Portal Luis Nassif

Dilma cancela ida e Mantega se retira de evento da Editora AbrilDilma cancela ida e Mantega se retira de evento da Editora Abril Foto: Edição 247 Presidente cancela, à última hora, almoço com Roberto Civita; ministro da Fazenda se retira, sem prévio aviso, de mesa de debates com o dono do Grupo Abril: represálias contra capa da revista Veja "Os Segredos de Valério"

15 de Setembro de 2012 às 11:14

Marco Damiani _247 - O constrangimento foi geral, a ponto de o presidente do Grupo Abril, Roberto Civita, no melhor estilo dos jogadores de futebol que reprovam o técnico ao serem preteridos, sair do salão de eventos do hotel Unique, em São Paulo, na sexta-feira 15, meneando a cabeça. Pela manhã, por volta das 10h00, sob a elegante justificativa de não ter um membro de sua família para acompanhá-la, a presidente Dilma Rousseff cancelou compromisso pré-agendado com Civita para o almoço. Pouco mais tarde, durante o evento Maiores e Melhores, da revista Exame do mesmo Civita, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, levatou-se sem prévio aviso da mesa de debates da qual participava, ao lado do prêmio Nobel de Economia Paul Krugman e, outra vez, do próprio Civita, para se retirar em definitivo do recinto, diante de dezenas de empresários.

Os dois gestos foram imediatamente compreendidos como um protesto do governo pela matéria de capa da revista Veja Os Segredos de Valério, que iria circular no dia seguinte (este sábado 15). A informação do conteúdo em tudo agressivo contra o ex-presidente Lula e o PT circulou para o governo, que, com a batida em retirada, deu o tom de como serão, doravante, as relações institucionais com o Grupo Abril de Civita.

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/80600/Dilma-cancela-ida-e...

Exibições: 68

Responder esta

Respostas a este tópico

O golpe eleitoral da Veja em andamento.

"Lula era o chefe", diz Valério (em off) a Veja

Foto: Divulgação

Bomba anunciada pela revista Veja contra o ex-presidente Lula não traz propriamente uma entrevista de Marcos Valério à publicação. São declarações ditas a supostos interlocutores próximos, reproduzidas pela revista. "Off the records", como se diz no jargão jornalístico. Ou seja: nada está gravado, ou declarado oficialmente. Mas Veja faz pairar no ar a ameaça de uma delação premiada contra Lula

15 de Setembro de 2012 às 06:49

247 – Desde ontem à noite, Veja anuncia por meio de dois de seus porta-vozes extraoficiais, os jornalistas Augusto Nunes e Reinaldo Azevedo, uma capa bombástica contra o ex-presidente Lula. A “mais importante desde a entrevista de Pedro Collor”, que gerou o impeachment de seu irmão Fernando Collor, há exatos vinte anos. A capa, no entanto, não entrega a mercadoria. Traz uma declaração de Marcos Valério de Souza (“Não podem condenar apenas os mequetrefes. Só não sobrou para o Lula porque eu, o Delúbio e o Zé não falamos”) que não foi dita diretamente à revista. Trata-se, na verdade, de algo dito a interlocutores próximos do empresário, já condenado na Ação Penal 470, mas não oficialmente à revista. Off the records, portanto.

A reportagem começa com uma narrativa sobre a rotina de Valério, como o fato dele levar todos os dias os filhos à escola, para dar ar de verossimilhança ao texto. Mas nenhuma das declarações – todas elas capazes de provocar uma crise política de proporções inimagináveis – foi dita a jornalistas da revista. Eis algumas delas:

“Lula era o chefe”.

“Dirceu era o braço direito do Lula, o braço que comandava”.

“O Delúbio dormia no Alvorada. Ele e a mulher dele iam jogar baralho com o Lula à noite”.

“O caixa do PT foi de 350 milhões de reais”.

“(Depois da descoberta do escândalo), meu contato com o PT era o Paulo Okamotto. O papel dele era tentar me acalmar”.

“O PT me fez de escudo, me usou como boy de luxo. Mas eles se ferraram porque agora vai todo mundo para o ralo”.

“Vão me matar. Tenho de agradecer por estar vivo até hoje”.

Não sabe, portanto, se Valério realmente disse o que Veja atribui a ele. Pode ter dito, como não dito. O fato é que não assume publicamente suas declarações – algo bem diferente do que aconteceu vinte anos atrás, com Pedro Collor. Em vários depoimentos, todos eles gravados, ele narrou ao jornalista Luís Costa Pinto, então repórter da revista em Recife, detalhes da vida privada do ex-presidente Collor. Era uma entrevista em “on” – contestada apenas por aqueles que diziam que Pedro Collor não estava no juízo normal quando deu suas declarações.

No caso atual, pode-se acreditar ou não na versão de Veja. Valério disse porque Veja disse que disse. Ou Valério não disse porque Veja mantém sua cruzada contra o ex-presidente Lula, iniciada em 1º de janeiro de 2003, dia de sua posse.

Como se sabe, Lula não foi alvo de um processo de impeachment em 2005, porque a oposição, regida pelo antecessor Fernando Henrique Cardoso, não teve coragem de enfrentá-lo. Sobrou para o “capitão do time” José Dirceu, muito embora o delator Roberto Jefferson agora acuse Lula de ser o “mandante” de todo o esquema – uma contradição que o procurador Roberto Gurgel desconsidera, uma vez que Jefferson serve para incriminar Dirceu, mas não Lula. 

Agora, com a capa desta semana, Veja sugere que Marcos Valério poderá fazer uma delação premiada para incriminar também o ex-presidente Lula. Assim, não apenas alguns símbolos da era Lula seriam condenados, como, talvez, o próprio ex-presidente.

Anunciam-se tempos de radicalização política no País.

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/80594/Lula-era-o-chefe-di...

Olha, vou ser dura. A Dilma botou o molengao do Paulo Bernardo no lugar do Franklin, começou o governo dela indo a evento na Folha, achou que ia conquistar o PIG. Levou chute na bunda, como qualquer um poderia prever. Tomara que agora, pelo menos, tenha aprendido a liçao. Antes tarde do que nunca. 

Ah Valquíria, tem dó. Veja o contexto do que eu disse. Levou sim chute na bunda POR PARTE DO PIG, nao agora, mas pelo fato de nao ter adiantado nada a amenizada que ela deu na luta contra a mídia, que era indispensável. Esse chute nao tem nada a ver com ela saber ou nao o que faz, nao dependeu dela... Ela teria oposiçao da mídia fizesse o que fizesse, foi isso que ela foi incapaz de ver, achando que poderia desarmar a mídia. E repito: tomara que eela tenha aprendido a liçao, e MUDE DE POSTURA COM A MÍDIA, como essa notícia dá alguma esperança de que tenha começado a ocorrer. 

Me preocupa o avanço da direita e até mesmo a ultradireita em sucessivas alianças com o PSB em diversos estados brasileiros. Em Pernambuco o governador fez alianças até com seu adversário de décadas, como o ex-governador Jarbas Vasconcelos do PMDB e possívelmente, terá o apoio do PSDB e DEM, caso seu candidato a prefeitura de Recife venha disputar o segundo turno com o candidato do PT Humberto Costa. 

Leiam essa matéria.

O PSB e a novíssima direita, por Roberto Efrem Filho

Diferentemente do PT, o PSB vem conseguindo arregimentar os  setores mais tradicionais da direita brasileira. Nestas eleições  municipais, em João Pessoa e Belo Horizonte, por exemplo, os candidatos  do PSB trazem em suas bases de apoio tanto o PSDB como o DEM. Em  Pernambuco, setores da direita também se reorganizam em torno de Eduardo Campos.

Escrevo do Recife, em setembro de 2012, em meio a uma  eleição municipal em que o Partido Socialista Brasileiro (PSB), liderado pelo atual governador do estado, Eduardo Campos, compete voto a voto  com o Partido dos Trabalhadores. Ocupando a prefeitura há 12 anos, o PT  vive pela primeira vez em três eleições uma real – senão inexorável – ameaça de derrota eleitoral. Inicialmente desconhecido da população, o  candidato do PSB, “Geraldo 40”, ultrapassou as expectativas de voto do  candidato petista, o até então Senador, Humberto Costa.
Sobre os ombros de Eduardo Campos e dos seus 82% de votos nas últimas eleições  para o Governo do Estado, “Geraldo 40” quase não precisa dizer a que  veio, tampouco se apresentar. O “40” herdado de Eduardo vem lhe  garantindo capital simbólico suficiente. Por outro lado, Humberto  desliza numa apatia incendiária. O esquecimento da existência de um  prefeito petista na cidade (qual é mesmo o nome dele?) e a crescente  deslegitimação do PT entre as organizações e intelectualidades de  esquerda deixam Humberto e suas boas intenções num vácuo retórico  incontornável: afinal, como convencer a população do Recife a não votar  no candidato de Eduardo e sua unanimidade? O que diferencia Humberto e o PT a ponto de serem eles merecedores de escolha?
PSB e PT, de fato, guardam cada vez mais semelhanças. O recrudescimento das bases populares do Partido dos Trabalhadores; o  emprego governamental de estratégias de negação e criminalização de  movimentos sociais – os cortes de ponto dos servidores públicos em  greve, os apelos à limitação legal do direito à greve, a contenção de  protestos, a não abertura real de negociações etc.; o  neodesenvolvimentismo econômico; o investimento em megaprojetos aliado  ao abandono da reforma agrária e à violência contra populações  tradicionais indígenas e quilombolas; as alianças, já não mais tão  desconfortáveis, com partidos políticos conservadores: PT e PSB  aproximam, dia após dia, o seu “socialismo” de uma cortante  indiferenciação ideológica e se afastam, minuto a minuto, das  esquerdas.
Isso de tal forma que a compreensão de suas  diferenças se encontra menos nos vínculos que o PT ainda mantém,  timidamente, com setores das esquerdas do país – organizações dos  movimentos sindicais, estudantis e populares – e mais no modo como o PSB passa, à frente do PT, à constituição da novíssima direita brasileira.
Com a derrocada do PFL, a desesperança do tucanato engendrada pelo lulismo e com parte significativa dos partidos de direita, sobretudo os menores,  reunidos na base do Governo Federal, a direita nacional perdeu sua  expressão partidária autônoma. Aquela indiferenciação ideológica a que  me referi anteriormente permitiu que os sujeitos constituintes do campo  direitista se dispersassem em diversas organizações partidárias, quase  todas necessárias à conservação das engrenagens governamentais. O PSD de Kátia Abreu (ex-PFL e dirigente parlamentar do agronegócio brasileiro)  talvez seja o exemplo mais claro desse fenômeno.
Essa dispersão, entretanto, não significa desaparecimento. Os setores e classes sociais que retroalimentam os interesses da direita, afinal, não deixaram de  existir. Fragmentada em partidos da base governista e nos partidos  centrais, ainda que enfraquecidos, de oposição, a direita se adapta  escorregadia. Dois anos atrás, nas eleições que levaram Dilma Rousseff à presidência, os direitistas mostraram seus dentes no tradicional apoio a José Serra, ainda que alguns deles já se achassem lado a lado ao  lulismo. Respeitadas as complexidades da distribuição do trabalho social de dominação, contudo, nesses fluxos do poder, PT e PSDB ainda esboçam  um confronto nítido. Dilma, nem mesmo com todo o apoio de Lula,  conseguiria alcançar os números que Eduardo Campos atingiu em  Pernambuco. O próprio Lula não havia conseguido.
Os 82% de votos  são emblemáticos. Se no cenário nacional, PT e PSDB se enfrentavam – e  as diferenças ideológicas se mostravam, mesmo que de forma reativa,  sobre questões como aborto, direitos humanos e direitos de homossexuais – em Pernambuco, nós nos perguntávamos: onde está a direita? A resposta:  com o PSB. A oposição simbólica de Jarbas Vasconcelos (PMDB) a Eduardo  Campos não refletia os rearranjos históricos dos sujeitos em jogo. De  fato, aqueles coronéis a que me referi anteriormente enlaçaram-se ao  Governador. Lembro de ter em mãos, à época das eleições, um santinho de  um candidato a Deputado Federal, liderança nacional do PSDB e conhecido  latifundiário local, com indicações de voto para José Serra e Eduardo  Campos, a despeito de o apoio formal psdbista pertencer a Jarbas.
Diferentemente do Partido dos Trabalhadores, o PSB vem conseguindo arregimentar os  setores mais tradicionais da direita brasileira. Nestas eleições  municipais, em João Pessoa e Belo Horizonte, por exemplo, os candidatos  do PSB trazem em suas bases de apoio tanto o PSDB como o DEM. Trata-se  de uma jogada política em expansão, não de algo excepcional, e se  conecta ao projeto de ascensão política do PSB sobre os horizontes  eleitorais do PT. Nas eleições de 2010 para o Governo da Paraíba, a  aliança PSB/PSDB/DEM já se formava. No Governo do Ceará, encabeçado por  Cid Gomens, o PSB mantinha o PSDB de Tasso Jereissati entre os seus  apoiadores mais dispostos.
A novíssima direita emerge, dessa  maneira, do seio de sua dispersão nos partidos menores que figuram na  base do Governo Federal – e que, nos passos do PMDB, estarão com quem  quer que ocupe o Palácio da Alvorada –e dos recentes laços dos partidos  centrais da direita tradicional com uma esquerda cada vez mais  indistinta e, portanto, nada de esquerda. O PSB é sua face mais  evidente. Aglutina tanto os partidos menores como os hoje enfraquecidos  partidos tradicionais da direita. Sem pudores, sem pruridos. Em mais uma diferença do PT, o PSB não precisa se justificar por “trair” as  esquerdas brasileiras. De fato, ninguém espera dele quaisquer desculpas.
(*) Roberto Efrem Filho é professor da UFPB e  doutorando em Ciências Sociais no Instituto de Filosofia e Ciências  Humanas da Unicamp.

Lembrando que o candidato do PSB Geraldo Julio está disparado na frente dos demais candidatos.  

Com relação a presidente Dilma, acho que ela errou abrindo espaço para imprensa paulista, inclusive aumentando a verba de propaganda governamental nesses "veículos de comunicação". Para mim está claro que o principal objetivo de Veja, Globo, Folha e Estadão é remover o governo do PT, desde 2003.Para tanto, não medem esforços para destruir a imagem do ex-presidente Lula.     

Claro que ela errou. Achou que os desarmaria. Quebrou a cara. Tomara que tenha aprendido. 

Ando tao desanimada com essas eleiçoes, Webster, que nem tenho acompanhado. Acho que o PT começa a colher os frutos de algumas decisoes equivocadas que tomou... Exagerando bastante (reconheço que é um exagero, mas exagero é como caricatura: pega algo de essencial, embora aumentando...), é como os EUA recebendo de volta os resultados do seu apoio a Osama Bin Laden no Afganistao contra os soviéticos (e agora na Líbia...). 

Faz sentido, Analú. É o que chamo dormir com o inimigo, a qualquer oportunidade ele ataca.

Não há confiabilidade!   

Falou e disse! 

Concordando contigo  webster.

por estas bandas as esquerdas divididas dando  lugar ao Moroni ( Dem)

e o PSD... melhor nem falar..

li no Brasil Mobilizado que a entrevista é duvidosa

leiam;

Texto de capa da revista, construído com declarações de pessoas não identificadas, tenta envolver ex-presidente com o processo do chamado 'mensalão'
São Paulo - O publicitário Marcos Valério desmentiu hoje (15), por meio de seu advogado, reportagem de capa da revista Veja, segundo a qual ele estaria disposto a revelar supostas histórias que comprometeriam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo do chamado “mensalão”. 
A matéria é recheada de declarações entre aspas, mas seus pretensos autores são identificados genericamente como amigos e familiares. As declarações são colocadas na boca do próprio Valério, como se ele tivesse concedido entrevista.
"O Marcos Valério não dá entrevistas desde 2005 e confirmou para mim hoje que não deu entrevista para a Veja e também não confirma o conteúdo da matéria", disse o advogado Marcelo Leonardo, que defende Valério no julgamento em curso no STF.
"Não sei de onde tiraram isso. Tem que perguntar para o jornalista que escreveu a matéria", afirmou o advogado. Ele disse não considerar necessário acionar Veja judicialmente. "O próprio perfil da revista torna desnecessário tomar qualquer atitude. O STF, por seus ministros, tem dito que eles julgam de acordo com a prova existente nos autos e não decidem com base em matérias que saem na imprensa. Entendo que essa matéria, que não tem conteúdo relativo a entrevista porque ele não deu nenhuma entrevista, não vai repercutir em nada no julgamento", argumentou.

Dilma

A informação de que Veja circularia com essa "reportagem" em sua edição deste fim de semana teria sido o motivo pelo qual a presidenta Dilma Rousseff cancelou o almoço que teria ontem (14) com o presidente do Grupo Abril, Roberto Civita, bem como sua participação no evento Maiores e Melhores, da revista Exame, pertencente ao grupo.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou a compor uma mesa de debates durante o evento, ao lado do prêmio Nobel de Economia Paul Krugman e do próprio Civita, mas levantou da mesa sem aviso prévio e também se retirou do encontro.

RSS

Novas

Receba notícias por e-mail:

Dinheiro Vivo

Publicidade

                                                                   http://www.adobe.com/go/getflashplayer\"><img src=\"http://www.adobe.com/images/shared/download_buttons/get_flash_player.gif\" alt=\"Get Adobe Flash player\" width=\"112\" height=\"33\" /></a></p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0</div>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <!--[if !IE]>-->\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ','hspace':null,'vspace':null,'align':null,'bgcolor':null}" height="600" width="150">
        <!--<![endif]-->
      </object>

© 2013   Criado por Luis Nassif.

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço