez toda a gente, inclusive os profissionais da rádio.

Nos dias em que a rádio esteve fechada os jornalistas não ficaram calados. Uma equipe pequena, mas aguerrida, foi para frente do palácio presidencial exigir o direito de contar os fatos ao povo. Rony mostrou as fotos destes dias. Carregando cartazes feitos à mão, rabiscados com canetas coloridas, os jornalistas se postaram em frente ao prédio do governo, dizendo sua palavra. Foi um ato quase heróico naqueles dias em que a repressão baixava violentamente sobre o povo. “A gente sabia que éramos a única rádio de alcance nacional a falar sobre a resistência. Era nosso dever fazer com que aquilo continuasse. Por isso ninguém se furtou a seguir transmitindo na clandestinidade”.

Rony revela que não foi fácil viver estes meses todos na contramão da história, cercados pelo exército, premidos pela oligarquia, ameaçados, perseguidos, mas entende que desde aquele domingo do golpe os jornalistas cumpriram com seu dever patriótico. “Antes do golpe nós estávamos em terceiro lugar na audiência. Agora, a rádio é um fenômeno nacional. E tudo isso por uma coisa muito singela. Nós dizemos a verdade ao povo. E as pessoas sabem disso, e acreditam e usam a rádio como espaço para dizer a sua palavra”.

O jornalista Ronnie Huette, também de Honduras, que atuou nos dias do golpe como jornalista independente, igualmente está em Florianópolis e participou da conferência. Ele mostrou o trabalho fotográfico que realizou em Honduras e contou um pouco sobre as organizações populares que estão em luta hoje no país. Segundo ele, desde o dia do golpe as gentes hondurenhas estiveram nas ruas, marchando, se manifestando, enfrentando a polícia, coisa que não saiu nos jornais daqui nem de lá. “Por várias vezes quando a gente se sentia ameaçado enquanto fazia nosso trabalho, ligávamos por celular para a Rádio Globo Honduras e lá saia a nossa denúncia, ao vivo. Só assim nos sentíamos protegidos”.

Os dois jornalistas hondurenhos entendem que a luta em Honduras ainda segue viva. Agora, para além dos tradicionais partidos Conservador e Liberal, já se articula uma Frente Nacional de Resistência que deve entrar também no plano político eleitoral. As gentes em luta não reconhecem o governo de Pepe Lobo, consideram este um governo ilegítimo e vão seguir batalhando pela verdadeira democracia participativa. “Não queremos mais ser representados por fazendeiros, políticos a soldo, oligarquia. Não. Queremos nós mesmos decidir sobre o nosso destino”.

Sobre os perigos que enfrenta todos os dias ao dividir com David Romero a coordenação de um programa líder em audiência durante a manhã, Rony não doura a pílula. El conta que os jornalistas da Rádio Globo Honduras estão sempre sob vigilância, que sofrem ameaças constantes e que se obrigam a estar sempre em lugares públicos para evitar alguma violência. “E se a gente viaja para algum lugar ou vai para espaços menos seguros, temos de avisar ao pessoal dos direitos humanos. Nada nos garante seguir vivos, mas é uma forma de a gente se proteger”. Hoje o exército não está mais nas ruas de modo ostensivo, mas a violência segue, os assassinatos também.

Para quem veio até o CSE e viu o jovem jornalista de 25 anos defender com tanta convicção a vocação revolucionária do jornalismo, não deixou de ficar com uma pontinha de inveja. Num país onde a maioria dos escribas está soldo do capital, perdida da consciência de classe, parece cada vez mais difícil a prática daquilo que Rony definiu com bastante sensibilidade e que é o que a Rádio Globo Honduras faz: dizer a verdade ao povo.

Elaine Tavares é jornalista

Existe vida no Jornalismo
Blog da Elaine: www.eteia.blogspot.com
América Latina Livre - www.iela.ufsc.br
Desacato - www.desacato.info
Pobres & Nojentas - www.pobresenojentas.blogspot.com
Agencia Contestado de Noticias Populares - www.agecon.org.br

http://carosamigos.terra.com.br/
Miriam Lazarotti Comentário de Miriam Lazarotti 1 dia atrás
Stella, pelo que sei, a wikipedia é enciclopédia livre, escrita por colaboradores e você pode enviar essas considerações, ajudando a melhorar essa biografia apenas esboçada, como eles dizem no final dos artigos.
Mas, sobre a literatura de José Mauro de Vasconcelos ela não é uma unanimidade entre os críticos literários no Brasil, apesar de ter tido muito sucesso particularmente com os livros que você citou. bjs
Stella Maris Comentário de Stella Maris 1 dia atrás
Hoje fui surpeendida , pela wikipédia.
vou resumir ao máximo.
Gosto imensamente da leitura de José Mauro de Vasconcelos.
Sabendo que no Brasil, é mais conhecido pelo seu livro" meu pé de laranja lima".
Sabendo que o memo morava em Montevideu quando morreu em 1984, pois na época eu residia em Colon ( Arg.) fronteira com
Uruguai( Paisandú) sua morte foi bastante divulgada, devido ao carinho que tantos os Argentinos e Uruguaios tinham por ele,
Seus livros ( todos) eram bastantes editados, lidos e divulgados nos dois países( eu tenho todos em espanhol)
Sendo portanto uma leitora assídua, e informada de sua vida.
Me deparo com a total falta de informações e distorções de sua bibliografia.Não é mencionado nem que ele morava em montevideu, e diz-se que o mesmo morreu em São Paulo( já fazia anos que o mesmo não vinha ao Brasil) e seus livros não são todos mencionados.
Passei o dia me perguntando? por que? tanta falta de memória? A um de nossos maiores escritores reconhecido internacionalmente?
Falar de Vasconcelos nestes países é falar ao mesmo tempo dos títulos de todos seus livros.Aqui o único que se conheçe é, "Meu pé de laranja lima," e aqui acolá alguém diz que leu " Rosinha minha canoa"
Tudo bem! ... Mas.. daí a Wikipédia , não está correta com suas informações,... são outros quinhentos.
Stella Maris Comentário de Stella Maris em 16 março 2010 às 20:36
Concordo contigo Maurício, o poeta argentino, Enrique Discepolo, disse certa vez: O tango é um pensamento triste que é dançado! dança-se o passado, lamentando o acontecimento. O tango possui uma dimensão que outras danças não possuem.O tango floresce em tempos de desenraizamento, oferecendo espaço para diversas memórias e subliama a dor da perda atrávez do movimento. Salve o tango!
 

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