Portal Luis Nassif

Zé Via de Regra

O Boca do Lixo e o Boca de Luxo - Que surjam mil Tonhos!



Bem apropriado ao deleite com o brega e a celebração do Dia Internacional das Mulheres, Tonho chegou pra matar.



O brega autêntico engendrado em desespero de causa tenta elaborar linguagem popular na marra, asseverando o valor do gosto muito alem das areias de Copacabana que, a partir de certo momento, passa a embaçar as vistas de cinemanovistas notórios e bem explica as alterações de rota de Jabor, Diegues, Domingos de Oliveira, Barreto... Estava escrito no lado escuro das estrelas.



No quadrilátero baixo meretrício do centro Paulistano que parte da Rua Aurora e chega à Rua do Triunfo (ironias poéticas), que abriga(va) putas, poetas e cineastas, iniciava-se a cafonização da estética cinematográfica anticlassemedevalista e antiembrafilmes a canonização do profano e a denúncia da promiscuidade entre poder cultural e fazer cultural, anônimo, corroído, sabotado, de mal gosto e malfeito.



Teóricos capazes de analisar toda a produção cinematográfica brasileira e internacional, de Humberto Mauro a Einseinstein, de John Ford a Imomura, os malucos movidos a cachaça, câmeras emprestadas e celulóides vencidos souberam elaborar a óbvia correlação entre o gosto popular, a teoria estética e a técnica de filmar.



Queriam filmar para as “massas”, supremo romantismo, massas reais, destituídos do bom-tom de apês sofisticados, mas a gentalha que cultivou o gosto no bangue-bangue, em Mazzaroppi, na TV e nas fotonovelas. Linguagem para office-boys, empregadas domésticas e a lumpensinato que a cidade produzia (produz) em quantidades crescentes; escória, desocupados, machistas, tarados, insanos. Este era o público a quem comoventemente buscava o cinema boca de lixo, na delirante proposta de elaborar um cinema conectado ao povo praquem valia a pena fazer cinema.



Dançaram, evidentemente, esmagados por corporações, pelo poder econômico e pelas políticas de Estado que tomam poetas populares por marginais.



Mas neste momento, e na esteira da discussão/reflexão Roberto Piva e os malditos que botam a Arte em marcha, com toda a porralouquice e as cagadas, é fundamental revisitar estes seres cujo Norte sempre foi: Revolucionar, mesmo que pra sobreviver.



Breguíssimo, sim, ladies & gentlemen, mas aguçadíssima nova forma de olhar.





O cinema marginal, ou estética boca do lixo, nasceu do cinema novo, não como contraponto, como entendem alguns críticos, mas radicalização até as últimas conseqüências das propostas cinemanovistas oriundas principalmente a partir de grupos e produtoras sediadas em Rio e Bahia, pela decadência da indústria cinematográfica paulista, que ganharam reconhecimento internacional graças às obras de Glauber, Joaquim Pedro, Nelson Pereira e Cacá Diegues, propondo estética que aproximasse a linguagem às condições reais de um Brasil economicamente subdesenvolvido, e sob perspectiva nitidamente de esquerda.

“Cinema é História transformada em Linguagem”, diria Cacá Diegues numa entrevista memorável, ratificando o célebre slogan: “Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”. Um cinema que pretendia libertar-se dos altos custos de produção e equipamentos inacessíveis a projetos pouco rentáveis comercialmente. Espécie de guerrilha contra a indústria cinematográfica tradicional, que pelos próprios comprometimentos financeiros era mais passível ao controle e domesticação.

As referências: o neorrealismo italiano de Rosselini, Da Sicca e Visconti; a nouvelle vague de Truffaut, Godard e Rohmer; o barroco e o teatral de Goya, Artaud, Nelson Rodrigues; a celebração do rural e do popular em convergência com a emergência da revolução chinesa e da experimentação antropofágica inspirada no modernismo de 1922 e na geração posterior de 1930; e a predominância de tomadas externas, inclusive como artifício para economia em equipamentos de iluminação e cenografia.

De São Paulo, da zona (literal) das produtoras e distribuidoras cinematográficas paulistanas, Rua Vitória, Rua do Triunfo e Rua Aurora, veio a radicalização que pretendeu superar a proposta do cinema-novo, já consagrada como movimento artístico.

De olhar pessoal, porém com foco no coletivo e obedecendo aos parâmetros de uma linguagem narrativa acessível, apesar de densa e complexa, cineastas como Ozualdo Candeias, Julio Bressane, Rogério Sganzerla e Miguel Borges partiram para a proposta de experimentalismo total, bagunçando a estrutura narrativa e elegendo o “olhar subjetivo” como princípio estético. O exagero, tanto para o poético quanto o grotesco, enfatizava a necessidade de superar o “olhar reconhecível”; os movimentos de câmera, a proposital precariedade da cenografia e da própria interpretação, a total desobediência aos cânones lingüísticos de uma cinematografia estruturada sobre o diálogo artista/público foram demolidos a partir das bases. Ao mesmo tempo em que se revelava o “fazer cinema” com todas as limitações, buscava-se a consciência do “ver cinema” mediante rupturas e choques interiores, ora mediante a violência, ora mediante o sexo exacerbado, ora mediante a agressão imagética.

Em tudo, esta estética “suja”, nascida e assumida como gueto – marginal - gritava, levando a neurose artaudiana aos últimos limites: olhar cinematográfico (como olhar individual submetido ao olhar político) requisita esforço, de ambos os lados.

E não esquecer Carlos Reichenbach e Walter Hugo Khouri.

E Emílio Fontana. Nenê Bandalho foi o ápice da coragem na transposição de linguagens. Um fenômeno a ser ainda devidamente reavaliado.

E viva Jece Valadão!

Responder esta

Respostas a este tópico

Zezinha,
Penso que quem não é de Sampa ou do Rio perde parte do que é Brasil. (Minas tem outras marcas). Encontros de artistas, intelectuais, descritas em letras de musicas, em poemas, as marcas no cinema.
Transitar pelas ruas, sem fazer parte delas mas ainda à vontade e com vontade,por saber de cantos em que artísticamente tudo virou e vira história. Onde tanta coisa se revelou, ou abriu sinuosidades para aquilo que se tornou agora e continua abrindo.
Isso me faz lembrar a frase de Lavoisier do nada definitivo ” nada se cria, tudo se transforma”
Se a boca do lixo era arte para o povo ,por hora a boca do luxo é apenas para determinado povo, seria assim? Não sei dizer/ só usufruindo seu texto, suas reflexões, ao som mineiro.
" target="_blank">

Responder esta

isto lena!
a gente não participou deste circuito, só ouviu falar e viu alguma (muito pouca coisa), mas tem a nossa toinha que lembra destas coisas e nos faz pensar um Brasil mais inteiro.

Responder esta

Na certa, Lena e Luzete, Tonho é emblemático.

Por detras da aparição de Tonho existe a reaparição de projetos culturais nascidos de encontros casuais, entre colegas de ofício que compartilhavam preferências,teses e metas.

Lena falou por aí sobre o Clube da Esquina. Exatamente o espírito que movia às vezes realizações grandiosas (no sentido de valiosas, culturalmente revolucionárias) e outras vezes frustrações igualmente grandiosas.


A simplificação máxima da equação cinemanovo e tesão pra sair em bando, descolar equipamentos, fazer a cabeça de atores consagrados pra trabalhar "na faixa" ao lado de amadores catados em botecos e esquinas, quaquá!

Zezita trabalhou de assistente de continuísta num filme do Sternheim, primeiro pelo deslumbre de estar num set de filmagem, segundo (e não menos fundamental) no impulso algo antiprofissional de ver Vera Fisher de perto em trajes de Eva, ulalá!!! Nada menos glamuroso, se querem saber.

Espera espera espera. O som tá com problema, o refletor pifou, o cameraman sumiu, Vera foi tomar um uisquinho, tá faltando gente, tá escuro demais, ensinar arte dramática à equipe técnica pra atuar na frente da câmera... Putz, um rala rala de madrugada inteira pra duas cenas de 2 minutos. Aí noutro dia se filmava metade do filme numa manhã porque o sol tava legal e eram só tomadas de cidades, passantes, ônibus, um ator que fazia tudo do jeito que dava porque tinha que levar uma parte do filme pro laboratório e fazer copião pro produtor soltar mais grana... Enquanto isso, rabos de galo, cervas e papos infindáveis sobre Gláuber, Mautner, Godard, Imomura, futebol, mulher, sacanagens da vida e foda-se a ditadura que tinha censura.

Da Embrafilme jorrava grana pra produções tipo Brasil Grande, nossas coisas, nosso cinema de qualidade, nossas produções de nivel internacional, e ignorava solenemente esses párias que fabricavam produtos artesanais com deficiência de fábrica, mas com toque pessoal, intransferivel, irrepetitivel, em plena era da reprodutibilidade técnica. Do tosco partiam pro erótico, as pornochanchadas, os filmes "levanta-pau" que enchiam salas, pra depois catar os rendimentos e torrar tudo num ensaio fílmico que ficava dois dias em cartaz, mas que o diretor e equipe e elenco assistiam quinhentas vezes, um olho na tela e outro na bilheteria vazia como barriga de náufrago.

Tonho é isso, pelo lado do teatro, da dramaturgia mambembe, dos laboratórios e milhares de horas de destrinchamento beirando a histeria sobre se a personagem devia entrar correndo ou já iniciar sentada num canto do palco. Afora turnês de Poços de Caldas a Bebedouro, Araraquara a Marília. Quaquá, mil histórias, quixotescas e chaplinianas.

A matéria da qual são feitos os sonhos. Elizabeth fala de poetas que declamavam uns pros outros, e pra quem quisesse ouvir.

Coisas que vão ressurgindo aqui, ali, acolá... Sem esperar dádivas, verbas, patrocínios ou parcerias. Vão aparecendo feito clubes de esquina, vontade de se rever, gente jovem novamente reunindo-se na esteira desse capitalismo que apresenta arte enlatada e fruição enquadrada como quem vende carro ou apartamento, a preços extorsivos e geografias elitistas. Os caras não esperam dádivas, mas exigem o direito à revolta.

Tá confuso, mas é um começo. Tonho e Elizabeth saberão explicar melhor essas vagas estrelas a cintilar entre alagamentos e fumaças de escapamentos.

As cem flores? Uma basta, de cada vez, e em todos os lugares.

Responder esta

Poetas como este Roberto Piva, a geração dele declamava.
Nunca teve patrocínio.

Só acredito em poeta experimental que tenha vida experimental. Não tenho nenhum patrono no “Posto”, nem leões-de-chácara & guarda-costa literários nas redações de jornais & revistas. Nada mais provinciano do que os clubinhos fechados da poesia brasileira, com seus autores-burocratas tentando restaurar a Ordem & cagando Regras que o futurismo, dadaísmo, surrealismo & modernismo já se encarregaram de destruir.

Responder esta

Chininha, apenas reflexões sobre esta janela que você abre, pelas lembranças de seus seus experimentos, que foi bom saber, e nada confuso.

“...a reaparição de projetos culturais nascidos de encontros casuais”,
será que é tão casual assim? Eu penso que a casualidade é um instrumento de linguagem que pinça um grande projeto, exatamente por não termos controle sobre ela e nem a consciência das fagulhas que incorporaram a este projeto. a arte do imprevisível é fator intrínseco.

“Deus escreve certo em linhas tortas”, seria a descrição que faz valer que ainda quando pensamos que tudo está dando errado, e porque ainda é o caminho certo.
O que brilha hoje sob cenas (segundos pra nós) horas e vidas por trás da câmera em luzes incertas, recheada de pormenores de cada um “nas janelas laterais”.

Tonhar mais um sonho impossível ou nada perdura no inexorável.
Mais uma dos mineiros que sonhavam na esquina, tá uma b.... a gravação. mas vai assim mesmo/ bejão chininha
" target="_blank">

Responder esta

Lena, Tonhar mais um sonho impossivel ficou otimo.Garota também é poeta é?

Responder esta

betinha eu escrevo, sei que o que me incomoda na vida eu resolvo em versos e adoro ler os incômodos dos outros.

li suas coisas e adorei, ainda volto lá para comentar.
sou extremamente apaixonada pela linguagem, sons efeitos de sílabas / significados multiplos.

Responder esta

vou te mandar por email uma que o que você disse agora me lembrou.

Responder esta

André Barcinskyi fez um comentário interessante sobre o novo filme de Scorsese, A Ilha do Medo.

Diz ele que considera um dos melhores deste fazedor contumaz de "obras-primas", que é Martin Scorsese. Mas diz tambem que o filme todo é pontilhado por "falhas", erros de continuidade, de marcação.

Considera que um perfeccionista como Scorsese jamais deixaria passar batido erros primários de continuidade, mas que se valeu de erros controlados pra ir dando uma ruptura na narrativa, que leva a um desconforto no olhar. Assim como te relembrando: "Você tá assistindo a um filme".

Uma tênue lembrança dos tempos da boca do lixo. O dificil era não se lembrar de que aquilo era um filme, e um filme feito nas coxas, como veículo carregando toneladas de ideias díspares e vontades de fazer.
Os caras da censura federal deviam sofrer... Dona Solange de pouca saudade. Caras que queriam encanar o Sófocles... Acabarm encanando Judith Malina, Julian Beck e um bando de atores por fumacê indevido.

Scorsese é assistidor de Glauber. Numa entrevista, declara que começou a supor que havia formas novas de olhar e filmar ao assistir a Deus e o Diabo. Imagine se tivesse assistidi à Margem, de Candeias.

Responder esta

Só espaço pra uma homenagem?
Glauber, Vianinha
Assunto do dia?

Espaço pra bocada caribeña, novamente sob fogo cerrado.
Gringos persistentes: los derechos humanos enquanto fuzilam metade das populações de paisecos que atravancam o fluxo do petróleo. E a mídia capacho é o que é. Mocinhos contra bandidos.
Voz pros "facínoras":

From: Edison Puente

Estimad@s amig@s:

Ante la nueva campaña mediática en contra de Cuba a base de
difamación e injurias, destinada a crear una ofensiva mundial en
contra de la Revolución Cubana, para desprestigiar nuestro histórico
proceso y minar la confianza y el respeto que goza Cuba en el área
internacional, facilitando así el trabajo de nuestros enemigos y
valiéndose de todo tipo de presiones y chantajes, es importante que
nos movilicemos y realicemos una contraofensiva.

La declaración que adjuntamos se trata de una iniciativa del Capitulo
Mexicano de la Red de Redes en Defensa de la Humanidad. Le
solicitamos brinden a esta Declaración la mayor divulgación posible.

Además pueden adherirse a ella todos los que defienden a la Isla
Rebelde y Solidaria y juntan sus manos y voces en defensa de Cuba, ya
sean compañeros de las organizaciones de solidaridad, personalidades o
amigos. Pueden enviar su adhesión o suscripción a este correo
indicando nombre, país, profesión y correo electrónico. Igualmente
pueden enviar declaraciones o pronunciamientos con similares datos.

Compañer@s, se hacen vanas ilusiones los que piensan que orquestando
campañas como estas, podrán presionar o chantajear a nuestra
Revolución. No cederemos porque nos asiste la verdad y porque los
principios son el arma mas sagrada que tenemos y no se negocian, por
eso les decimos: Señores imperialistas ¡A CUBA NO LA TENDRAN JAMAS !

Les pedimos acuse de recibo de la presente información y quedamos al
tanto de su respuesta,

Dirección América Latina y el Caribe
Instituto Cubano de Amistad con los Pueblos


DECLARACIÓN
En Defensa de Cuba

A propósito de la resolución del 11 de marzo del Parlamento Europeo
sobre Cuba, los intelectuales, académicos, luchadores sociales,
pensadores críticos y artistas de la Red En Defensa de la Humanidad
manifestamos:

1.- Que compartimos la sensibilidad mostrada por los parlamentarios
europeos acerca de los prisioneros políticos. Como ellos, nos
pronunciamos por la inmediata e incondicional liberación de todos los
presos políticos, en todos los países del mundo, incluidos los de la
Unión Europea.

2.- Que lamentamos profundamente, como ellos, el fallecimiento del
preso común Orlando Zapata, pero no admitimos que su muerte, primera
“…en casi cuarenta años” según el propio Parlamento, sea tergiversada
con fines políticos muy distintos y contrarios a los de la defensa de
los derechos humanos.

3.- Que instar “…a las instituciones europeas a que den apoyo
incondicional y alienten sin reservas el inicio de un proceso pacífico
de transición política hacia una democracia pluripartidista en Cuba”
no sólo es un acto injerencista, que reprobamos en virtud de nuestro
compromiso con los principios de no intervención y de
autodeterminación de los pueblos -defendidos también por la ONU-, y en
contra de la colonialidad, sino que supone un modelo único de
democracia que, por cierto, cada vez se muestra más insuficiente y
cuestionable. La búsqueda y profundización de la democracia supone,
entre otras cosas, trascender sus niveles formales e inventar nuevas
formas auténticamente representativas que no necesariamente están
ceñidas al pluripartidismo que, como bien se sabe, encubre
frecuentemente el hecho de que las decisiones sobre los grandes
problemas mundiales son tomadas unilateralmente por pequeños grupos de
interés con inmenso poder, por encima del régimen de partidos.

4.- Que pretender justificar una intromisión en los asuntos políticos
internos del pueblo cubano manipulando mediáticamente el caso de
Orlando Zapata -delincuente común y de ninguna manera preso político-,
coincide con las políticas contrainsurgentes que han estado
aplicándose en América Latina para detener o distorsionar los procesos
de transformación emancipadora que están en curso y se suma al
criminal bloqueo al que ha sido sometido el pueblo cubano, por el
simple hecho de no aceptar imposiciones y defender su derecho a
decidir su destino con dignidad e independencia.

5.- Que compartimos la preocupación mostrada por los parlamentarios
sobre el respeto a los derechos humanos en Cuba pero la extendemos al
mundo en su totalidad. Así como les preocupa el caso del delincuente
fallecido (que en 40 años no tiene ningún antecedente similar), los
invitamos a exigir el fin de la ocupación de Gaza y del hostigamiento
al pueblo Palestino, que ha provocado no una sino miles de muertes; de
la intervención en Irak y Afganistán sembrando muerte y terror en
pueblos y ciudades; de los bombardeos en esos lugares con el argumento
de defender la democracia; el fin de la doble ocupación de Haití; el
cierre de la prisión de Guantánamo y la entrega de ese territorio a
Cuba, a quien le pertenece; la devolución de las islas Malvinas a
Argentina; y, por supuesto, el fin de un bloqueo que viola los
derechos humanos del pueblo cubano y que puede poner en duda la
calidad moral de quien exige trato humano para un delincuente cuando
se lo niega a un pueblo entero.

El acoso económico y mediático al que está siendo sometida Cuba, aun
antes del deceso del preso común Orlando Zapata, constituye un
atentado contra los derechos humanos y políticos de un pueblo que
decidió hacer un camino diferente.

Exigimos respeto a los procesos internos del pueblo cubano para
definir y ejercer su democracia, y consecuencia con los principios
universales de no intervención acordados por las Naciones Unidas.

Red En defensa de la Humanidad

Pablo González Casanova, Víctor Flores Olea, Ana Esther Ceceña
Sitio donde aparece la declaración:
http://www.defensahumanidad.cult.cu/artic.php?item=9196


http://edisonpuente.blogspot.com/2010/03/defendamos-cuba.html




--

Responder esta

Responder esta

RSS

Dinheiro Vivo

Publicidade

© 2010   Criado por Luis Nassif

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço