Discutir uma política de atração de cientistas brasileiros e estrangeiros para o Brasil
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Comentário de Maria Imaculada Campos em 2 abril 2012 às 14:46 Estou desiludida ,porque as Universidades brasileiras,devem estar produzindo,mas não divulgam.
Ficam anos fechados nos laboratórios e de lá não saem ,tampouco o que pesquisam.
vamos iniciar um protesto solicitando a convocação de "Cérebros internacionais" com tempo determinado para pesquisa ,apresentação e documentação aqui no Brasil.
Estou com vocês e não abro.
Como fazer isto chegar às Universidades?
Comentário de Rogério Maestri em 22 outubro 2011 às 16:07 Por que proponho isto? Simplesmente porque já há um movimento natural nesta direção, não é necessário grandes investimentos para tornar este movimento efetivo.
Por outro lado a atração de grandes pesquisadores deve ser feita pela iniciativa privada, pois o sistema de ensino não tem capacidade de cobrar produção dos mesmos.
Comentário de Rogério Maestri em 22 outubro 2011 às 15:17 Nassif
Não vejo nenhuma vantagem de atrair "cérebros" viciados que são os pesquisadores e professores mais consagrados. Se são consagrados a maioria virá para gozar férias ou para continuar pesquisas mais de interesse deles do que nosso.
A grande coisa que poderíamos fazer, bem mais barata e bem mais eficiente é atrair jovens recém formados das universidades europeias e norte-americanas, atualmente não há espaço para eles independente da qualidade dos mesmos. Isto poderia ser feito com uma política de intercâmbio simples e barata, permitindo que eles ficassem aqui.
Comentário de Maria Imaculada Campos em 3 fevereiro 2011 às 10:07 luis Nassif,sou apaixonada pelo tema "Atração de Cérebros",porque amo pesquisa.
Também fui muito injustiçada na Universidade.Só fiz parte de um grupo de pesquisa.
Agora irei montar meus próprios projetos Educacionais e verei como desenlvolver.
Li o que escreveu sobre pesquisadores na Unicamp .Você disse certo.Eu vivi lá durante meu Mestrado .
Os estrangeiros sabemos das histórias,mas os brasileiros não têm praticamente nenhuma oportunidade lá.
Tudo é muito controlado e fechado.
É preciso abrir oportunidades para quem gosta e sair um pouco das universidades também,senão é hegemonia.
Estou planejando expandir e trabalhar aqui no interior em escolas Públicas.
Por enquanto ,esta escola que estarei trabalhando num Curso de Formação de Professores e a partir daí espero poder iniciar a discussão com quem se interessar e conseguir um patrocínio num momento em que as grandes empresas nacionais e internacionais estão na região Construindo Siderúrgicas.
Tomara que tenha sorte!
Luis nassif,agradeço-lhe de coração por possibilitar a entrada em sites tão bons para todos nós.
Grata
profª Imaculada Campos
Prezados,
dois links que me parecem pertinentes a esta discussao:
http://www.cimonline.de/en/worldwide/291.asp
espero que possam de alguma forma ser úteis!
Comentário de Rodrigo De Filippo em 11 janeiro 2011 às 21:11 Concordo plenamente que o nosso modelo acadêmico esteja superado. Basta olhar a produção industrial de títulos de Mestrado e de Doutorado em várias áreas. Na Biologia - minha área - é um repetir incessante de trabalhos com variantes mínimas para justificar o canudo. Pouca coisa se faz de novidade, de avanço teórico. E muitas das supostas novidades são réplicas de trabalhos já concluídos no exterior.
Há áreas em que a ciência anda devagar, produz saltos somente no longo prazo, mas foi a ousadia em desenvolver tecnologia para o consumo que fez dos países asiáticos a potência que são. E isso não ocorreu simplesmente com o apoio do governo, mas houve enorme interesse das indústrias. Alías, grande parte da pesquisa de ponta nos EUA é financiada pelo setor privado. É um investimento de risco, eles sabem disso e estão dispostos a corrê-lo. Se o governo reduzisse o imposto de quem estivesse disposto a ser audacioso, talvez fôssemos adiante. Porém não é possível que a empresa contrate somente um gerentão de contratos e deixe a universidade livre e solta. É preciso que as empresas desenvolvam um setor de tecnologia, que empregue o sem número de doutores desempregados para fazerem a ponte com as universidades, ou mesmo para se livrar delas e desenvolver seus próprios projetos. No modelo atual, o acadêmico ganha o salário de professor, ganha verba como consultor, ganha equipamentos para o seu laboratório e ganha bolsa dos órgão financiadores para seus "escravos acadêmicos". Esses coitados vão ralar, fazer uma bela tese de doutorado e serão dispensados no final, porque a roda gira e um novo projeto é aprovado para o mesmo professor já estabelecido que vai produzir mais um doutor desempregado. É o coronelismo acadêmico. É ótimo para a universidade, porque produz ciência, é ótimo para o seu pesquisador que produz trabalhos científicos e ganha mais recursos, é ótimo para a indústria, que desenvolve alguma coisa de forma bem barata, e é terrível para quem está na ponta da linha, o que termina desempregado com um canudo quase inútil na mão. Ouvi relato de uma pós-doutora em imunologia que retornou de uma importantíssima universidade americana e que está com depressão, em casa, porque não consegue se posicionar no mercado brasileiro... As críticas aos concursos arranjados para a formação das igrejinhas nas universidades eu deixo para depois.
Comentário de Alexandre Magno Leão dos Santos em 8 janeiro 2011 às 0:29 A questão é existe atratividade para a pesquisa científica e tecnológica no Brasil?
Pelo relatado até agora não! As pessoas desconfiam e com razão. Ainda está muito entranhado na cultura brasileira o "QI". Como fazer para reverter isso?
Em qualquer lugar do mundo, a ciência e a tecnologia só serão desenvolvidas se tiverem atratividade. Ninguém começa a pesquisar, a fazer ciência, só porque um "belo dia" acordou e resolveu fazer ciência.
A atratividade pode ser pelo desafio de conhecer, de romper a barreira do conhecimento, a conquista do "fato novo", ou simplesmente porque existe um ambiente "cuidadosamente" preparado para que talentos sejam aflorados.
Minha opinião é que o Brasil precisa urgentemente de um "stress" científico e tecnológico. Acabar com a síndrome de macunaima...
Um repensar. O modelo de Universidade no Brasil está viciado, superado, é pequeno para nossas grandes necessidade. O Brasil "calça" 45, mas o sapato da Universidade é 39. Não cabe, sobram os dedos...
Comentário de Maria Imaculada Campos em 7 janeiro 2011 às 21:32 Concordo com o grupo,porém discordo,que os cientistas sejam mais estrangeiros.
Para mim,qualquer pessoa que tem um olhar crítico rumo à nossa Sociedade poderá ser membro de um grupo como este e poderá integrar ao mesmo..
Quantos sábios temos em nossas realidades com idéias brilhantes.?
Se optarem apenas para grandes Cérebros ,muitos com grandes Idéias(mas sem o devido preparo),ficarão de fora e muitas vezes vêm acrescentar com idéias no senso comum,mas aí estarão os estudiosos para darem nome ao que defendem.
Gostaria de ver algum trabalho já em andamento neste sentido.
Sinto tb não termos eapaço para propormos idéias que queremos ou pensamos desenvolver.
Eu queria dizer lá em cima,na página onde posso escrever,mas só posso falar um ei.
Nassif,desculpas,mas queria expor um projeto que estou esboçando e não pude.
Assim não dá!
Att.
Imaculada Campos
Comentário de Maria Imaculada Campos em 3 janeiro 2011 às 16:33 PERFEITO!
Precisamos ter acesso á Política da presidente também.
Será que continuarão os "Q.I"?
Falo das Empresas Públicas,porque das Estatais sei como funcionam.
Obrigado!
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